POR UMA EDUCAÇÃO DE “PAZ E ESPERANÇA”


Para lançar uma mensagem de "paz e de esperança" a todo o Iraque, os cristãos no norte do país inauguraram há dias uma estátua de Jesus que lembra o Cristo Redentor no morro do Corcovado, no Rio de Janeiro. A escultura tem quatro metros de altura (1/10 em relação à original) e vem atraindo fiéis e peregrinos. O Cristo está posicionado no posto de controle número 1 de Baghdeda, na região de Nínive. A ideia nasceu justamente dos guardas que trabalham no local. "No Natal, montamos um presépio. Para festejar a Páscoa, os guardas quiseram construir uma estátua nos moldes do Cristo Redentor, no Brasil", contou Najib Attallah, um dos responsáveis pelo projeto. A estátua foi construída por dois guardas do posto de controle, Alaa Nasir Kithya e Amaar Anay, e custou cerca de US$ 130. O coordenador do Comitê para Assuntos Religiosos, Bashar Jarjees Habash, destacou que a construção é uma mensagem de paz para todos. "A estátua é de pedra e pode ser removida a qualquer momento, mas a história dos cristãos iraquianos não pode ser cancelada". Bashar acrescentou que os cristãos têm uma história milenar no país e mostram lealdade à pátria. A região de Nínive tem sido uma das mais atingidas por uma onda de violência anticristã. Em fevereiro passado, em apenas 10 dias, oito cristãos foram assassinados em Mossul, capital da região. Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos iraquianos chegaram a realizar uma marcha de protesto, pacífica e silenciosa, contra o cotidiano de massacre sofrido pela comunidade cristã, a fim de denunciar a indiferença total das autoridades. Na Sexta-Feira da Paixão (02.04), dois católicos iraquianos carregaram a cruz de Cristo durante o ato religioso no Coliseu de Roma. Anteontem (26.04), uma criança e um policial morreram e outras cinco pessoas ficaram feridas em duas explosões na província de Al-Anbar, 100 quilômetros a oeste de Bagdá. O ataque ocorreu no mesmo dia em que o comitê de revisão eleitoral do Iraque decidiu anular os votos de 52 candidatos das eleições parlamentares de março passado. A alegação foi de suposto vinculo com o antigo partido de Saddam Hussein, o Baat. Dois deles, no entanto, foram eleitos para o parlamento iraquiano, sendo um pela coalizão do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki. O comitê garantiu que o chefe de Governo terá maioria no Legislativo. Mas se os resultados mudarem o resultado da eleição, a decisão pode provocar a ira dos sunitas, em um momento em que diminuiu a violência sectária entre sunitas e xiitas desde a invasão coordenada pelos Estados Unidos em 2003. Na época, os soldados estadunidenses retiraram a estátua construída por Saddam Hussein em sua homenagem (acima).

O parlamento ucraniano aprovou ontem (27.04) um acordo que autoriza a permanência de uma base russa na Crimeia (sobre o Mar Negro) em uma sessão marcada por incidentes violentos no recinto e por uma manifestação de milhares de opositores do lado de fora. Os deputados aprovaram, por 236 votos a favor (de um total de 450 presentes), o acordo que prevê a permanência da base russa até 2042. A sessão foi marcada por incidentes durante os quais o presidente da câmara, Volodimir Litvin, foi atacado por ovos. Nos arredores do parlamento, milhares de oposicionistas manifestavam com gritos de "Morte aos traidores!" e "A Crimeia é nossa, fora a frota de Moscou!". Forças de segurança tentaram frear o avanço dos manifestantes até a sede do Legislativo, a fim de manter o grupo separado de centenas de partidários do novo presidente do país, Viktor Yanukovich, reunidos atrás de um cartaz que dizia "Ucrânia e Rússia, aliados estratégicos". Na véspera, o governo interino do Quirguistão agradeceu à Rússia pela cooperação na detenção do ex-ministro do Interior quirguiz, Moldomusa Kongantiev, acusado de participar da repressão aos manifestantes opositores ao governo do país centro-asiático. Detido em Moscou, o político foi extraditado para Bishkek, capital quirguiz, onde se encontra num centro penitenciário do Serviço de Segurança Nacional. "Com a ajuda dos órgãos de segurança da Rússia conseguimos deter em Moscou o ex-titular do Interior", declarou o primeiro vice-ministro do governo provisório, Almazbek Atambayev, durante uma sessão da comissão para a ordem pública. "Agradecemos a ajuda do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, ex-KGB) prestada para sua detenção", acrescentou. Desde que o governo interino tomou o poder em 7 de abril, esta é a prisão mais significativa de um membro da administração anterior. O presidente deposto, Kurmanbek Bakiyev, está refugiado na Bielo-Rússia. Seu irmão, Zhanybek, ex-chefe da guarda presidencial, está na lista dos procurados pelo novo governo por ter supostamente ordenado que a polícia abrisse fogo contra os manifestantes. Segundo a agência de notícias Reuters, Bakiyev disse que o governo russo pode ter desempenhado um papel significativo nos protestos que culminaram com a sua saída do país. No último dia 21 de abril, ele disse aos jornalistas em Minsk que continua "o legítimo presidente do Quirguistão" e descreveu o governo interino que controla Bishkek como uma "gangue de impostores". As autoridades interinas no Quirguistão afirmam, no entanto, que Bakiyev assinou uma carta de renúncia antes de deixar o país. Os Estados Unidos e a Rússia ajudaram a intermediar o acordo para sua partida. O presidente deposto também pediu à comunidade mundial que não reconheça o governo provisório, que anunciou eleições parlamentares e presidenciais em seis meses e planos de uma nova Constituição. O pleito está previsto para outubro.

O provável futuro primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, criticou anteontem (26.04) a entidade de supervisão dos mercados financeiros (PSZAF), culpando-a pela crise econômica do país. Ele prometeu revisar as normas para o funcionamento do banco central e da PSZAF. “As leis às quais são submetidas o banco central e a supervisão financeira são criadas pelo parlamento, e ele tem o direito de mudá-las ou deixá-las em vigor. Discutiremos esse assunto com o grupo parlamentar”, disse o novo chefe de Governo. Ao referir-se ao banco central húngaro, Orban observou: “Queremos ter orgulho dessa instituição, inclusive de seus líderes. Essa não é uma fortaleza para cavaleiros com contas em paraísos fiscais”. O partido de Orban, o Fidesz, criticou várias vezes o presidente do banco central húngaro, Andras Simor, por seus investimentos no Chipre e sobre o que ele disse serem erros graves em decisões tomadas pelo banco central. rros graves em decisse serem re ro criticou vmento do Banco Central e da PSZAF. Orban disse que a Hungria está disposta a renegociar as condições sobre o pagamento de sua elevada dívida com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Somos nós que devemos ter um novo plano", disse Orban, após assegurar que o novo governo, que possivelmente será chefiado por ele, terá como meta "um déficit de 0%", para elaborará planos a longo prazo. Ele qualificou a vitória, que colocou a direita de volta no governo, como "histórica", "uma verdadeira revolução". Analistas acreditam ser possível que a Hungria fixe com o FMI uma redução do déficit fiscal para 5% ainda em 2010, o que permitiria ao novo Gabinete aliviar os ajustes econômicos e devolver empréstimos de 20 bilhões de euros pedidos para evitar a quebra do país. Nas eleições legislativas de domingo, os eleitores decidiram apoiar o Fidesz com 263 das 386 cadeiras do parlamento. Os socialistas, até agora no poder, ficaram com apenas 59 deputados. Está previsto que o novo parlamento se reúna dentro de um mês e que o presidente da República nomeie Orban como primeiro-ministro. Para formar o novo governo, Orban terá a ajuda do controvertido Gábor Vona, líder dos ultradireitistas Jobbik ("O melhor"). O partido húngaro aumentou sua popularidade e sua bancada com um discurso populista, racista e anti-semita. As críticas ao crescente desemprego (11,2%) e à retração da economia (6,3% negativos em 2009) atraíram os votos dos jovens. Ex-professor de história, Gábor Vona, de 31 anos, defende a “deportação de judeus e ciganos para países vizinhos”. O Jobbik prega ainda que “há um complô de judeus para dominar a economia da Hungria e que os ciganos têm muitos filhos para conseguir auxílio financeiro do governo e assim quebrar o país”. Um dos suportes do Jobbik é a chamada “Magyar Garda” (Guarda Magiar, que significa “húngara”). Os militantes (acima) usam fardas semelhantes às dos antigos nazistas, símbolos heráldicos medievais e têm treinamento militar. Foram proibidos, mas não se dispersaram. A ascensão da extrema-direita era prevista pelos principais analistas políticos da mídia européia, que ainda discutem qual será seu peso na política do novo governo de Orban. Um peso muito grande, prevêem eles, poderia levar à Hungria ao isolamento na União Européia, coisa que aconteceu com a Áustria anos atrás, quando extremistas de direita ocuparam o governo. O presidente da República, László Sólyom, responsável de encarregar a formação do novo Executivo, prometeu acelerar o processo para que o país conte o mais rápido possível com um novo parlamento e governo.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou na última segunda-feira (26.04) que o país terá uma central nuclear em, no máximo, três anos. “Em três anos, no âmbito da legislação, começarão os trabalhos para a construção da primeira central nuclear na Itália", afirmou Berlusconi, ao participar de uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin. O líder russo, por sua parte, anunciou que Moscou está pronta para garantir financiamentos e auxiliar tecnologicamente na construção da nova central. Durante um dos encontros, os representantes da companhia elétrica italiana Enel e da empresa russa Inter RAO UES assinaram um acordo que prevê a cooperação na construção de uma central nuclear no território russo de Kaliningrado. Os líderes dos dois países ainda falaram sobre o projeto do gasoduto South Stream, que deve ser construído até 2015 pela russa Gazprom e a italiana ENI. A obra tem o objetivo de diversificar o transporte de gás e evitar que o recurso transite pela Ucrânia. Segundo Berlusconi, o novo gasoduto, que tem a parceria da Turquia, será uma garantia para os países que enfrentam “inversos rigorosos”. Já o colega russo garantiu que não há qualquer atraso ou obstáculo na construção do South Stream. Contando ser "ligado a Putin há anos pela estima, amizade e afeto", Berlusconi demonstrou esperança de que a economia de ambos os países retome o patamar que estavam antes da crise econômica mundial. "Esperamos que a retomada se apresente com sinais confortantes e possa fazer com o nível do intercâmbio comercial atinja os patamares pré-crise", disse o primeiro-ministro italiano. O líder russo também ressaltou os efeitos negativos causados pelo colapso financeiro. "Devemos dar passos ativos para restaurar o nível da nossa cooperação. Temos tudo para fazermos isto. Após a crise mundial, o intercâmbio se reduziu em 38%", pontuou. "Normalmente, pensam que a base da nossa cooperação é a energia. Ela, de fato, é a que mais prevalece, mas não é só isso", argumentou Putin, relembrando a cooperação entre os dois países no setor mecânico, químico e de aviação. Analistas disseram que, desta vez, o encontro entre Putin e Berlusconi não foi ofuscada pela polêmica. Em 2008, na última vez que os dois colegas estiveram juntos na Itália (acima), Berlusconi apontou o dedo para um jornalista, simulando um fuzil em suas mãos, após pergunta sobre um suposto romance extra-conjugal de Putin com uma atleta russa. Na época, a Federação de Imprensa da Itália classificou como "pesada" brincadeira contra jornalista. Na véspera do encontro com o líder russo, o primeiro-ministro italiano defendeu o diálogo entre todas as forças políticas do país para construir "a Itália do futuro", durante a mensagem pelo 65º aniversário da libertação do país do fascismo, transmitido por todas as cadeias de televisão. Em uma iniciativa sem precedentes, Berlusconi pediu aos italianos que escrevam juntos uma nova página da história do país: "renovar" parte da Constituição de 1948, "para definir a arquitetura de um Estado moderno, mais próximo ao povo, sobre a base do federalismo, com instituições mais eficazes e com uma justiça que seja verdadeiramente justa". Diante deste pedido de diálogo, o principal grupo de oposição, o “reformista” Partido Democrata (PD), se mostrou disposto a debater as propostas de reforma da Constituição para construir a “Itália do futuro”.

“A Grécia está incapaz de acessar os mercados financeiros”, afirmou ontem (27.04) o ministro de Finanças, George Papaconstantinou, provocando um novo pânico no mercado financeiro. Ele disse que o país precisa de dinheiro da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) até 19 de maio para pagar a dívida pública e acrescentou que falta objetividade da Europa sobre a crise grega. Na sexta-feira passada a Grécia pediu a ativação do mecanismo de socorro elaborado pelos países da zona do euro e pelo FMI. Sob o plano, os membros da União Européia concordaram em fornecer uma ajuda de 30 bilhões de euros para a Grécia, enquanto o FMI fornecerá socorro adicional. Papaconstantinou afirmou que o déficit público do país poderá chegar a 14% do PIB (Produto Interno Bruto), ao mesmo tempo que o banco central grego alertou que é provável que a recessão se aprofunde mais do que o esperado este ano. Em Atenas, a população assiste diariamente a uma greve. Anteontem, pararam na Grécia os correios e o setor marítimo. Com a paralisação, milhares de moradores e turistas ficaram sem transportes até as ilhas gregas. Os trabalhadores protestaram contra a decisão do governo de liberar o mercado de cruzeiros marítimos para a concorrência estrangeira. Já os carteiros pedem novas contratações. Mas foram as declarações da Alemanha, a maior economia da Europa, sobre condições para liberar o socorro financeiro a Atenas que desestabilizou o mercado. "A Grécia tem de fazer o seu trabalho de casa primeiro antes de Berlim aprovar o pacote de ajuda”, disse a chanceler Angela Merkel. "Primeiro quero ver o programa (de recuperação das finanças gregas)". As declarações da líder alemã foram feitas num comício para as eleições regionais na Renânia do Norte-Westfália, previstas para o dia 9 de Maio, recebidas por forte aplausos dos eleitores. A repercussão veio no dia seguinte pela imprensa. O jornal “Bild”, de centro-direita, questionou: "Por que é que nós é que pagaremos as pensões de luxo gregas?" Já no “Sueddeutsche Zeitung”, de centro-esquerda, a informação principal foi: “Para a Europa, a catástrofe grega é o maior desafio desde as guerras nos Balcãs dos anos 90". E acrescentou: "a relutância da chanceler Angela Merkel desencadeou o pânico em Atenas. A Grécia não vai dar a volta sozinha". O “Financial Times” alemão escreveu: "A crise demonstrou uma coisa: sem união política real, a Europa não vai sobreviver". Em Portugal, a crise econômica também está levando a paralisação de trabalhadores. Ontem, funcionários de 16 empresas de transporte público fizeram greve para protestar contra a política de austeridade salarial do governo que se comprometeu em reduzir o grande déficit público do país, orçado em 9,4% do PIB em 2009. Os grevistas protestaram, ainda, contra o congelamento de quatro anos dos salários dos funcionários. A medida faz parte do programa de estabilidade e crescimento do governo socialista de José Sócrates, previsto para o período entre 2010 e 2013. Ao término desse prazo, o executivo quer colocar o déficit público em 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta para 2010 é reduzir a dívida até 8,3% do PIB. Os sindicatos dos Correios também convocarão uma greve nacional para protestar contra o congelamento e a ampliação do plano de privatizações anunciado pelo governo, que abrangerá, inclusive, os serviços postais. Até 2013, o Estado português quer privatizar total ou parcialmente 17 empresas e espera ganhar com isso 6 milhões de euros - 1,2 milhão apenas neste ano.

Os capitalistas Tico e Teco voltaram a conversar sobre o mundo contemporâneo, acompanhados pela diarista Aparecida e da filha Bytes, no dia 28 de abril, Dia da Educação.

Tico: No dia de hoje Adolf Hitler se casou com Eva Braun num banker em Berlim. Há 65 anos.

Teco: No dia de hoje morreu Benito Mussolini, ditador que governou a Itália com “mãos de ferro” durante 21 anos. Ele e a amante Clara Petacci estavam fugindo para a Suíça, quando foram pegos em Azzano, sendo executados por Walter Audisio, integrante do Comitê de Liberação da Alta Itália. Há também 65 anos.

Tico: A Europa será de direita ou de esquerda?

Teco: A Europa é nacional-socialista. Enquanto nós, capitalistas brasileiros e contemporâneos, fazemos parte do “iluminismo americano”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Qual será o reflexo do nacional-socialismo?

Teco: A moeda de transações correntes “implodir”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Não haverá, novamente, o Império Austro-Húngaro. A social-democracia venceu na Áustria. Não estou certo?

Teco: Apesar do apoio político de Hitler aos nacional-socialistas austríacos, venceu o candidato da oposição. O fuhrer não teve outra opção se não invadir Viena para que prosperasse o seu “projeto”: erguer o nacional-socialismo nos povos de língua alemã. E culpou os judeus por manterem a “alienação do mundo”, por controlar o sistema financeiro e a imprensa. E garantiu: “Meu Reino durará mil anos”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O Chávez demonstrou o apoio à pré-candidata do PT.

Teco: Chávez e Dilma têm o mesmo “projeto”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O que você acha dos apoios entre líderes políticos?

Teco: Os Chávez, Lulas, Kirchners e Uribes passam, mas o Estado fica. Assim como passou De Gaulle, Salazar e Saddam. Até Reagan passou. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Ontem dez mil produtores de grãos franceses dirigiram tratores até Paris numa marcha para chamar a atenção do governo Sarkozy por uma ação urgente para elevar o preço dos cereais e conter a forte queda de renda nos últimos dois anos.

Teco: A crise ainda não mostrou a sua face. Alemanha e Japão ainda não se recuperaram do tombo. Vamos ver como reage o discípulo do general De Gaulle, cada vez mais parecido com o Collor.

Tico: O que você acha do socialista Sócrates?

Teco: A Hungria já foi liderada por um socialista de esquerda. Agora caminha para o nacional-socialista de direita. Budapeste ainda não formou capital.

Tico: Lisboa já formou capital?

Teco: O "senso comum" nos mostra que ninguém fala mal do "socialismo" sueco, onde o trabalhador tem o direito de tirar licença de 6 meses para recarregar a bateria. Porque ele é um "povo triste, mas produtivo". Mas o mundo se preocupa com o socialismo português, principalmente quando têm líderes "utópicos", porque ele é "improdutivo". Brasília terá a produtividade e a alegria de viver dos judeus porque renascerá através do Brasil contemporâneo, sob a égide de seus "iluministas americanos". Elementar, meu caro Watson.

Bytes: Na Inglaterra, os conservadores estão vencendo por enquanto. Pesquisa divulgada pelo jornal britânico "The Guardian" indica a vitória de Cameron.

Tico: A Ângela Merkel está sendo chamada na Europa de “chanceler de ferro”.

Teco: E o Meirelles disse que tem que administrar o “sucesso”. E revelou que se considera um “ativo eleitoral”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Qual é a diferença entre as duas moedas?

Teco: A maior preocupação dos analistas é de quem apostou no euro como reserva de valor como substituto da hegemonia do dólar. A cotação da moeda unica europeia vem caindo ladeira abaixo, enquanto a divisa estadunidense volta a ser aposta dos investidores internacionais em busca de “liquidez no mercado”. O euro abriu hoje no menor patamar em um ano ante o dólar durante o pregão asiático. A nota da Grécia foi rebaixada para “grau especulativo”. E Berlim se questiona se valeu a criação “estratégica” do euro se Paris não fala a “mesma língua”. Já o Brasil é a solidez do "mercado". Elementar, meu caro Watson.

Tico: Qual será a repercussão do gasoduto russo-italiano?

Teco: O gasoduto passa pela Turquia. Pelo pedágio, ganhou uma central nuclear de Moscou. Mas Ancara também negociou com a União Europeia a construção do gasoduto Nabucco, através do qual o gás natural da região do mar Cáspio deverá ser transportado para a Europa sem ter que passar por território russo ou ucraniano. A reunião foi realizada no ano passado em Budapeste, mas como a zona do euro não parece muito certa da integração, o South Stream de Moscou e Roma tem hoje maior poder de “coalizão”. E Kiev vai ter que escolher para não enfrentar o “rigoroso inverno”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: E o real?

Teco: As “boas notícias” falam por ele. São Paulo traz hoje mais turistas à cidade do Salvador do que no passado. Algumas localidades baianas são mais atraentes do que as ilhas gregas. É “economia real” e não uma “ilusão dos sentidos”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O que você acha de empresas estadunidenses poderem listar suas ações na bolsa paulista a partir do segundo semestre?

Teco: O Lula poderia dizer: “A Bovespa está chique!” Já Obama alertou recentemente a Wall Street: “Ou mudamos ou seremos enterrados como líderes mundiais”. O “medo” do democrata é de que o país não seja mais a “nação credora do mundo” por causa do seu “caótico” sistema financeiro. O resultado da “especulação” foi a manchete do “The Wall Street Journal”, do bilionário da mídia Rupert Murdoch, sobre a “rápida” recuperação do Brasil após a maior crise econômica da história: Em tom ameaçador, no dia do início da reunião do Copom para deliberar sobre a taxa básica de juros do país, o jornal escreveu que o “medo” é a economia brasileira estar em “superaquecimento”. Ou seja, "mercado interno forte", com renda e liquidez para as transações correntes. Sobre a “polêmica econômica”, o William Bonner, editor do “Jornal Nacional”, deve ter perguntado, com certeza: “Como pensa o governo dos Estados Unidos?” Elementar, meu caro Watson.

Tico: A crise atingiu em cheio os países europeus. E as greves paralisam ainda mais a atividade no Velho Continente.

Teco: O Brasil não seguirá o caminho do nacional-socialismo europeu, mas o dos “iluministas americanos”. Washington Olivetto é a maior testemunha. Será que o Lula dirá? “Antes de mim nunca houve na história deste País executivos tão valorizados no mercado mundial como os brasileiros”.

Tico: O Meirelles voltou de Washington encantado com os elogios de seus colegas. Alguns dizem que ele já demonstra até um certo “sapato alto”.

Teco: Enquanto isso, o ministro das Finanças gregos foi a Washington, com pires nas mãos, pedir socorro financeiro. De todos os ministros da Fazenda, o que eu mais senti pena foi de San Thiago Dantas no governo Jango. Sempre se lamuriando da dificuldade de Washington em aceitar a renegociação da dívida brasileira por achar os brasileiros muito parecidos com os gregos. Nós já passamos pela “saia justa”, fizemos o “dever de casa” e estamos vivos. Até o Goldman Sachs está interessado no mercado imobiliário brasileiro. Os místicos dirão: “O universo conspira a favor do Brasil”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Avaliando críticas e palpites, Meirelles afirmou que “existem por aí muitas peças de ficção”.

Teco: Será que ele está falando da “imprensa velha?” E será que a imprensa velha se arrependerá de ter dito que o BC era "independente até demais?"

Tico: O que você acha da Selic?

Teco: É o “espaço de tempo econômico”. No capitalismo, os papéis privados valerão sempre mais do que o déficit público. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O âncora do “Conta Corrente” perguntou anteontem: “De quanto será a Selic?” E o “colunista econômico” da GloboNews, respondeu: 0,75 pontos percentuais. Mais do que os 3 membros do Copom previram como sendo necessário ao país no mês anterior: 0,5 pontos percentuais. Isso depois do Sidney Rezende ter lido a informação de que houve queda “mensal” da inflação. A “boa notícia”. Pergunta que não quer calar: Qual foi a “fonte privilegiada” para informar aos investidores do Terceiro Milênio sobre o resultado do jogo? A sua própria “especulação?”

Teco: Se o Meirelles é cuidadoso com as palavras para não emitir mensagens subliminares aos especuladores, será que houve opinião similar do “Wall Street Journal?” É mais provável que a fonte tenha sido a mesma que enterrou a candidatura do Ciro Gomes. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O Brasil quer a Selic em 11,75 pontos percentuais ao ano como deseja a “imprensa velha?”

Teco: Nem os nacional-socialistas querem os juros sobre a moeda. Por isso, sopram como vento no mundo. O que dirá o capitalista? O que busca o “tempo real” da economia para atingir a velocidade da luz. A fim de que a circulação de capital se reflita em sua moeda para efetuar as transações correntes. Maior do que a hegemonia da libra esterlina e do dólar. O Bradesco lucrou com a queda da "inadimplência". Estamos ficando chique, dirá o Lula. Mas se o mundo entrar em crise, a melhor política do Copom é manter a taxa de juros no patamar atual para não ter que abaixá-la mais adiante. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Se estamos voltando aos anos 30, qual deve ser o posicionamento do Brasil?

Teco: No passado, Getúlio namorou o “Eixo”, mas se casou com os “Aliados”. O que sabemos é que não temos qualquer base militar dos Estados Unidos por aqui, como os EUA têm no Japão. Mas o melhor caminho será sempre o da “neutralidade” porque guerra é reflexo da ótica dos “anciãos das horas”. Elementar, meu caro Watson.

Em mais um movimento da intermediação do Brasil nas divergências entre o Irã e as potências ocidentais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou o chanceler Celso Amorim a Teerã, Ancara e Moscou para abrir a negociação de um acordo de troca de urânio. Ontem (27.04), Amorim afirmou que o Brasil estaria disposto a examinar uma eventual proposta para a troca de urânio enriquecido iraniano em seu território. O país já havia sido pleiteado para a troca do combustível nuclear, mas nunca recebeu proposta formal de Teerã. Em fevereiro, Amorim já havia dito não ter "preconceito" contra a hipótese de o Brasil ser depositário de urânio enriquecido, desde que esse fosse um pedido feito pela comunidade internacional. A proposta foi levantada inicialmente pelo diretor da organização iraniana de energia atômica, Ali Akbar Salehi, na linha do acordo assinado no ano passado com as potências e a ONU (Organização das Nações Unidas) para o enriquecimento de seu combustível nuclear em solo exterior. Caso aceite a proposta, Brasil receberia o urânio iraniano enriquecido a 3,5% e entregaria combustível enriquecido a 20% --suficiente para geração de energia e inviável para a produção de armas. O Brasil defende a ideia de que a Turquia seja a depositária de urânio pouco enriquecido iraniano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já discutiu a questão no início do mês, em Washington, com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, e o presidente dos EUA, Barack Obama, como alternativa às duras sanções que o americano vem defendendo. Pela proposta das potências, sob mediação da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o Irã embarcaria 70% do seu estoque de urânio baixamente enriquecido, que seria convertido na França ou Rússia em cápsulas de combustível compatíveis para produção de isótopos de uso médico. No domingo, Amorim disse que não considera que o Irã esteja perto de construir uma bomba nuclear. “Nos chame de ingênuos, mas acredito que aqueles que acreditam em tudo que o serviço secreto americano afirma são muito mais ingênuos. Olhe a situação do Iraque”, reagiu o chanceler brasileiro. O assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, explicou que, enquanto o Brasil tenta uma solução pacífica para a questão nuclear do Irã, outras nações estão satanizando a república islâmica. “Temos dito que queremos negociar com o Irã uma solução pacífica para esse impasse. Outros países querem satanizar o Irã, excluindo-o através de uma série de sanções que não terão nenhum efeito, a não ser solidificar ainda mais o Irã contra uma suposta ameaça externa”, disse o assessor de Lula para assuntos internacionais. “Parem com esta história de que somos aliados e amigos do Irã. Estamos querendo simplesmente trazer o Irã para uma negociação diplomática e temos, nesse particular, apoio de praticamente todos os países do mundo. Mesmo o presidente (Barack) Obama, que tem posição dura, tem estimulado que nós mantenhamos negociação com o Irã para termos essa solução pacífica”, acrescentou Garcia. Segundo ele, a preocupação do Brasil é uma só: “Nós queremos que o Irã se submeta às inspeções da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA). Se ele fizer isso estaremos muito satisfeitos”.

Tico: No dia de hoje o “estratégico” De Gaulle renunciou ao cargo de presidente da França. Há 41 anos.

Teco: No dia de hoje um marcapasso alimentado por energia nuclear foi implantado, pela primeira vez, num paciente na França. Há 40 anos.

Tico: O “Estadão” informou que um arquivo de computador encontrado com o ex-líder das Farcs Raul Reyes, morto pelo exército colombiano no Equador, informa que a guerrilha colombiana e o Exército do Povo Paraguaio (EPP) usaram o território brasileiro para reuniões e para esconder dinheiro proveniente de sequestros promovidos em território paraguaio. O conjunto de papéis a que o jornal paulista teve acesso é o fato novo com o qual o governo de Assunção espera convencer o Brasil a rever o refúgio político concedido aos militantes de esquerda J.F.A, A.M.M e V.A.C.O, acusados pelo Paraguai de liderar as ações do EPP, mas os três ganharam do governo brasileiro o status de refugiados políticos pelo Ministério da Justiça do governo Lula.

Teco: O Médio Oriente é logo aqui. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Onde estão o chanceler brasileiro e o “sargento” Garcia, fiel escudeiro do “companheiro” Lula para assuntos de integração latinoamericana?

Teco: Estão no outro lado do mundo. Atuam como chanceleres de que a república islâmica não tem interesse de fabricar a “bomba atômica”. Mas o Lula se encontrará com o presidente paraguaio na sexta-feira. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O Serra disse que não tem interesse em acabar com o Mercosul.

Teco: O mercado comum da América do Sul continua vivo? Viva!

Tico: O pré-candidato do PSDB quer dar maior autonomia à Camex (Câmara de Comércio Exterior). Alegou que os superavits encolheram e o deficit em conta corrente está crescendo com grande velocidade, até porque as importações dispararam, junto com as remessas das empresas estrangeiras ao exterior, devido ao dólar barato.

Teco: O que precisamos é de fortalecer o capitalismo argentino para que eles possam eleger um novo Alfonsin. Só assim a Argentina consolida a sua democracia e a sua economia agora que vive com pires nas mãos. Eu quero ver os Kirchner aceitarem por muito tempo o Banco do Brasil ser o controlador do Banco da Patagônia. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Como você está vendo a política externa brasileira?

Teco: A nossa tradição é de respeito à auto-determinação dos povos. Estamos à frente do nosso tempo. Até o próprio Serra não falou mal do Chávez, nem pode falar porque a integração fará muito bem aos países latinoamericanos. O que é difícil aceitar é Lula interferir na eleição venezuelana dando o seu apoio político a Chávez, numa afronta aos representantes da oposição do país vizinho. O respeito deve ser de Estado para Estado. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Como você está vendo a política externa com o Irã?

Teco: O Lula tem que fazer o que ele tem que fazer. Já o Amorim está “otimista” e disse ao mercado: “Podem me chamar de ingênuo”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O presidente deposto da “Honduras do Cáucaso” se abrigará na embaixada dos Estados Unidos? Ele se considera ainda “legítimo”.

Teco: Os estadunidenses não costumam fazer parte do grupo dos “meninos aloprados”, mas o governo dos Estados Unidos está nas mãos dos democratas. Pelo menos saberíamos nessa “especulação” qual é a diferença entre a liderança estadunidense e a brasileira. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Como será a eleição no Quirguistão?

Teco: “Punk rock”. No meio do debate está uma das fontes de renda do país: o fim da base militar dos EUA. Será que Moscou compensará o “déficit público?” Elementar, meu caro Watson.

Tico: Quem vencerá a “guerra santa” entre a Globo e a Universal?

Teco: Vamos ver no “Dia D”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O “povo da liberdade” vem aumentando a cada dia no mundo. Não chegou só a Budapeste, mas também a Amsterdã, a “capital da liberdade”.

Teco: A extrema-direita húngara está querendo copiar a lei Berlusconi em relação à política sobre os ciganos. Elementar, meu caro Watson.

Bytes: Vocês assistiram ao filme “Budapeste”, de Walter Carvalho?

Tico: Qual é o enredo?

Bytes: O personagem principal, interpretado pelo Leonardo Medeiros, é um ghost-writer, escritor especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo. Na volta de um congresso, ele é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade de Budapeste, o que desencadeará uma série de eventos envolvendo-o em uma surpreendente história. Casado com a personagem de Giovanna Antonelli, uma famosa apresentadora de telejornais, conhece Kriska, interpretada por Gabriella Hámori em Budapeste. Com ela aprende húngaro, que segundo dizem, "é a única língua que o diabo respeita". Durante as diversas idas e vindas entre o Rio de Janeiro e Budapeste, o escritor anônimo se alterna entre o seu enfeitiçamento pela língua húngara transformada em paixão por Kriska e suas raízes pessoais ancoradas no seu amor pela jornalista carioca. Com direito a belas imagens de Budapeste e Rio de Janeiro e uma atuação visceral de Leonardo Medeiros (acima). Baseado na obra de Chico Buarque. Disponível agora só em DVD.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu anteontem (26.04), durante o programa semanal de rádio "Café com o Presidente", a importância da construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Segundo ele, o licenciamento ambiental da usina, foi o "melhor já ocorrido em todo o Brasil", com cinco anos de estudo para licença prévia. "Obviamente que sempre vai ter aqueles que não querem que a gente faça, porque tem aqueles que esperam que haja sempre uma desgraça no País para eles poderem encontrar um culpado; nós temos aí a indústria do apagão, pessoas que não querem que a gente construa a energia necessária porque querem que tenha um apagão para justificar o apagão de 2001", disse. Para Lula, o apagão de 2001 foi "incompetência, e nós não vamos ter atos de incompetência". "Belo Monte é um projeto de 30 anos, não é um projeto de agora, Belo Monte levou muito tempo sendo discutida, foi muita gente que discutiu, se fazia projeto, se não fazia projeto, e nós conseguimos dar a Belo Monte um tratamento, diria, qualificado envolvendo todo o segmento da sociedade num debate", afirmou. De acordo com Lula, abandonar um potencial hídrico de, aproximadamente, 260 mil megawatts para começar a usar termoelétrica a óleo diesel será um "movimento insano", contra toda a ação que se faz no planeta pelo tema climático. Para defender a tese de que a usina hidrelétrica é mais barata, Lula disse que as empresas que ganharam o leilão de Belo Monte ofereceram cerca de 78 reais o megawatt/hora, enquanto a administração federal fixou um preço mínimo de 83 reais o megawatt/hora. "É importante a gente fazer uma comparação para o povo saber o que nós estamos falando: a usina Belo Monte, ela vai custar 78 reais o megawatt/hora; uma usina eólica custa 150 reais o megawatt/hora, e uma usina a gás, mais ou menos, 200 reais o megawatt/hora", comparou. "Portanto, a energia hídrica ainda é a mais barata; o que nós precisamos é trabalhar com muito cuidado para fazer as hidrelétricas da forma mais cuidadosa possível, causar o menor impacto ambiental possível, e é por isso que eu estou muito feliz, porque depois de 30 anos, finalmente, Belo Monte vai sair”. O presidente afirmou ainda que o Poder Executivo cuida da preservação de áreas indígenas. Arara da Volta Grande, Xingu e Paquiçamba, que antes seriam afetadas, não serão mais, citou. "Há previsão de realocação de 16 mil pessoas. Nós estamos pensando em fazer uma hidrelétrica que seja modelo, que seja exemplo de que o Brasil vai continuar fazendo a hidrelétrica, mas, sobretudo, o Brasil vai continuar dando importância ao povo brasileiro, cuidar dos nossos índios, cuidar dos nossos produtores rurais, cuidar dos nossos ribeirinhos", avaliou. Lula falou também de sua visita à Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, no dia 19, Dia do Índio. Ele afirmou acreditar que foi uma "coisa extraordinária" a demarcação da área. Desde 2003, afirmou, o Executivo homologou 81 terras indígenas. Segundo Lula, o Brasil tem hoje 663 terras homologadas, declaradas, delimitadas e em estudo, somando 107.618.000 hectares - 12,5% do território nacional está reservado aos índios."Nós demos um passo definitivo para reconhecer os índios como cidadãos brasileiros, dono da sua cultura, homens livres que podem exercitar da forma que quiserem toda a sua cultura", disse Lula que, na ocasião, segurou nos braços uma jovem índia (acima).

Tico: No dia de hoje nasceu Antonio de Oliveira Salazar, ditador português que ergueu o Estado Novo em 1933, regime que acabou sendo derrubado pela Revolução dos Cravos, no dia 25 de abril de 1974.

Teco: No dia de hoje nasceu o ex-líder iraquiano Saddam Hussein.

Bytes: Um grupo de investigadores turcos e chineses afirma ter encontrado a Arca de Noé. O achado foi localizado no Monte Ararat, no Leste da Turquia, perto da fronteira com o Irã. Os exploradores, pertencentes a uma organização evangélica, identificaram uma estrutura de madeira antiga, com 4800 anos. A antiguidade já foi verificada através do método do carbono 14, um dos mais rigorosos que se conhece.

Tico: A “imprensa velha” disse que o PSB não teria candidato próprio à Presidência da República. Será que vai dar Serra?

Teco: Os defensores da tese devem ter chegado à reunião do PSB com sorriso de Monalisa carregando nos braços a pesquisa Datafolha que colocava o Ciro abaixo dos dois dígitos, além dos jornais, como a “Folha”, que dedicou duas manchetes para enterrar a candidatura de Ciro Gomes. Por isso, o deputado paulista-cearense escreveu em seu blog: "Ao rei tudo, menos a honra". Elementar, meu caro Watson.

Tico: Você lamentou?

Teco: Nós, capitalistas brasileiros e contemporâneos, estamos reféns, nas mãos dos nacional-socialistas contemporâneos. Quem será o melhor? O homem ou a mulher? Enquanto eles tentam formar ideologia, nós temos a missão de formar capital. Os nacional-socialistas “não aceitam” a correlação tempo-espaço, ou seja, simplesmente a ciência contemporânea. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Por que os nacional-socialistas são tão fortes?

Teco: Porque se alimentam do “medo do desconhecido”, enquanto nós da manutenção da “riqueza das nações”. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O Obama criticou a lei aprovada na semana passada no estado do Arizona, que criminaliza a “imigração ilegal”. Ele disse que a legislação foi "mal concebida" e pode fazer com que americanos de origem hispânica sejam acossados pela polícia sem necessidade.

Teco: O líder americano está preocupado que a onda do “povo da liberdade” se aproxime dos Estados Unidos. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Como será a Constituição da "Itália do Futuro?"

Teco: O que sabemos é que a coalizão que apoia o partido do "Povo da Liberdade" tem maioria no parlamento, mas não sei ainda se também para matérias constitucionais. Elementar, meu caro Watson.

Tico: Medvedev determinou a abertura dos arquivos secretos e divulgou dados sobre o massacre de Katyn. Stálin aprovou o massacre comandado por Lavrenty Beria, seu homem de confiança dentro da polícia secreta, durante a Segunda Guerra Mundial. O documento principal tem quatro páginas e foi enviado a Stálin por Beria, chefe da NKVD, precessora da KGB. Nele, o oficial expõe sua proposta de "rapidamente examinar o uso dos meios mais duros de punição - a morte a tiros". A assinatura de Stálin e um carimbo de "altamente secreto" ilustram a primeira página. Foram divulgadas até fotos de arquivo mostrando a cova coletiva dos soldados poloneses mortos pela KGB (acima).

Teco: O líder russo está demonstrando obstinação em manter boas relações com a Polônia. Elementar, meu caro Watson.

Tico: O gemeo do presidente polonês morto pode chegar à Presidência?

Teco: Varsóvia já formou capital? E Kiev? Elementar, meu caro Watson.

Tico: O Lula disse que as críticas à hidrelétrica de Belo Monte vêm da “indústria do “apagão”. Mas a Marina Silva disse que, se fosse ministra do Meio Ambiente, não teria concedido a construção da hidrelétrica de Belo Monte. “A licença de Belo Monte foi dada em meio a muitos questionamentos, muitas dúvidas e com uma clara pressão política. Tanto é que o diretor de licenciamento do Ibama pediu para se demitir em função desse processo”, disse a Marina. Segundo a senadora, além dos problemas na área ambiental, a própria viabilidade econômica da obra é questionada. “Tem um relatório da Eletrobrás que vazou, dizendo que o empreendimento não é viável economicamente”, revelou a pré-candidata do PV.

Teco: Quando ainda era ministra das Minas e Energia, a Dilma foi um fracasso nas reuniões do clima na Alemanha. Ao falar das hidrelétricas, os alemães, que buscam a excelência na energia limpa, ficaram decepcionados. Mas a estratégia do Lula será levar à população a enxergar a Marina Silva como “traidora da pátria”. Afinal, ela está contra o seu “projeto”, consequentemente contra ele e o País. Elementar, meu caro Watson.

Bytes: Quando eu vi a foto do Lula com a indiazinha, me lembrei do vovô, que Deus o tenha. Ele ficou horas babando a netinha como a nova geração, maravilhado com o frescor da vida. Eu acho o Lula meio melodramático como a Carta-testamento de Getúlio, mas eu gosto dele!

Tico: A coisa está preta na Tailândia. Um soldado foi morto hoje em confronto com os manifestantes.

Teco: A coisa está vermelha, melhor dizendo. Elementar, meu caro Watson.

Tico: “O Globo” disse que ocupação dos morros começa hoje pelo Borel.

Teco: É bom. Assim os traficantes já ficam prevenidos.

Tico: A “Veja” está fazendo campanha pela remoção das favelas. Ouviu um “especialista” em suas páginas amarelas que afirmou: a defesa dos favelados, a esquerda, já não é mais “tabu”.

Teco: Berlusconi, líder do partido “Povo da Liberdade”, também está convencendo os italianos de ações contra os “extracomunitários”. E revelou a saída para a “Itália do futuro”: a eliminação na imprensa dos chamados “vermelhos”. Elementar, meu caro Watson.

Aparecida: Nos 45 anos da Globo, o jornalista Roberto Marinho foi sempre citado como sinônimo de empreendedorismo. Seus filhos agradecem por terem se transformados todos em estrelas globais da história, trazendo sempre para casa o pão nosso de cada dia. Assim criaram seus filhos sem a “fome” dos artistas dos anos 40, nem as atrizes são mais chamadas de “putas”. E Sandra Brea teve todo o seu tratamento médico custeado pela empresa.

Tico: A festa foi ofuscada este ano porque combinou com o número dos tucanos: 45. Um petista, indignado, considerou os anos da Globo como mensagem subliminar.

Teco: Seria subliminar se a Globo continuasse a comemorar o seu aniversário durante todo o ano. Se a partir de maio, ela continuar vinculando o 45 é, no mínimo, para a justiça eleitoral entrar na história. Mas impedir que a Regina Duarte, o Milton Gonçalves, o Tarcísio Meira, comemorem o aniversário da “casa”, porque ali passaram muito mais tempo de vida do que com a sua família é, no mínimo, “concupiscência”. Elementar, meu caro Watson.

Aparecida: A Ana Maria Braga, que não tem muito tempo de casa, fez elogios rasgados à empresa no “Mais Você”. Ela foi a atração da manhã. Chegou até a se ajoelhar para os seus súditos para agradecer os elogios que recebeu pela sua atuação na “Dança dos Famosos”, versão 2010 do “Faustão”. Mas eu achei o coreógrafo dela o grande achado. E a mais bonita a Sheron Menezes.

Bytes: Cada um tem o seu “ponto de vista” e cada um responde pelo seu quadrado.

Aparecida: Mas Nosso Senhor Jesus Cristo avisou aos seus discípulos: “Não sigam o caminho dos escribas e fariseus porque são cegos e hipócritas. Como um cego poderá conduzir outros cegos no fim dos tempos? Ambos conhecerão a cova”.

Tico: Depois que o Lula aconselhou o povo brasileiro a ser mais “generoso”, qual deve ser o nosso mandamento?

Teco: O deixado na “Última Ceia” por Nosso Senhor Jesus Cristo aos seus “atrasados” 12 apóstolos: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Porque sabia da limitação do espaço de tempo a que estavam sujeitos os seus “pecadores”. E o poder da "concupiscência". Elementar, meu caro Watson.

Exibições: 85

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço