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“Prostituição Infantil na África (história completa)


Lomé, Togo. No centro de Lomé há uma área localmente conhecida como “Mercado Infantil”, onde meninas jovens, de até nove anos, são oferecidas para sexo, às vezes por menos de um dólar.







Grupos de bem-estar infantil reclamam que em Togo não há leis fortes o suficiente para punir os cafetões, que exploram essas crianças cruelmente. E as próprias crianças reclamam que a polícia que patrulha o distrito e deveria protegê-las, “simplesmente exigem sexo de graça”. Prostituição infantil na África.







Adjo possui 11 anos e tenta parecer sexy na sua mini saia preta e no seu top justo e azul. Ela disse, enquanto bebia num bar cheio de traficantes e esperava de tocaia, que ela prefere os estrangeiros. Eles pagam e a tratam melhor que togoleses.







“Os ganenses, os ibos da Nigéria, os senegaleses e os outros estrangeiros pagam 5000 CFA (US$ 10) e, às vezes, com um pouco de sorte, eles pagarão 10000 CFA



(US$ 20) – e apesar disso eles nos tratam bem”, disse Adjo. Os togoleses talvez nos dão 1000 ou 1500 CFA (US$2 ou US$3) e também querem nos estuprar violentamente. Frequentemente eles nos machucam e nos insultam”, disse a pequena garota, visivelmente triste com tão cruéis recordações. Prostituição infantil na África.







Enquanto isso, Amivi, de 13 anos e amiga de Adjo, reclamava que as forças de segurança nada faziam para ajudar as garotas nesses dias, e simplesmente exploravam-nas sexualmente à noite.







“Os soldados, que deveriam nos proteger quando estão de patrulha querem fazer sexo com agente sem pagar e nós temos medo de dizer “não”, então nós temos que aceitar sem reclamar”, ela explicou. Prostituição infantil na África.







De acordo com Adjo, ela nunca conheceu seus pais verdadeiros. Mas ela e Amivi entregam todo o dinheiro que ganham a uma mulher que elas chamam de “Mama”. Se as garotas entregarem pouco dinheiro à esta mulher no final de um turno, elas podem apanhar dela.







“No fim de cada dia eu tenho que entregar o dinheiro a uma mulher chama Mama. Se eu não tiver dinheiro suficiente para dar a ela, eu apanho”, disse Adjo.



Além de Adjo e Amivi há várias centenas de outras garotas de idade entre nove e 15 anos que, sem se esconderem, se prostituem no centro de Lomé, chamado de “Devissime”. O significado do nome é “Mercado de Crianças” na língua local.



Muitas dessas meninas foram separadas de suas famílias.







“Eu nunca conheci meus pais” explicou Adjo, “Eu fui abandona e sempre tive que me cuidar sozinha”.



Às vezes as garotas se vendem por apenas 200 CFA (40 centavos de dólar). Apenas as mais bonitas, como Adjo, conseguem persuadir seus clientes togoleses a pagar 1500 CFA (US$ 3).







De acordo com Adjo, “eles variam de alunos de ensino médio e aprendizes de mecânico à ricos membros da elite togolesa, que possuem crianças em casa da mesma idade que a gente.” “Esses homens mais velhos tendem a ser fascinados pelas garotas pequenas”, ela disse.



Não há estatísticas reais sobre a prostituição infantil em Togo, mas há uma percepção geral, entre os agentes sociais e os protetores infantis voluntários, que o fenômeno tem crescido alarmantemente nos últimos anos.



Este assunto foi tema no começo dessa semana em um seminário em Lomé sobre o tráfico e a exploração da mulher e da criança em Togo.



O encontro foi organizado por duas organizações não governamentais (ONGs): a Coalizão Contra o Tráfico da Mulher (CATW, sigla em inglês) e a filial, na África, da Associação Mundial dos Órfãos (WAO-África, sigla em inglês). Abuso infantil: prostituição infantil na África.



Ambas as organizações querem ver as pesquisas prometidas para avaliarem a real extensão desses problemas.



“Não há nenhum documento sobre este fenômeno que nos permitiria obter um melhor controle da situação” disse Cleophas Mally, da WAO-Africa.



“Nós iniciamos uma investigação que deve nos dar uma visão mais ampla que nos permitiria lidar com essa situação cruel mais facilmente”, ele disse.



Mally notou que embora muitas das crianças exploradas vêem das mais baixas classes, algumas ingressaram nesta vida de prostituição vindas de famílias bem ricas.



O seminário reuniu jornalistas, hoteleiros, chefes tradicionais e líderes religiosos numa tentativa de falar abertamente sobre abuso sexual infantil, que ainda é um tabu na sociedade togolesa.



Mally disse que ainda praticamente impossível acusar ou condenar aqueles que sobrevivem da exploração infantil porque as atuais leis do país não fornecem adequada proteção à essas crianças exploradas.



No entanto, ele notou que uma nova lei de proteção infantil tem sido apresentada para discussão no parlamento.



Investigações realizadas por observadores dos Direitos Humanos têm mostrado que, em Togo, muitas crianças vulneráveis se tornam vítimas dos traficantes que fornecem crianças, como mão de obra barata e escravas sexuais, por toda a África Ocidental. Abuso infantil: prostituição infantil na África.



A organização, sediada em Nova York, recomendou, em um relatório publicado em março de 2003, que Togo revisse suas leis para dar uma melhor proteção às crianças vítimas do tráfico e ajudá-las no reingresso à sociedade.



O relatório também acusou o governo de falho, por não ter avanços significativos em tentar resolver o problema.



Enquanto isso, esses homens e mulheres, exploradores e irresponsáveis, continuam vagando pelas ruas procurando por pequenas meninas para devorar e a pequena Adjo, com muito medo apanhar novamente, tem que se concentrar em ganhar mais dinheiro.



Ela disse que vale a pena gastar um pouco de seu dinheiro, ganho ao custo de tanto suor, no mercado de roupas de segunda mão para comprar novas vestimentas, já que ela precisa de roupa sexy para atrair novos clientes.



“Com 500 CFA (US$1) eu posso comprar duas roupas sexy!” ela disse, começando, de repente, a rir. Ajude já! Ajude a salvar Adjo, Ajude a combater a prostituição infantil na África.



SALVE AS CRIANÇAS NA ÁFRICA.. AJUDE A COMBATER A POBREZA INFANTIL.. AJUDE A COMBATER A ESCRAVIDÃO INFANTIL E A PROSTITUIÇÃO INFANTIL NA ÁFRICA.”





Escrito por mmattar5 às 21h22

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