Sagração desta prima hera
À Pina Bausch
Sagrando-me meu pássaro sagrado,
não implicando o fazer desta dança,
consagrando meu tempo da razão,
para erguer-se motivo, da esperança.
Penumbra da manhã do rosário,
honra eterno mar cantar deste prado,
rigores destes pássaros das folhas,
dos bálsamos das ondas destas danças.
Dos fardos dos benzidos dos ruídos,
caminho brio acendeu-se teto,
por vero da centelha da clama.
Barcos azuis do astro do prado,
florido no remexido chavelho,
tarde amanhece verve do bosque.
Eric Ponty
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