romeiros repetem santiago de compostela no sul de minas


praça do peregrino em frente ao sítio primavera, na estrada real.




A PRAÇA DO PEREGRINO É INAUGURADA EM CAXAMBU NA ROMARIA A NHÁ CHICA


No sul de Minas Gerais, como no caminho de Santiago de Compostela, capital da Galiza, na Espanha, todo primeiro de maio, romeiros se encontram às cinco horas da manhã na Igreja Matriz e na Capelinha de Nhá Chica, em São Lourenço, perfazem cerca de 40 quilômetros de caminhada, através das auto estradas, das vicinais de São Lourenço, Soledade de Minas e Caxambu até chegar a Baependi, onde fica o Santuário Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de Nhá Chica, construída sobre a casa onde ela morou.


igreja matriz de são lourenço

Em 1999, como recreação e por conhecerem as histórias da Compostela, o atual Secretário Municipal de Serviços Urbanos da Prefeitura de São Lourenço, Sidney Villamarim Cabizuca, e o administrador de empresas, João Vitor Gorgulho, fizeram a caminhada pelo trajeto. Tiveram então, a idéia em transformá-la em projeto para divulgar a obra e os milagres de Nhá Chica com processo de beatificação em andamento, no Vaticano.

A primeira caminhada foi em comemoração dos 25 anos do ciclo de formação cristã e participaram cerca de 700 pessoas. A última, do ano passado, participaram cerca de 1500 peregrinos.

PRAÇA DO PEREGRINO



sítio primavera , da dona verônica. em frente fica a praça do peregrino

Conta Sidney que os peregrinos caminham 33 quilômetros até chegar ao Santuário onde está enterrada Nhá Chica. O percurso é integrado à Estrada Real.

“Foi escolhido o dia primeiro da maio, comemoração do dia do trabalho no Brasil, para esta caminhada porque muitos dos que buscam as graças de Nhá Chica rogam por um emprego. Concluímos que a data era compatível com a peregrinação.”

Neste dia, será inaugurada a Praça dos Peregrinos e nela, uma capelinha para Nhá Chica, com a participação da Fundação que leva o nome da futura Beata, iniciativa de Verônica Paiva Pires, proprietária do Sitio Primavera, em Caxambu, que motivou os criadores e plantadores da localidade, além de vários empresários que doaram material de construção.

Por meio de vales, montanhas, estradas rurais, atravessando a Estrada Real, passando ao lado de fazendas, os peregrinos repetem o que fazia Nhá Chica – que visitava os mais humildes para levar palavras de carinho, alimentar os pobres e cuidar de doentes. Há vários relatos de curas.

A 11ª Peregrinação à Nhá Chica será no dia primeiro de maio, às 5 horas da manhã, da Igreja Matriz de São Lourenço (Av.D.Pedro II) e da capelinha da Nhá Chica (Anel Rodoviário, bairro Nossa Senhora de Lourdes), em São Lourenço.

Tem chegada marcada ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Baependi, onde haverá missa às 13 horas. Às 10 horas da manhã será inaugurada a Praça do Peregrino.


santuário Nossa Senhora da Conceição

AQUI COMO LÁ

Santiago de Compostela é considerada como Jerusalém e Roma um dos lugares de peregrinação mais importantes do mundo. A maioria dos peregrinos utiliza o Caminho Francês, que começa em Roncesvalles ou em Saint Jean Pied de Port, saem de diversos países e caminham até chegar à Catedral de Santiago de Compostela, considerada um dos pilares do cristianismo, passando através da Espanha.

Muitos dos moradores que se fixaram no Sul de Minas Gerais, nas cidades de São Lourenço e Caxambu, vieram da Galiza, da Espanha e trazem consigo além da história e da tradição de fé do local de origem a memória de um passado que hoje, no presente é a nossa história do Brasil. Que continua a ser escrita em romarias como a de Nhá Chica.
Histórias como a do artista plástico Marco Aurélio que construiu em São Lourenço uma capelinha, na margem de onde começa a Estrada Real, para pagar uma promessa a Nhá Chica. Prometera a obra caso conseguisse viver da venda de seus quadros.

Valéria, da assessoria de imprensa da Prefeitura de São Lourenço conta que “embora o Vaticano ainda esteja examinando o pedido de beatificação, Nhá Chica é venerada na região, por moradores e turistas, desde a descoberta das águas minerais, em fins do século XIX. Francisca de Paula chegou em Baependi criança e logo ficou órfã. Desde cedo seguiu os conselhos da mãe e cresceu fazendo caridade.
Histórias de curas correram de boca em boca e começaram a atrair visitantes que buscavam nas águas minerais remédios para diversos males. A casinha onde Nhá Chica viveu até morrer em 1895 virou atração e ponto de visitação para aqueles que vinham conhecer as estâncias hidrominerais.”

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