O poeta ao falar de si fala dos outros,

que cada um tem um quê do outro.

Tudo é como se fosse um amarrio de cordas

seguidas, compassadas, continuadas.

O poeta ao falar dos outros fala de si,

que cada um outro tem um quê de nós,

cada um vive a vida alheia sem saber

e morre na morte do outro.

Cada poema é impessoal, é de todos,

ainda que impregnado de evidências da mão.

O meu seu poema dele não existe.

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