Por Míriam Pacheco da Silva Seixas

Mesmo distante, meu coração navega, errante,
sofre um oceano de fortes lembranças.
Lembro das noites que acordados,
juntos ficamos,
de prosa boa nos nutrimos,
de suspiros de um amor infindo,
juras secretas fizemos,
segredos jamais revelados,
sou mar sem fim,
você é onda em mim.

Tu, que na calada da noite
rouba-me um beijo,
rouba mais que isso,
pois assim deseja meu âmago.

Não há distância que me separe de ti,
meu coração em noites frias
chama tua graça bem baixinho,
quase em silêncio, sussurra,
para não acordar a criança
que no quarto de sonhos
precisa de uma ama
para zelar por seus sonhos.

Amor selvagem e indomado
levado e sorrateiro,
que mesmo eu estando em repouso
invade minha madrugada
e leva meu sono
tira o sossego
e ao mesmo tempo
alenta meu coração.

Amor bandido
seqüestrou minha alma
de ti não tiro férias
esse sossego não quero
pois sua essência me atrai
desde nosso princípio.

Desespero sinto, se contigo não falo,
minha garganta arranha em dores,
sussurra baixinho teu nome.

A distância não atrapalha,
vislumbro tua face nitidamente,
e não preciso de fotografia,
para tua essência tão linda
enxergar.

Preciso apenas, nutrir-me de boas lembranças,
e vejo tua face cristalina,
e teu coração de herói,
surge neste coração de menina.
Você é mais que loucura de amor
Você é ternura em mim.

Não se sintas culpado
de roubar-me o sono,
que este coração navegante
almeja a cada dia,
mais uma noite de insônia a seu lado,
que de mil noites dormidas.

Furto, agora teu sono,
ainda que cambaleies um pouco,
sei que você necessita
estar em meus braços,
linda criança,
homem-menino,
herói-criança,
meu amante,
meu amor,
pois é isso que me acorda
na madruga.

Teus gemidos
minha alma furta,
e não me fales
para largar-te agora,
não quero o sono esta noite
nem outra companhia anseio,
se não somente a tua,
meu anjo
minha vida,
minha alma gêmea.

Sinto teu cheiro,
inda mais teu gosto,
ouço tua doce voz
que de teus lábios
sussurra meu nome baixinho,
pois também zelas
pelo sono dos justos.

Mesmo que a distância
insista em roubar-te de mim.
Uma distância ilusória,
e totalmente irreal,
pois para meu coração
que sente o seu tão colado,
tão grudado, nem percebe
que sonhamos a noite toda.

Sem ti não tenho alegria,
pois é tua essência, tão nobre,
que minha alma refresca
no calor da noite
e me aquece nas madrugadas frias.

Amor!
não me digas boa noite ainda,
quero-te mais, mesmo que seja por pouco,
e mesmo que sol raie,
que o amanhecer espere mais um pouco,
pois preciso de ti,
amor da noite.

De dia sua face se esvai,
e fico apenas com a lembrança
da noite que contigo passei acordada,
que embalaste-me em teu colo,
que zelaste-me me como menina
e amaste-me como mulher.

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Comentário de Paulo de Tarso Correa em 31 julho 2009 às 20:05
Simplesmente Linnnnnnnnnnnnnndo

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