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  Como cheguei no hotel antes das 13 hs ,resolvi almoçar no restaurante do hotel,afinal de contas encher a cara o dia inteiro não me daria condições de fazer matéria sobre a Lapa.

  Como o restaurante tinha ar-condicionado escolhi o que self-service me  oferecia( porra neste país tudo é em inglês, até em bares e restaurantes,self-service,ora porra !) e quando vi aquele feijão preto cremoso,que só a culinária carioca sabe fazê-lo ( no DF se come feijão carioquinha,é raro vc encontrar um bom feijão preto) fiz meu prato : arroz ,feijão preto ,puré e bife à milanesa ,que também raramente se come no DF.Entupi o prato e pedi uma caipirosca.

 Após devorar o prato e drenar duas caipiroscas me senti empolgado.Levantei-me da cadeira e comecei a declamar : " Pátria amada,pátria minha,patriazinha,pátria que fode o seu povão e aquece de boa vida seus milionários e bilionários.Pátria de merda ! "

 Para minha surpresa fui aplaudido,uma mulher de uns 20 anos me enviou beijinhos de longe,arrasei.Resolvi declamar outro poema,subi na cadeira,estava empolgado : " òh dor que me corrói a alma fodida pela fumaça .óh..."

 Fui interrompido pelo gerente hotel ,que me disse : " Olha,rapaz,já deu,aqui não é lugar disso,por favor,pare."

 Quase o mandei à merda,mas preferi pagar a merda da conta e voltar para o quaro dom hotel.Iria tirar um bom sono e acordar às 17 hs para rumar para Lapa .

 Meus caros e abnegados leitores,terei que continuar a quarta e última parte deste conto porque preciso vender um plano de saúde.Grandes abraços.

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