Publicado no Vermelho
Nesta terça-feira (31), Golinger dará a conferência “O que não se conhece sobre as Organizações Não Governamentais” onde irá expor sobre a atuação destas ONGs nos países latino-americanos.
A escritora disse que esta agência governamental é capaz de recorrer a desestabilização contra os governos como Venezuela, Bolívia e Equador , que tem por característica a defesa de sua soberania e os interesses dos povos.
Expôs que a Usaid começou a operar em 1961 e tem “duas caras", já que enquanto por um lado se apresenta com a fachada de dedicação para a assistência humanitária, por outro contribui para projetos políticos para promover a agenda de Washington.
“Inclusive foi utilizada por entidades como a Agência Central de Inteligência (CIA) para acobertar suas ações”, alertou.
Lembrou que em 2002, antes da tentativa de golpe de Estado contra Hugo Chávez, os Estados Unidos enviaram para a Venezuela um representante da Usaid, integrante de uma divisão especial pertencente aos escritórios de iniciativas para a transição.
A autora do livro “O Código Chávez” disse para a agência noticiosa equatoriana que o trabalho desta organização é promover uma transição política que decide no terreno o tipo de apoio, sobretudo financeiro, geralmente destinado para a chamada sociedade civil.
A respeito do Equador manifestou que a ingerência da Usaid foi muito mais fácil do que na Venezuela “porque tinham a porta aberta, com um escritório desde 1991 no país.”
Nestes momentos, as autoridades equatorianas avaliam a continuidade da presença da Usaid neste país, após os questionamentos de seus verdadeiros objetivos.
Em uma recente entrevista, o embaixador estadunidense em Quito, Adam Namm, declarou que essa agência investiu milhões de dólares nos últimos 50 anos.
Com Prensa Latina
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