"A arte de David Russel se distingue pela estabilidade e contenção. Ele é capaz de grandes feitos de virtuosismos sem nunca atrair a atenção para a velocidade oca de interesse musical. Ele tem uma sonoridade clara, bem timbrada e projetada, que nunca força os limites do instrumento; muito da sedução de seu som se deve ao fato que sua técnica é exemplar, absolutamente imaculada, isenta de ruídos em ambas as mãos, com um perfeito legato e minucioso controle de volume.

Como intérprete, ele é eminentemente lírico e sua leitura é sadia, ou seja, busca um eixo formal positivo e constante e evita aroubos e excentricidades. Essa marca registrada é evidente em tudo que toca, mas é no repertório barroco, especialmente o barroco francês, que sua elegância e objetividade são empregadas com maior êxito.

Não bastasse sua excelência musical, David é uma pessoa formidável, sem sombra de estrelismo ou presunção, gentil e respeitoso com todo tipo de pessoa, em suma, um colega fenomenal".
(Fábio Zanon).

Com um aval desse quilate, não há muito à acrescentar. David Russel é considerado um dos grandes violonistas da atualidade. Hoje vivendo na Galícia - Espanha -, esse escocês de nascimento, mas que cresceu na ilha mediterânea de Minorca e que morou quinze anos em Londres, onde em 1997, foi nomeado membro do Conselho do Royal Academy of Music, em reconhecimento ao seu talento.

Ao longo de sua trajetória foi vencedor de dezenas de prêmios internacionais como a exemplo do Concurso Francisco Tárrega, e também se apresentou nas principais salas de concerto do mundo, além se possuir uma extensa e variada discografia.

Com seu CD "Aire Latino" ganhou um Grammy em 2005, com destaque para dois compositores brasileiros: Dilermando Reis e João Pernambuco. Segundo ele, esse CD faz uma ponte entre a música clássica e a popular. "Muito da música clássica é inspirada pela música folclórica em suas várias formas e adoro esse repertório brasileiro".

Dois momentos marcantes desse ano de 2008: O lançamento do CD "Ária na Quarta Corda (Air on a 'G String) e a criação de uma ONG para ajudar países subdesenvolvidos, executando projetos hídricos e educacionais, a exemplo o financiamento da construção de duas escolas na Índia.
"É maravilhoso poder dividir uma parte da nossa sorte com os outros".

Fonte: Revista Violão Pro., nº 20.


David Russel interpretando "Choros nº 1, de Heitor Villa-Lobos



David Russel interpretando "Xodó da Baiana", de Dilermando Reis.

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Comentário de Helô em 8 novembro 2008 às 20:36
Mais um belo exemplo de como a nossa rica música é valorizada lá fora! Às vezes, mais do aqui mesmo. Não conhecia o David Russel e adorei suas interpretações. Tenho escutado muito Villa-Lobos nos últimos dias. Maravilha de post, Laura!
Bjs.
Comentário de Rafael Reges em 11 novembro 2008 às 19:05
Russell é um autentico chorão. Essa interpretação do chôros nº1 e do Xodó da baiana atestam isso muito bem. No mais, Zanon já disse tudo sobre ele.

Obrigado, professora.

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