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  No mesmo dia peguei as passagens,embarcaria na sexta-feira e voltaria domingo pela manhã. Fiquei eufórico.

 Bom,antes de prosseguir com a narrativa  será necessário explicá-los porque eu e Maria Clara não tivemos filhos e fomos muito cobrados pelos nossos respectivos pais.É o seguinte,meu chapa,como dois beberrões e libertários poderiam ter filhos ? Impossível ! Nos faltariam paciência e zelo.Acho muito ruim beberrões trem filhos,beber e fumar e usar entorpecentes perto do filhos,posso citar vários exemplos de péssimo comportamento de pais beberrões bebendo perto de seus filhos quando ainda são crianças.

 Citarei um deles.Tinha um cara,logo quando chegamos em BSB,que vivia doidão no bar Libanus perto do seu filho de 10 anos.O moloque ria com a doideira do pai,achava todas as besteiras que ele falava engraçadas.Tudo bem.Quando o moleque atingiu a idade de 15 anos nunca mais o vi ao lado do pai doidão no bar.Um dia,era um domingo,revi o moleque.Eu perguntei,e aí você sumiu da mesa do seu pai  ? Ele foi bem curto e grosso : Não gosto de bêbados.Em suma,o filho virou a antítese do pai,como poderia se tornar um beberrão precoce.

 O meu sogro era gaúcho,metido a machão,gaúcho da fronteira radicado no Rio ( acho todo gaúcho um bicha enrustido ),3 anos depois que nos mudamos para BSB ele e sua gaúcha vieram nos visitar.Um saco ! Ele com chimarrão e bombacha me chamou no canto da sala do nosso apê e com tom grave veio com esta : " quando é que vocês irão nos dar um neto ? " Eu,com um copo de vódica na mão,respondi-lhe : "Tire seu chimarrão da chuva porque filho está fora do nossos planos ? "

 Maria Clara,sem beber,me deixou de carro no aeroporto JK,me beijou longamente,quase arrancando a minha língua e seu foi.Levei apenas uma mochila com contendo um lep top,uma bermuda,um calção ,uma camiseta ,um par de chinelos ,um par de meias e uma pequena garrafa  plástico de uísque vagabundo que eu comprara na Super Adega,bem próximo da feira dos importados,feira esta que deveria ser chamada de ROBAUTO.Entenderam ?

 Como sempre tive medo de avião comecei a trabalhar no chope duas horas antes do embarque.Ao sentar na minha poltrona do avião já estava legal.Quando o avião começou a decolar saquei da mochila a garrifinha de uísque e meti um bom gole para dentro.Uma mulher que estava sentada ao meu lado me olhou com asco,eu sorri para ela e a olhei com tesão.A decolagem deu certo.Guardei o uísque e pedi cerveja,era uma atrás da outra.Quando o comandante avisou que iríamos aterrizar no Santos Dumont e vi a baía de Guanabara e senti calafrios e entornei toda a garrafinha de uísque e fechei os olhos.Tudo deu certo,mas saí completamente torto do avião mandando beijinhos para as comissárias de bordo.Um vexame.Dane-se !

 Como meu editor-chefe fizera reserva no Hotel Itajubá,na rua Álvaro Alvim,fui a pé até o hotel,que ficava no coração da Cinelândia.Senti uma puta emoção ao pisar em solo carioca depois de tantos anos .

 Todavia,percebi mudanças visíveis,várias obras e prédios tombados pelo IPHAN fodios e abandonados.Também tive que andar com cautela ,longe dos bueiros da Light porque os bueiros estavam explodindo mesmo antes do carnaval ,causando vítimas.Graças a jesus passei incólume pelos bueiros e cheguei ao hotel Itajuba totalmente ensopado de suor.O calor era carioquês,mês de março,calor infernal,sensação térmica de 50 graus.Mas ao mesmo tempo,durante o percurso vi,muitas mulheres de vestidinhos curtos,shortinhos enfiados na bunda.Uma maravilha !

 Entrei no meu quarto,liguei o ar-condicionado me despi e entrei debaixo de uma boa ducha e pelado fui logo abrindo o frigobar e drenando uma cerva bem gelada.

 Meus caros,continuarei amanhã com a terceira parte deste conto e tenho certeza que um dia entrarei na ABL e serei um imortal.

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