Para Paulo Bentancur(in momoriam)

Saltitantes

perversas

delicadas

cinzentas

alegres

lentas

polissêmicas

as palavras

me espreitam

desconfiadas.

Persigo-as, aborreço-as,

e, quando as encontro,

pulam  fora

ou escondem-se

nas linhas do poema.

As de amor beijam

minha boca.

As  de esperança

aninham-se

no meu peito.

As coloridas

correm atrás

dos amantes.

As amargas

fogem para

os montes.

Moeda, a preferida

dos capitalistas.

Promessa, enche a boca

dos políticos.

Dinheiro, palavra de ocasião

na língua do falso

profeta e do ladrão.

[Meus] pêsames,

a mais adequada

para lamentar a perda

de um ente querido.

Outras, arquivadas,

morrem  no medo

dos aflitos

sufocadas.

Mas eu procuro

A palavra mágica

capaz de consertar  

o mundo.

Uma palavra me olha

assombrada

move-se em círculos

redonda

disfarçada no

silêncio do poema.

https://www.facebook.com/edevaldo.leal.9

Foto:Google

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