Todo post, quase sempre, tem uma história de como/onde surge a ideia que culmina na editoração do mesmo. Esse surgiu quando o amigo Alexandre Dias publicou a capa da partitura - “Pinta, pinta melindrosa” -, marcha carnavalesca/ragtime de Freire Júnior (foto acima), lançada na folia carnavalesca de 1926.

A referida marcha de Freire Junior foi incluída nas revistas teatrais: “Ai, Zizinha!”, dois atos e 14 quadros de Freire Júnior, com direção de Pinto de Moraes, no Teatro Carlos Gomes e “Café com leite”, no Teatro São José, na cidade do Rio de Janeiro.

 

Localizei três gravações da composição com os cantores: Fernando Albuquerque, Raul de Lacerda e Francisco Alves.

Pinta, pinta melindrosa” (Freire Júnior) # Fernando Albuquerque. Disco Odeon (12.2983)

“Pinta, pinta melindrosa”


A pintura está na moda hoje em dia
Bem resolve os caprichos da mulher
Dá-lhe o sangue que lhe rouba a anemia
Dá-lhe tudo que a beleza lhe requer

Pinta, pinta, pinta, pinta melindrosa
Pinta, pinta, pinta, pinta, pinta bem
Quem não torna suas faces cor-de-rosa
Pinta o sete lá na rua com alguém


Olhos negros, lábios rubros, tez rosada
Predicados exigidos pra beleza
Uns beijinhos numa boca bem pintada
Põe na gente para sempre a alma presa

[Francisco Alves suprimiu esse verso na gravação. Acredito que a razão para suprimir um dos versos seja o tempo de gravação do Selo Odeonette, inferior as gravações tradicionais]


 Pinta, pinta, pinta, pinta melindrosa
Pinta, pinta, pinta, pinta, pinta bem
Quem não torna suas faces cor-de-rosa
Pinta o sete lá na rua com alguém

Quem não gosta de uma face bem corada
Quem não gosta de nas tintas carregar
Se procuras das velhotas as fachadas
Hoje em dia com a pintura reformar

Pinta, pinta, pinta, pinta melindrosa
Pinta, pinta, pinta, pinta, pinta bem
Quem não torna suas faces cor-de-rosa
Pinta o sete lá na rua com alguém

Pinta, pinta melindrosa” (Freire Júnior) # Raul de Lacerda. Disco Homocord Elético (P.4-21.228) / Matriz (A-23112r). Sem data.

Pinta, pinta melindrosa” (Freire Júnior) # Francisco Alves. Disco Odeonette (109-A) / Matriz (103), 1927.

 

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Fontes:

- Fotomontagem: Laura Macedo.

- Instituto Piano Brasileiro / Coordenação Alexandre Dias / Capa Partitura.

- Site YouTube - Canais: “Sandor Buys”, “1000amigovelho”, “luciano hortencio”.

- Viva o Rebolado! : Vida e morte do teatro de revista brasileiro / Salvyano Cavalcanti de Paiva. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991.

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