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Laura Ruggeri sobre excerto do Sêneca



Gotas de tempo puro (Paulinho Moska) # Ney Matogrosso


Hóspede do tempo (Zélia Duncan – Fred Martins) # Zélia Duncan

RESPOSTA DO TEMPO 

Ele era um tiquinho mais jovem que ela. Isso o fazia, em curto período e por anos a fio, vangloriar-se como rapazinho.
O mundo gira, a Lusitana roda, ela se foi e ele arrumou um broto. Todo santo dia ele é muuuito mais velho que o broto. Bem feito!

A thing of beauty/Juventude (John Keats – Celso Fonseca – Ronaldo Bastos) # Celso Fonseca

Endymion (fragmento)

John Keats

Tradução:  Augusto de Campos

 

O que é belo há de ser eternamente

Uma alegria, e há de seguir presente.

Não morre; onde quer que a vida breve

Nos leve, há de nos dar um sono leve,

Cheio de sonhos e de calmo alento.

Assim, cabe tecer cada momento

Nessa grinalda que nos entretece

À terra, apesar da pouca messe

De nobres naturezas, das agruras,

Das nossas tristes aflições escuras,

Das duras dores. Sim, ainda que rara,

Alguma forma de beleza aclara

As névoas da alma. O sol e a lua estão

Luzindo e há sempre uma árvore onde vão

Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos

De uvas num mundo verde; riachos

Que refrescam, e o bálsamo da aragem

Que ameniza o calor; musgo, folhagem,

Campos, aromas, flores, grãos, sementes,

E a grandeza do fim que aos imponentes

Mortos pensamos recobrir de glória,

E os contos encantados na memória:

Fonte sem fim dessa imortal bebida

Que vem do céus e alenta a nossa vida.

 

 

Endymion (fragment)

 

A thing of beauty is a joy for ever:

Its loveliness increases; it will never

Pass into nothingness; but still will keep

A bower quiet for us, and a sleep

Full of sweet dreams, and health, and quiet breathing.

Therefore, on every morrow, are we wreathing

A flowery band to bind us to the earth,

Spite of despondence, of the inhuman dearth

Of noble natures, of the gloomy days,

Of all the unhealthy and o'er-darkened ways::

Made for our searching: yes, in spite of all,

Some shape of beauty moves away the pall

From our dark spirits. Such the sun, the moon,

Trees old and young, sprouting a shady boon

For simple sheep; and such are daffodils

With the green world they live in; and clear rills

That for themselves a cooling covert make

'Gainst the hot season; the mid forest brake,

Rich with a sprinkling of fair musk-rose blooms:

And such too is the grandeur of the dooms

We have imagined for the mighty dead;

All lovely tales that we have heard or read:

An endless fountain of immortal drink,

Pouring unto us from the heaven's brink.

 

Poema Endymion:

Acontecimentos – Blog de Antonio Cícero

http://antoniocicero.blogspot.com.br/2010/05/john-keats-trecho-do-p...

 

Música:

Olhos de farol # Ney Matogrosso

Sortimento # Zélia Duncan

Liebe Paradiso # Celso Fonseca e Ronaldo Bastos

Exibições: 270

Comentário de n almeida em 3 junho 2013 às 10:15

Le Temps Perdu, por Mathé Altéry.


Chante, carillon, le chant du temps perdu
Chante ta chanson à mon cœur éperdu
Moi, je pleure celui que j’aime

Berce dans le soir mon rêve et mes sanglots
Verse en moi l’espoir de le revoir bientôt
Hâte-toi, car j’attends toujours

Vienne le temps du bonheur
Le temps d’amour qui seul peut calmer mon cœur

Coule le ruisseau vers la mer qui t’attend
Roule dans tes eaux toute la vie du printemps
Moi, toujours j’attends ton retour

Les heures s’enfuient lentement dans la nuit
Chacune d’elles monotone sonne
Et j’attends le jour, imaginant toujours
Que tu me rendras ton amour un jour

Chante, carillon, chante pour mon bonheur
Chante ta chanson, si légère à mon cœur
Chante aussi pour celui que j’aime

Berce dans le soir nos étreintes d’amour
Verse en moi l’espoir de le garder toujours
Chante, j’oublie le temps perdu

Sonne, mais sans te presser
L’heure d’amour qui nous retient enlacés

Coule le ruisseau vers la mer qui t’attend
Roule dans tes eaux toute la vie du printemps
Moi, toujours j’attends ton retour





Le temps perdu, Carla Bruni.




Comentário de n almeida em 4 junho 2013 às 15:20

 Oração ao tempo, com Rita Ribeiro:

É Tempo Macurá Dile

É Tempo Macura Tata

É na muraxó

É o Macuriá



 

Tiempo y Silencio, com Cesária Evora & Pedro Guerra





Comentário de Cafu em 4 junho 2013 às 20:02

Comentário de n almeida em 4 junho 2013 às 20:24

O fado das horas, de Maria Teresa de Noronha
 


 
 
 
E o fado das horas incertas, com Ana Moura

 

Comentário de n almeida em 5 junho 2013 às 19:10

Oda al tiempo

Pablo Neruda


Dentro de ti tu edad creciendo,
dentro de mí mi edad andando.
 
El tiempo es decidido,
no suena su campana,
se acrecienta,
camina por dentro de nosotros,
aparece como un agua profunda en la mirada
y junto a las castañas quemadas de tus ojos
una brizna, la huella de un minúsculo río,
una estrellita seca ascendiendo a tu boca.

Sube el tiempo sus hilos a tu pelo,
pero en mi corazón como una madreselva es tu fragancia,
viviente como el fuego.

Es bello como lo que vivimos
envejecer viviendo.

Cada día
fue piedra transparente,
cada noche para nosotros fue una rosa negra,
y este surco en tu rostro o en el mío
son piedra o flor,
recuerdo de un relámpago.

Mis ojos se han gastado en tu hermosura,
pero tú eres mis ojos.

Yo fatigué tal vez bajo mis besos
tu pecho duplicado,
pero todos han visto en mi alegría
tu resplandor secreto.

Amor, qué importa
que el tiempo,
el mismo que elevó como dos llamas
o espigas paralelas
mi cuerpo y tu dulzura,
mañana los mantenga
o los desgrane
y con sus mismos dedos invisibles
borre la identidad que nos separa
dándonos la victoria
de un solo ser final bajo la tierra.


Es tiempo de vivir sin miedo - Eduardo Galeano.




 

Comentário de Cafu em 6 junho 2013 às 21:45

n,

Adorei a entrevista com o Eduardo Galeano. Maravilhosa.

Gracias e beijos.

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