De: radarcultura  | 23/08/2010  | 1448 exibições
 
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Carlos Augusto Carvalho Pereira nasceu em 1953, na cidade de Belém (PA). Inicia suas atividades teatrais junto à Universidade de Belém do Pará, entre 1968 e 1969, participando dos grupos Teatro Experiência e Barca da Cultura da Amazônia. Em São Paulo faz dois anos de formação no Piccolo Teatro. Novamente em Belém, com Aderbal Freire Filho (Aderbal Júnior), participa de um espetáculo com textos de Qorpo Santo.

Em 1976, na capital paulista participa de uma produção de Morte e Vida Severina, no Teatro Popular do Sesi, TPS, até integrar o grupo de pesquisa selecionado por Antunes Filho para encenar Macunaíma, em 1978. Reconhecido como brilhante revelação de intérprete, se mantém no papel título até desligar-se do grupo em Nuremberg, 1980, onde estagia com Arianne Mnouchkine.

Ao voltar ao Brasil decide abandonar o teatro e torna-se artesão, no Embu. Em 1982, volta aos palcos, sob a direção de Paulo Yutaka, para a realização de Teatro Maluco de Zé Fidelis. No mesmo ano, com direção de Juca de Oliveira, atua em Otelo, de William Shakespeare. Em 1986 protagoniza Meu Tio, o Iauaretê, espetáculo dirigido por Roberto Lage, inspirado no conto de Guimarães Rosa, que projeta o trabalho de Cacá Carvalho como intérprete. O sucesso da realização leva-o a apresentar-se no Centro per la Sperimentazioni e la Ricerca Teatrale, Pontedera, Itália, onde é assistido por Grotowski. A partir de então, torna-se colaborador do Centro como ator, pedagogo ou assistente de direção. Em 1988, se apresenta no Festival de Volterra com Inútil Canto, Inutil Pranto Pelos Anjos Caídos, de Plínio Marcos, renomeado para 25 Homens, sob a direção de François Kanh.

Realiza duas direções para a Escola Livre de Santo André: O Alienista, de Machado Assis, 1991 e Grande Sertão, adaptação de Luís Alberto de Abreu do romance de Guimarães Rosa, 1992. Numa encenação de Roberto Bacci atua em "O Homem com a flor na boca", de Luigi Pirandello, 1994, com o qual realiza uma excursão internacional. Em 1996, sob a direção de Moacir Chaves, interpreta o Sganarello de Don Juan, ao lado de Edson Celulari, outra oportunidade de reconhecimento. Alterna, a partir de então, atividades ligadas à formação de atores, cursos, espetáculos de formatura, no Brasil e na Itália. Em 2003, volta a chamar atenção com um monólogo de Luigi Pirandello, A Poltrona Escura, novamente dirigido por Roberto Bacci.

Na TV, interpretou o memorável personagem Jamanta na novela Torre de Babel da Rede Globo em 1998, que mais tarde, em 2005, viria a aparecer novamente na novela Belíssima. Atuou também em mini-séries como A Muralha e A Pedra do Reino.

O Provocações é um programa da Tv Cultura. Mais informações em: http://www.tvcultura.com.br/provocacoes (menos informações)

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