Os regimes totalitários são reflexos da mentalidade mesquinha dos seres humanos medíocres

Acabo de ver entrevista com o escritor Sérgio Faraco, autor do livro Lágrimas na Chuva, onde conta a sua dura experiência política partidária, a qual teve início com um convite para estudar em Moscou. A partir daí, ele embarcou em uma aventura  amarga e perigosa. Depois de uma série de conflitos com chefetes políticos ligados aos partidos brasileiros e soviéticos - incluindo o insólito episódio de repúdio ao rádio oficial, sem botão off, ligado 24 horas no alojamento - Faraco foi internado, à força, sob pesada bateria de medicamentos, numa clínica de "reeducação" russa.

O Brasil também passou por seu período sombrio, inaugurado em 31 de março de 1964, o qual deixou marcas profundas, até hoje não cicatrizadas, prova disso é o atual acirrado debate sobre a chamada Comissão da Verdade.

O que se percebe é que nas radicalizações, a cada movimento mais forte de uma das partes, a outra - ou demais - se ressente e toma medida de igual peso, ou maior, para confrontar. Nas demais áreas da vida, incluindo associativas e sindicais, nas relações interpessoais, não é difícil de nos defrontarmos, quase que diariamente, com reações virulentas àqueles que manifestam opinião diversa daquela que é tida como "verdade" dominante.

Difícil é a arte do respeito ao pensamento divergente, dela nascem os autênticos democratas, e, porque não dizer os humanistas na melhor acepção da palavra.

TeoFranco

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