Presidente do PSDB, Aécio Neves, vota por mais investimentos federais na saúde

Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), defendeu, na noite desta terça-feira (12/11), na tribuna do Senado, a emenda do PSDB que fixa a aplicação mínima do governo federal na área da saúde em 18% da receita corrente líquida. Aécio fez um balanço sobre os baixos resultados alcançados na expansão dos programas federais de saúde preventiva e criticou o fechamento de 13 mil leitos hospitalares no país.

Seguem principais trechos do pronunciamento do senador:

“Quero deixar aqui uma indagação absolutamente clara e objetiva ao governo federal, tão competente no marketing político. Como explicar um governo que oferece à população brasileira, gastando bilhões em propaganda oficial, mais médicos e agora propõe menos saúde?

O governo do PT permitiu que, desde janeiro de 2010, tivéssemos o fechamento de 13 mil leitos hospitalares no conjunto da saúde pública brasileira. Um partido que privilegia o marketing em programas que lhe interessam eleitoralmente foi capaz de fazer com que o programa de Saúde da Família, tão importante em tantos estados brasileiros, talvez a mais exitosa das experiências de saúde preventiva do país, crescesse míseros 8% ao ano.

Um programa que crescia durante o governo do presidente FHC em torno de 25,5% ao ano. O programa de agentes comunitários da saúde, tão necessário também como ação preventiva nas regiões mais pobres do país, cresceu durante os anos 1994 e 2002, quando governávamos o Brasil, 72% em média, e agora praticamente é extinto, com um crescimento em torno de apenas 2%.

É possível sim gastarmos mais com a saúde pública para darmos uma saúde de maior qualidade à população brasileira. Fica uma posição clara a favor do proposta do senador Cícero, e que certamente permitirá que os municípios e os estados brasileiros possam além de contribuir, como vem contribuindo de forma crescente para os investimentos em saúde, conduzir também outras demandas da sua população. Ao não aprovar esta emenda, a base do governo vai estar aqui externando, refletindo o que pensa a senhora presidente da República: mais médicos e menos saúde para os brasileiros.”

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