São Paulo pode perder seis milhões destinados à coleta seletiva (Falapovo)

Integrantes do Grupo de Trabalho da Coleta Seletiva Solidária da cidade de São Paulo estiveram reunidos nesta segunda-feira, 12, com representantes da Prefeitura, para cobrar agilidade no processo implantação dos dez galpões equipados, para triagem da coleta seletiva, com recursos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). O processo começou em 2008.

A implantação do projeto envolve representantes dos grupos de catadores, seus parceiros e o poder público (Prefeitura de São Paulo, Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e Câmara Municipal). Dez áreas já foram indicadas para as centrais de triagem, e cooperativas de catadores cuidaram da legalização. Das dez áreas apresentadas foram consideradas viáveis apenas: Lapa, Coopervivabem e Ipiranga-Coorpel. Aguardam resposta da Prefeitura: Campo Limpo, Coopergaia, Santo Amaro, Coopercaam, Aricanduva, Coreji, Santana Tucuruvi, Cantareira Viva, Capela do Socorro, Cooperpac. Foram consideradas áreas inviáveis: Santo Amaro Granja Julieta, Sé Cooper-Recifavela.

Para Santo Amaro Granja Julieta a saída será usar recursos do FEMA, porque a área tem metragem menor que a exigida pelo PAC.

Para o galpão de triagem, o terreno precisa ter 35 de frente por 60 de fundo, mínimo de 2.100 metros e estar em área mista ou industrial, não pode ser em área residencial, nem ter muito declive.

Para garantir os R$ 6 milhões da verba do PAC a data limite para a início da construção é 3 de julho. Pelo menos uma central precisará iniciar a obra, caso contrário a cidade de São Paulo perderá a verba. Afonso Celso de Moraes, diretor do Limpurd, afirmou que pretende dar início a pelo menos as duas centrais cujos terrenos já estão aprovados (Lapa e Ipiranga) e que os demais tem de começar a construção em 2010.

A próxima reunião do GT para saber quais são as outras áreas indicadas pelos sub prefeitos para implantação dos centros de triagem, acontecerá dia 29 de abril, na Câmara Municipal.
Segundo o GT, na cidade de São Paulo são produzidos diariamente, cerca de 15 mil toneladas de resíduos sólidos e menos de 1% desses são reciclados pela Prefeitura com o apoio das 17 cooperativas legalizadas.

Atualmente existem na Cidade de São Paulo cerca de 200 cooperativas sem documentação e em torno de 10 mil catadores individuas que juntos são responsáveis por 16% do que é reciclado na cidade.

As grandes cooperativas vendem seus materiais para empresas, os pequenos encaminham para “ferro-velho” ou vendem para atravessadores que repassam para indústrias.
As 2.500 toneladas de materiais que iriam para os aterros ou provocar enchentes na cidade rendem cerca de R$50 mil reais por mês para as cooperativas. Desse dinheiro as já legalizadas pagam o INSS e o restante é dividido entre os cooperados. Na Coopervivavem, por exemplo, cada um consegue um salário mensal de mais ou menos R$ 1mil reais, mês.

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