Denúncias Oportunistas X Projetos do PT e PSDB para a Petrobras

Dilma e sua equipe entendem que o Estado precisa ser parte ativa do desenvolvimento do país, que a Petrobras e suas riquezas devem contribuir diretamente para a qualidade de vida dos cidadãos.

Para além de denúncias oportunistas, essas são as distinções relevantes que todo brasileiro precisa saber.

Eleições, Petrobras e propostas divergentes

Por Rennan Martins | Brasília 09/10/2014

Chegamos em um ponto crucial do futuro do Brasil, restando 16 dias para o segundo turno.

A grande mídia tem, como previsto, feito um bombardeio sobre a Petrobras. Denunciam incessantemente os supostos crimes baseados em depoimentos de delação premiada, sem destacar o caráter duvidoso desse recurso. Já que o réu, numa situação difícil, pode dizer o que for para livrar-se de alguns anos de pena.

O problema sério da corrupção, diferente do que tentam nos ensinar, é muito antigo e deve ser combatido seguindo rigorosamente o devido processo legal. Discursos inflamados não passam de oportunismo eleitoreiro. Há de se punir também, além dos políticos corruptos, o alto empresariado corruptor.

Quem pretende, sinceramente, coibir esta prática defende uma reforma que diminua a influência do dinheiro sobre o sistema político. A esfera pública e a privada precisam de delineações mais condizentes a república, que evitem relações promíscuas como as que estamos vendo há muito.
Porém, muito mais importante para a decisão do voto é o debate programático, e é para este que passo.

Examinemos então, que propostas tem PT e PSDB para a Petrobras, a nossa mais importante empresa.

São diferenças cruciais que se baseiam em visões divergentes da missão do Estado na economia.

O PT defende que o único operador dos poços seja a Petrobras, garantindo que tenhamos controle sobre o quanto se tira de nossos recursos.

O PSDB propõe a abertura de mercado, a terceirização. Isso significa iniciativas estrangeiras extraindo nosso petróleo da forma que lhes convir.

O atual governo pretende que a exploração do pré-sal sirva como fomentador ao desenvolvimento tecnológico local, promove uma política de compras nacionais que empurra a diante nossas indústrias.

A oposição julga que a política de compras locais emperra o dinamismo do mercado, sempre ele, e por isso, precisamos importar, pagando caro, tecnologia estrangeira.

O PT crê que os recursos do pré-sal precisam estar vinculados a uma estratégia de investimentos em educação e saúde, que a atividade econômica precisa estar ligada a ganhos de bem-estar da população.

O PSDB prega que a integração as “cadeias globais de produção” é a melhor opção, que isto dinamizará as atividades produtivas e os ganhos se darão em efeito cascata.

Aécio e seus assessores acham que a inserção subserviente nos mercados é o melhor que podemos obter, que a divisão internacional do trabalho destinou ao Brasil a eterna condição colonial de exportador de commodities.

Dilma e sua equipe entendem que o Estado precisa ser parte ativa do desenvolvimento do país, que a Petrobras e suas riquezas devem contribuir diretamente para a qualidade de vida dos cidadãos.

Para além de denúncias oportunistas, essas são as distinções relevantes que todo brasileiro precisa saber.

Fonte

Com recordes históricos, Petrobras completa 61 anos

Avaliada em US$ 15 bilhões em 2002, a Petrobras chegou em 2014 ao valor estimado em US$ 96,3 bilhões, crescimento de 640% ao longo dos governos Lula e Dilma. Em 12 anos, a empresa se tornou um dos maiores orgulhos do povo brasileiro e deu um salto de produção, deixando o engessamento que vivenciou na década de 1990.
A empresa brasileira nasceu no dia 3 de outubro de 1953, quando o então presidente Getúlio Vargas assinou a Lei 2.004 que criou a Petrobras. Com a criação da Petrobras, o governo soube investir na matéria-prima da nascente indústria: o petróleo. Produto fundamental para o fomento da industrialização do Brasil, que já ensaiava seus primeiros passos com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Em declaração à imprensa, a presidenta Dilma Rousseff externou sua felicidade e enviou merecidos elogios aos funcionários da empresa. “Quero dar parabéns a todos os funcionários da Petrobras. A força da Petrobras são seus funcionários, capacitados, dignos, com grande capacidade tecnológica para explorar as reservas de petróleo descobertas por eles”, parabenizou Dilma.

O pré-sal transforma o Brasil

A exploração do pré-sal está no centro de uma nova estratégia de desenvolvimento do Brasil, que já está beneficiando o povo brasileiro. A indústria naval, que estava praticamente falida nos anos 1990, voltou a receber investimentos nos governos Lula e Dilma e se tornou a quarta maior do mundo graças à criação da Política de Conteúdo Nacional, que determinou que o Brasil deveria assumir a construção de tudo o que tivesse condições de construir.

Com a exploração do pré-sal, já foram encomendadas 20 novas plataformas e 28 sondas de perfuração. A determinação de Dilma para garantir que 60% dos equipamentos e serviços usados no pré-sal sejam produzidos no Brasil está desenvolvendo ainda mais a cadeia produtiva do setor naval, que emprega hoje cerca de 70 mil trabalhadores, muita acima dos 2 mil empregos gerados pelo setor no fim dos anos 1990.

Mais notícias: A JUSTIÇA EM CAMPANHA

Pelo Fim da Delação Premiada

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Comentário de Estela Diaz Soares em 10 outubro 2014 às 16:00

Para Conselheiro Nacional do Ministério Público, vazamento de informações obtidas pela delação premiada compromete imparcialidade da Justiça. Leia aqui.

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