Carlos Jereissati ,pai do atual senador Tasso Jereissati(PSDB) pelo Ceará ,nasceu em 1917 em Fortaleza. Foi industrial,banqueiro e deputado federal (1955-63) e senador (1963) pelo PTB e era de origem libanesa.Getulista fiel,chegando a ser presidente do PTB cearense,era chamado pelos seus desafetos de turco safado.

 Entre seus adversários , o mais notório era o inescrupuloso e truculento cearense Armando Falcão,ministro da justiça dos governos JK e Geisel.

 Quando ambos eram deputados federais , Falcão o acusou no congresso de falsificar guias de importação para a compra de tecidos.O empresário negou.Mas Falcão,amigo do repórter David Nasser,não menos inescrupuloso , de O Cruzeiro,pediu-lhe um artigo de encomenda.

 Em 20 de março de 1954 Nasser publicou " O Ladrão Tropical ",uma denúncia mais abrangente sobre as possíveis falcatruas do pai de Tasso Jereissati.Nasser foi mais fundo,a seu velho estilo,afirmando que as falcatruas foram frutos das relações entre Carlos e Getúlio Vargas.Nesta reportagem o jornalista afiançava aos leitores de O Cruzeiro  que Getúlio chamava o político de "Guereissaquizinho"

 A reportagem,sem conter provas concretas das fraudes fiscais,deu o que falar,pois Nasser ,com seu texto inventivo e sua fúria contra os inimigos dos seus amigos,era implacável. Carlos quis rebater as acusações e exigiu uma retratação da revista de Chatô,não obtendo êxito.

 Ao se encontrarem,cara a cara,Carlos e o repórter mais bem pago do país,travaram uma batalha verbal.Nasser,com vários problemas de ordem física ,evitou um confronto físico,porém relatou o embate a Armando Falcão,que lhe prometeu ,caso encontrasse o seu adversário a conversa seria entre gente grande.

 E foi num bairro boêmio de Fortaleza,em quem ambos frequentavam para encontros fortuitos com as meninas de vida fácil,que Armando e Carlos tiveram uma conversa de gente grande.Saíram no tapa,com vantagem para o primeiro,mais forte.

 Esta briga foi abafada pela imprensa,tanto governista quanto opositora,e Nasser não a publicou a pedido de Armando,que há muito lhe cedia favores a troco de matérias chapas brancas.

 Carlos Jereissati ,sem dúvida alguma,recebeu incomensuráveis favores de Getúlio nos seus dois mandatos para incrementar sua indústria têxtil e ampliar sua carteira de clientes do seu banco , incluindo o governo federal.

 Carlos Jereissati ainda logrou êxito na aquisição de enormes latifúndios ,graças a intervenção de Getúlio e ,posteriormente ,de Jango.Veio a falecer ainda no seu primeiro ano do seu mandato como senador,em 1963, e não teve como resistir ao golpe civil-militar.Mas deixou uma fortuna para os seus filhos,principalmente para o seu herdeiro político Tasso Jereissati,que levava uma vida de playboy em Fortaleza,tendo sendo visto,antes da morte do pai,em praias do Rio de Janeiro,então capital federal.bebericando cervejas,martinis e acompanhado de moças da sociedade da carioca.

 Tasso Jereissati,com seu discurso moralista,dispensa comentários sobre a sua trajetória tão nebulosa quanto a do seu pai.O que eu quero deixar claro é que o senador pelo PSDB,quando ataca o governo Dilma,sofre de amnésia e esquece o passado do seu pai e,é claro, o seu.Tasso nunca se opôs à ditadura civil-militar,ampliando os negócios herdados do pai ,graças as generosas linhas de créditos oferecidas pelos generais.

Bem,é isso aí,esta é a política oficial,do toma lá e da cá. 

 

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Comentário de Nena Noschese em 12 fevereiro 2016 às 21:39

A verdade sempre desaparece da história, só sobram as versões dos poderosos.

Comentário de Marcos Carnavale em 13 fevereiro 2016 às 10:07

 Nena ,você foi cirúrgica em seu comentário !

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