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Quando a vida é quase uma festa ! Sétima e última parte

  Ivoneide deu uma pausa na sua tresloucada dança do rock pesado do Slade e sentou-se no sofá e cruzou sua pernas grossas e lindas;Ela me indagou :

 -Você não gosta de uma balinha não ?

 -Prefiro meu remedinho.

 -Áh maconha é coisa de bundão....kkkkk.

 Ivoneide estava completamente alucinada,quando levantou-se do sofá para retomar a dança deu um bambeada e caiu estatelada no sofá,de bruços e começou a espumar pela boca.

 Sobressaltado com aquela situação a coloquei de bruços,limpei a espuma de sua boca com a minha camisa ,a coloquei de lado,batia levemente no seu rosto e ela não dava sinais.Subi rapidamente as escadas em forma de caracol e bati no quarto onde estavam gemendo Elelonora e Pellegrini :-Abram esta porra, Ivoneide tá passando mal,exagerou nessa merda que vocês tem em casa !

 Eleonora abriu a porta , só  tivera tempo de colocar a calcinha e desceu,em desespero,as escadas em caracol.Por seu turno,Pellegrini estava atordoado e foi logo me dizendo,enquanto se vestia : - que porra ele tomou,Paulinho ?

 -Aquela merda de Escstay ...foi nessa merda que você me meteu.

  Antes de descer fui logo ligando para o Samu,exigindo urgência,que fora um mal súbito.

  Quando chegamos à sala Eleonora fazia respiração boca a boca em sua companheira,depois massagens no peitoral e Ivoneide deu duas golfadas ao voltar para a posição que a deixei.

 Vi que Pellegrini ria se mandar.O detive imediantemnete.

 -Aonde você pensa que vai seu merda ?

 -Minha irmã morreu dessa merda,estou fora.

 Dei-lhe um tabefe ,que o convenceu a ficar.

 O Samu chegou e os caras se assustaram ao verem Eleonora de calcinha e seus volumosos seios à mostra e Ivoneide de calcinha e sutiã.Fizeram os primeiros procedimentos e iriam leva´-la imediatamente para o hospital de Base.Eleonora colocou um short e uma camisa comprida e fui com ela na ambulância.Enquanto isso Pellegrini ria nos seguir de no seu carrão.

 Eleonora chorava na ambulância,os batimentos cardíacos de Ivoneide estavam acelerados e respirava com a ajuda de uma máscara de oxigênio;mal chegamos no Base  e Ivoneide foi levada para  CTI.O caso deveria ser grave.

 Pellegrini ainda não aparecera e nem apareceria,eu só ira revê-lo dois anos após ,quando retornou à Brasília em definitivo depois de ser passado para atrás pela sua Carmencita.

 Uma hora depois um médico nos chamou.Pensei : " Porra,a mulher morreu,será ? "

 O médico :- Ela fez uma lavagem estomacal,está ainda com respirando com a ajuda de oxigênio,mas não corre risco de vida.

 Eleonora tascou um beijão no médico,que ficou vermelho.Mas ele veio com o seguinte papo  :

 -Ela tomou uma overdose de droga sintética,este é terceiro caso que eu pego em menos de 3 semanas.Tive que comunicar ao policial de plantão.

 O médico se foi e pareceu ter ficado com tesão por Eleonora.

 Porra,fodeu,eu,que não tinha nada a ver com a história e iria   ser inquirido pelo policial de plantão.

 -Olha,Eleonora vocês ficam comprando esta porra de droga sintética,esta merda vai acabar sobrando para mim.

  -Fica comigo,vai.

 - Vou não,vou me mandar,ela vai ficar boa e me tire dessa história com o cana.Falou.

  Sorrateiramente me mandei,deixei Eleonora se virar com as suas explicações ao policial de plantão do Base. Enquanto andava nem olhava para atrás,atravessei para o lado oposto do Base ,entrei na 102 sul e regressei para o meu cubículo de 27 metros quadrados.

 Dois meses depois me deparei com as duas no Bar Brahma e elas apenas me cumprimentaram.

 Portanto,meus amigos e inimigos a vida nem sempre é uma festa.Aquela noite a vida foi quase uma festa.

 

 

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