

Conheça Astrojildo
Astrojildo Pereira Duarte Silva nasceu em Rio Bonito (RJ), em 1890.
Ainda jovem iniciou sua militância em organizações operárias de orientação anarquista, tendo sido um dos promotores, em 1913, do II Congresso Operário Brasileiro. Iniciou na imprensa operária sua carreira de jornalista, atividade a que se dedicaria durante a maior parte de sua vida. No final de 1918, participou dos preparativos de uma frustrada insurreição anarquista e, por conta disso, foi preso.
Com a vitória da Revolução Russa, em 1917, começou a afastar-se do anarquismo.
Em 1922, participou do congresso de fundação do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em Niterói (RJ). Em seguida, foi eleito secretário-geral da nova organização e nessa condição fez sua primeira viagem à União Soviética, em 1924. No ano seguinte, o PCB iniciou a publicação do jornal A Classe Operária, que teve Astrojildo e Otávio Brandão como principais redatores. Em 1927, encarregado pela direção do partido de buscar contato com Luís Carlos Prestes, exilado na Bolívia, para propor-lhe entendimentos políticos, entregou ao líder tenentista diversos volumes de literatura marxista. Ainda nesse ano o PCB passou a estimular uma política de frente eleitoral com outros setores de esquerda, o que acabou resultando na criação do Bloco Operário, posteriormente rebatizado de Bloco Operário e Camponês (BOC). Em 1928, passou a fazer parte do Comitê Executivo da Internacional Comunista, eleito seu membro no VI Congresso da entidade.
Entre fevereiro de 1929 e janeiro de 1930 permaneceu em Moscou, de onde voltou com a orientação de proletarizar o PCB, ou seja, promover a substituição dos intelectuais da direção do partido por operários. Em novembro de 1930, o processo de proletarização acabou atingindo o próprio Astrojildo, que foi afastado da secretaria-geral. No ano seguinte, desligou-se do PCB, após breve período de atuação junto ao seu Comitê Regional de São Paulo.
A partir de então, dedicou-se durante muitos anos aos negócios particulares herdados do pai e, já como crítico literário reconhecido, colaborou no jornal carioca Diário de Notícias e na revista Diretrizes. Em 1944, publicou Interpretações, obra em que reunia estudos sobre literatura, com destaque para o artigo "Machado de Assis, romancista do Segundo Reinado".
Em 1945, foi delegado do Estado do Rio ao I Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em São Paulo, e um dos redatores da declaração de princípios do encontro, marcada por críticas à ditadura de Vargas. Ainda em 1945, retornou ao PCB e, desde então, passou a colaborar intensamente com a imprensa partidária. Dirigiu as revistas Literatura, Problemas do Socialismo e Estudos Sociais, e colaborou com o jornal Imprensa Popular e com a revista Novos Rumos.

Em 1964, foi preso após o golpe militar daquele ano, tendo permanecido na prisão por três meses, já em estado de saúde precário. Poucos meses após conquistar a liberdade, veio a falecer.
Morreu no Rio de Janeiro, em 1965.
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23001 VEREADOR DO PPS RIO
HOMENAGEM 95 Anos SEVERINO THEODORO DE MELO
Nascido em 1917, no Rio Grande do Norte, Severino Teodoro de Mello foi insurreto em novembro de 1935, o que viria a lhe custar quase sete anos de cadeia nas masmorras do Estado Novo.
Com a autoridade de quem contribuiu para reerguer o PCB após a redemocratização de 1945,homem do chamado aparelho comunista, Teodoro de Mello conviveu, como nenhum outro dirigente do Partido, com Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança. Ele era, inclusive, responsável pela segurança pessoal do legendário secretário-geral do PCB, morando com Prestes durante anos a fio, driblando sempre as forças da repressão.
Mello vivenciou praticamente todas as viradas históricas do PCB. Viveu de perto a fase radical do Manifesto de Agosto de 1950. Mais tarde, com Giocondo Dias, Carlos Marighella e outros camaradas, vivenciou o impacto do Relatório Kruschev entre nós. Mello não hesitou em apoiar então a Declaração de Março de 1958, verdadeiro divisor de águas na história do PCB. Com base nela, o PCB começaria a incorporar ao seu ideário político a democracia como valor estratégico (e não apenas tático) na luta pela superação da ordem capitalista.
Após o Golpe de 64, Mello não se desesperou. Pelo contrário. Tentou até persuadir velhos companheiros, como Carlos Marighella, a evitar o caminho do confronto armado com a ditadura. Calejado nos embates militares, Mello tinha a convicção de que a ditadura seria derrotada pelo movimento de massas e não derrubada pela força das armas.
Responsável, uma vez mais, pelo aparelho de Luiz Carlos Prestes (com quem fugiria no dia mesmo do Golpe), Mello se integrou à frente de resistência democrática. Participou da reestruturação do PCB no Nordeste do país e atuou no trabalho de fronteira, salvando a vida de muitos companheiros perseguidos pela ditadura. Passou cerca de doze anos na mais absoluta clandestinidade, até poder deixar o Brasil. Destino: União Soviética, onde comporia, o secretariado do PCB no exílio. Depois, iria viver na França, ganhando o Brasil com a anistia de 1979. Com o fim da ditadura militar, assume um lugar na Comissão Executiva do Partido.
Em 1992, logo após o desmoronamento da antiga União Soviética, Mello apóia resolutamente a transformação do PCB em PPS. Ajudou a mudar o Partido, mas nunca mudou de Partido: Teodoro de Mello ainda foi membro da Direção Nacional do PPS, reconduzido que foi pelos delegados do XIV Congresso, de 2004. Tem mais de 75 anos de luta partidária, compondo a espinha dorsal do movimento comunista brasileiro, esta Inconfidência do século XX.






Comentário de Delcio Marinho em 5 agosto 2012 às 3:33 Comentar
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