QUEM TEM MEDO DE ÓPERA, MÚSICA CLÁSSICA E BALÉ. ARTIGO DE ALI HASSAN AYACHE NO BLOG DE ÓPERA & BALLET.

   

 
   É sempre a mesma coisa, quando comento com alguém que gosto de ópera, balé e música clássica, as pessoas pensam nos mesmos clichês. Não faltam esteriótipos e aí vão alguns deles:  Acham os ingressos caríssimos, respondo que o preço é igual ou menor que uma entrada de teatro. Dizem não entender essa arte, acham-na complexa, respondo que na ópera sempre temos a legenda, igualzinho ao cinema. Ela é cantada em idiomas como o italiano, alemão, francês, russo e outras línguas. Explico que ninguém fica cantando ao acaso, conta-se uma história com começo, meio e fim.
    Muitos sabem que, na ópera, alguém morre no final. Isso é verdade quando o assunto é o período romântico, mas ópera não é só romantismo;  digo que existem muitas óperas cômicas interessantes. Todos os cantores são gordinhos, realmente muitos já foram. Nos idos do século XXI não se aceita mais cantores acima do peso, o artista tem que se moldar ao personagem, e assim sendo, os robustos estão aos poucos sendo excluídos do cenário . 
   As óperas duram uma eternidade, são mais de três horas no teatro. Nos dias de hoje as pessoas sofrem de ansiedade passional, querem tudo rápido e pronto. Muitos pensam mais no celular e nas redes sociais. Explico que existem intervalos, onde você relaxa, toma um ar e o principal,  conversa com amigos e ouve o burburinho do teatro.    
   No balé as pessoas reclamam de danças longas e incompreensíveis, digo que sempre existe um programa que explica tudo. Um pouco de leitura e esforço intelectual ajudam a entender o que se passa, você vai se emocionar. Hoje a maioria quer tudo mastigado, pronto, pensado. 
   Nos concertos,  alegam a longa duração, e sempre reclamam do tempo e da música difícil. Para quem está acostumado às músicas de 4 minutos de sua banda de rock , um concerto de uma hora é uma eternidade.
   Ópera, balé e música clássica é arte para poucos. Muitos têm um potencial para gostar, para ser consumidor e no entanto nem sequer foram apresentados a esse tipo de espetáculo. Existe toda uma geração de jovens que lotam teatros e gostam do espetáculo. Mas esse  número pode ser muito maior. Falta divulgação e quando ela existe é elitista, limitando-se muitas vezes a revista Concerto.
Ali Hassan Ayache

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