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DESPEDIDA

.

Não me esperem para o jantar

Não me esperem nas esquinas

Não sejam bestas em me esperar

Sigam em frente

Escovem os pés penteiem os dentes

Façam a festa

Cantem dancem

e soltem todos os seus fantasmas

de mim

e vela não precisam acender

.

Digam apenas adeus

e me deixem em paz

que daqui não saio mais

.

-Afinal, este meu silêncio

não é convincente?

.

Um canto demasiadamente humano

.

Arrecadei um tempo para maturar os sons e os sentidos do Humano canto, de Hideraldo Montenegro: um pernambucano, natural de Moreno, que se reconhece aprendiz no universo da poesia - seus mistérios e mistificações. Confesso que me surpreendi com a força da palavra do seu livro e não poderia ser diferente; considerando que o poeta sabe, desde sempre, que é preciso estar atento aos movimentos da vida; atento aos sinais da escrita inventiva e sua função social. Um bom exemplo reside no poema Lembranças:

Coleciono palavras antigas

e um gosto estranho pelo bordado da caminhada

dos pés estradas pontes rios

Graça Graúna

Escritora, Professora universitária

na área de Literaturas de Língua Portuguesa

e Direitos Humanos.

Nordeste do Brasil, 29 de abril de 2009

.

PARA ADQUIRIR O LIVRO ACESSE:

http://www.artexpressaeditora.com.br/produtos.asp?produto=111

Exibições: 60

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