quando o dia me chega destravado
conto os dados da noite, sou vinícius
carregado da musa, alagado
num tonel de artes e ofícios.

pulo um samba com baden, afro/samba
ouço a voz ruminar nos sodalícios
minha voz, toda ela, se descamba
a jogar minha voz nos precipícios.

minhas asas tão verdes, sem um prumo
fazem parte do corpo como grito
seu caudal de desejos é o rumo
de ser só e sozinho um esquisito.

tenho casa, marília, tenho amores
um cabelo que é alvo de atritos
minha voz, solidão, e as suas cores
é que fazem de mim um esquisito.

fosse eu o poeta mais amado
o poeta de um desejo tal e qual
já teria por tudo transformado
minha veia soldada em carnaval.

romério rômulo

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Comentário de Marco Antônio Nogueira em 29 dezembro 2010 às 21:15

 

Grande

ROMÉRIO RÔMULO,

 

São os poetas inconfidentes

é que o inspiram, com a

bênção do saudoso

Dom Luciano Mendes de Almeida?

Bela Mariana,

poética Mariana!

 

Parabéns e

NOTA MÁXIMA

pra você,

ELEVADA À

POTÊNCIA INFINITA.

 

Abração,

 

Marco Nogueira

 

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