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Quando a vida é uma quase festa . 3 Parte.

 Como avisou pelo tel ,Pellegrini estava  impreterivelmente ,às 17 hs,na porta da agência da ECT me aguardando.Nos abraçamos fervorosamente,pois não nos víamos há mais de 1 ano.

 Sentamos no bar Moisés ,na 208 sul,para colocarmos a conversa em dia. 

 -Cara,me dei bem em Búzios,montei um bar e logo depois conheci uma argentina maravilhosa,a Carmencita.Ela injetou uma grana no bar e introduziu petiscos típicos de Rosário e Buenos Aires,Show de bola !

 - E eu fodido como terceirizado em uma agência dos Correios,um trabalho enfadonho.

 Pellegrini,colocando um dos braços em volta dos meus ombros ,foi me aconselhando :

 -Larga esta merda ! Você é jornalista,é escritor,poeta  ensaísta literário,não é para ser caixa dos Correios porra nenhuma.

 -E quem vai pagar meu aluguel,minha comida,arcar com meus vícios ? Você ?

 Pellegrini tirou do bolso direito de sua bermuda cáqui - e de grife - 5 notas de 100,00.Eu não quis aceitá-las,ele insistiu ( senti que ele tinha cheirado ),insistiu,quase chorou e eu acabei insistindo.

 

  Quando olhei para frente do bar vi chegar a minha ex.companheira Maria Clara, acompanhada do seu novo amor, e sentar-se com ele 3 mesas à frente da nossa.Gelei ! Eu ainda a amava e não sabia o quanto a amava .Ou seria por ela estar ao lado do Peçanha,professor antropologia da UnB,bem mais velho do que eu,o motivo deste sentimento ? Seria ciúme,algo que sempre abominei ? Não sei,meu caros,não sei.

 A Quarta Parte deste conto será publicada em breve.A realidade é funesta no DF,mais de 330 mil desempregados,são todos contra todos à busca de um lugar no mercado de trabalho.

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