VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


Apontado como alternativa para ampliação na produção de biodiesel no país, o pinhão manso se destaca como uma planta com grande potencial devido a vários fatores, como o alto teor de óleo em suas sementes, rusticidade, adaptação a várias condições de clima e solo, boa resistência à seca e ao ataque de pragas e doenças. Além disso, trata-se de uma planta inesgotável, que produz por mais de 40 anos.

O cultivo do pinhão-manso é uma rentável alternativa para os produtores rurais e para o meio ambiente, pois recupera áreas de solo degradadas beneficiando a agricultura de uma forma geral, contribuindo para a produção de energia e reduzindo a saída de dinheiro das áreas rurais para os centros urbanos.

Entretanto, o estudo Alerta Sobre o Plantio do Pinhão Manso no Brasil, produzido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, evidencia a necessidade de uma pesquisa mais elaborada sobre a cultura dessa oleaginosa. "O plantio do pinhão manso é uma cultura sobre a qual o conhecimento técnico é extremamente limitado. Grande parte das informações divulgadas sobre a cultura provém de fontes pouco confiáveis", afirma o artigo.

Atualmente, são discutidos os benefícios e as desvantagens dessa nova alternativa, porém, em alguns países da América, Ásia e África, já existem programas oficiais ou iniciativas particulares estimulando o plantio de pinhão manso para produção de óleo, sempre visando os biocombustíveis.

No entanto, as instituições bancárias ainda não estão preparadas para financiar o plantio de pinhão manso, pois não há garantias técnicas para os produtores. Por outro lado, aqueles agricultores que estejam dispostos a correr esse risco plantando em pequenas áreas, estarão contribuindo para a pesquisa pela disponibilização de lavouras, onde poderá ser observado o comportamento da planta sob diferentes condições e a eventual ocorrência de pragas e doenças.

Como o Brasil ainda não possui um mercado estabelecido para o pinhão manso, o que ocasiona a diminuição de compradores para o produto e a redução dos preços, o produtor, sem opção de, no ano seguinte, migrar para uma cultura mais rentável, acaba aceitando qualquer que seja o preço que a indústria oferecer.

"Observando este panorama, conclui-se que no Brasil ainda não há tecnologia validada, suficientemente, para que se possa cultivar o pinhão manso de forma racional". Completa o estudo.

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui

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