Rio Grande do Sul aposta em oleaginosas para produção do biodiesel

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


A inserção do biodiesel na matriz energética brasileira está viabilizando a emergência de uma nova base produtiva. De acordo com o estudo “Identificações dos Fatores e Motivações Relacionados os Processo de Tomada de Decisão dos Diferentes Agentes da Cadeia Produtiva do Biodiesel do Rio Grande do Sul”, realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o estado gaúcho está na vanguarda da implantação da produção de biodiesel a partir do óleo de soja e de oleaginosas alternativas (mamona, girassol, canola).

Segundo a pesquisa, experiências com alternativas de combustíveis não são recentes, comprovando a preocupação dos agentes, tanto com o eventual esgotamento das reservas petrolíferas, quanto com a tendência de preços crescentes deste combustível no longo prazo, em função da relação aumento de demanda, redução de oferta esperada dentro deste hiato de tempo.

“De fato novas reservas devem ser prospectadas. Porém, com as taxas de crescimento de oferta estando inferiores à demanda, ressalta-se que os preços do petróleo poderão chegar a estágios proibitivos, antes mesmo do seu esgotamento, em função deste desequilíbrio apontado entre a oferta e a demanda”, aponta Régis Rathmann, o autor do estudo.

De acordo com o estudo, investimentos vêm sendo feitos para a instalação de usinas de biodiesel no estado, os quais visam tanto atender a esta demanda interna quanto a possibilidade futura de demanda externa, dada a tendência global de busca por alternativas renováveis de energia.

“Em consonância a esta tendência, pode se observar que já em 2007 existiam 10 usinas em operação, e outras 45 em fase de construção ou projeto no Brasil, sendo que só no estado do Rio Grande do Sul, entre os meses de janeiro e julho do mesmo ano, entraram em funcionamento três usinas de biodiesel” ressalta o pesquisador.

No estado do RS, vem se adotando como oleaginosas preferenciais, para a produção de biodiesel, a soja, o girassol e a mamona. No entanto, a única oleaginosa que possui oferta, em volume, para suprir a demanda das usinas que vem se instalando no estado, é a soja, afirma o estudo.

“Frente à introdução do biodiesel na matriz energética brasileira, e, por conseqüência, também na matriz do Rio Grande do Sul, aumentam as possibilidades, em especial para os produtores de oleaginosas, de escoarem sua produção para novas finalidades, o que diversifica os canais de distribuição” diz Rathmann.

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui.

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