os meus tonéis de paixão, marília bela
revêm o teu rastro e adjacências.
não cabem em meu corpo complacências
que adivinhem o quanto me procelas.

vou te dizer aqui, marília bela
o quanto sou feroz na tua mão:
a tua doce voz é uma cadela
na minha temperança de ilusão.

eu vejo em tua mão, marília bela
a paz enfurecida dos espaços.
tua ordem titubeia, puro cão
e me atribula o corpo aos pedaços.

candidamente me esvais, então!

romério rômulo

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Comentário de Ivanisa Teitelroit Martins em 13 dezembro 2010 às 21:57

Cândidas são as paixões nas procelas

E as Marílias já não tão belas

Belas são no coração sempre em botão

 

A temperança é sábia

não há como conter a fúria

Dos espaços e do corpo em pedaços

São um em dois, são dois em um

 

Não deixes ela, marília a bela, se esvair em vão!

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