Senhores

Este e o meu primeiro contato com seu blog e gostaria de dar um alerta a Universidade Federal do Parana com respeito a uma mensagem divulgada pela mesma sobre o uso da palavra "presidenta": no corpo da mensagem criticando o uso de uma palavra que simplesmente nao existe na lingua portuguesa existem dois erros crassos: um de concordancia e outro de acentuacao.

1) Assim, quando queremos......ha que se adicionarem a raiz verbal......

    Nota: o verbo haver e impessoal; com que concorda aqui o verbo adicionar???

2) Portanto, a (com crase) pessoa que preside e presidente e nao presidenta.....

    Nota: o a craseado e uma contracao da preposicao para com o artigo feminino a. Quem pode me explicar de onde veio essa crase???

Desculpem a minha chatisse mas, sendo formada em letras, particularmente Portugues e Ingles, nao consigo deixar que esses erros passem sem critica, principalmente porque a mensagem trata exatamente de corrigir erros na escrita da nossa lingua. Obrigada pela atencao. (a falta de acentuacao nesta mensagem e resultado de os mesmos nao estarem disponiveis, nao e erro nao).

Henriqueta Cipriano

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Comentário de HÉLIO DIÓGENES CAMBUÍ ALVES em 29 junho 2011 às 20:32
Presidente, sempre.
Comentário de Errico Ernesto Rosa em 29 junho 2011 às 22:12

Chatice com dois esses?

Que é isso?

"Troll" linguístico?

Comentário de Ivan Bulhões em 30 junho 2011 às 0:36

Para mulher, a palavra apropriada e que existe na língua portuguesa é presidentA!

 

http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2011/01/marcos-bagno-e-presidenta-sim.html

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

É presidenta, sim!

Marcos Bagno

O Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma “presidenta”, que assim seja chamada.
Se uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.
Somente no século 20 as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.
Agora que temos uma mulher na Presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.
Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na Presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?
Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples – e no lugar de um –a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.
Marcos Bagno é professor de Linguística na Universidade de Brasília.


http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/so-os-ignorantes-me-chamam-...

6 de janeiro de 2011 às 21:27

“Só os ignorantes me chamam presidente”, diz a presidenta

 

Em entrevista de 2008, Pilar del Rio explica (e trucida o repórter) porque devemos chamar a mulher de presidenta.

Entrevista com Pilar del Rio, Presidenta da Fundação José Saramago

João Céu e Silva: Foi o livro ‘Memorial do Convento’ que fez Pilar del Río encontrar José Saramago em 1986. Desde então, ficou conhecida dos portugueses por ser capaz de fazer afirmações tão contundentes como as do escritor e partilhar do seu ‘exílio’. Nesta entrevista, confessa-se “uma mulher indignada” que não perdoa sexismos gramaticais nem perguntas machistas. Há um ano que é presidente da Fundação José Saramago…

Pilar del Rio:
Presidenta!…

João Céu e Silva: Presidenta?

Pilar del Rio: Só os ignorantes é que me chamam presidente. A palavra não existia porque não havia a função, agora que existe a função há a palavra que denomina a função. As línguas estão aí para mostrar a realidade e não para a esconder de acordo com a ideologia dominante, como aconteceu até agora. Presidenta, porque sou mulher e sou presidenta.

João Céu e Silva:
Mas a palavra não existe!

Pilar del Rio:
Porque é que entre uma mulher e um animal tem primazia o gênero do animal? Porque dizem “Vêm os dois” se é uma mulher e um cão quem vem? Em vez de dizerem que não se pode dizer presidenta, mas ministra sim, solucionem essa injustiça e canalhice. Que os doutos académicos resolvam um conflito que tem séculos porque não têm sensibilidade para apreciar a questão ou nem se aperceberam. Por isso, justificam com leis gramaticais ou simplesmente silenciam e riem-se das pretensões da mulher porque se acham superiores. Em quê?

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