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SATED RIO EM AÇÃO 2017 - Apresenta PROGRAMA GRÁTIS NA PRAÇA TIRADENTES " DIA DO CIRCO (27-SEGUNDA FEIRA) "

SATED RIO EM AÇÃO 2017 - Apresenta

PROGRAMA GRÁTIS NA PRAÇA TIRADENTES

" DIA DO CIRCO (27-SEGUNDA FEIRA) "

o dia 27 de março foi escolhido como Dia do Circo em homenagem ao
palhaço brasileiro Abelardo Pinto, conhecido popularmente como Piolin,
que nasceu nessa data em 1897. Piolin era considerado um grande
palhaço, que se destacava pela enorme criatividade cômica e pela
habilidade como ginasta e equilibrista
o SATED/RJ Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado
do Rio de Janeiro homenageará o ícone do picadeiro George Savalla Gomes (Palhaço
Carequinha) com uma placa em seu nome oficializando o PONTO DOS ARTISTAS
CIRCENSES. A placa será colocada na parede de um dos tradicional café conhecido
como Thalia. Nos 60/90 os artistas se encontravam ali para agendar shows 
PROGRAMAÇÃO:
Haverá apresentação de um SHOW DE VARIEDADES CIRCENSES com os tradicionais
artistas de famílias circenses. O show será apresentado no meio da Praça Tiradentes


DIA/HORÁRIO: DIA 27- SEGUNDA FEIRA DAS 10h00min ÁS 12h00min 


O SHOW:

1- Abertura com palhaço apresentador.

2- Malabarista

3- Equilibrista

4- Mágico (a)

5- Dupla de palhaços

6- Parabéns com todos os artistas e público presente

" A mobilidade dos CIRCOS, construídos de maneira a poderem deslocar-se de uma cidade em cidade, conduzindo suas coberturas de lona em caminhões, tornou-se responsável, no BRASIL, por uma particularidade até HOJE não estudada: a da DIFUSÃO NACIONAL de um tipo de CULTURA POPULAR especificamente citadina num país de difícil comunicação com o INTERIOR " 
José Ramos Tinhorão

***** de UM INSTANTE PRO OUTRO , uma ENORME LONA CHEIA DE CORES, MUITO ALTA, ESTÁ FINCADA . 
ARMOU-SE O NOSSO MUNDO DE MAGIA À SUA FRENTE 
ESPAÇO PARA O CIRCO

 ( ... ) precisamos ter de volta o ESPAÇO que nos tomaram na PRAÇA ONZE. Ali é um ESPAÇO DO CIRCO ... "  Luís Barroso Pimentel ( Carrapeta )

Muitas tem sido as dificuldades que , ao longo dos tempos, têm ameaçado comprometer definitivamente a existência do CIRCO no BRASIL. Existindo desde a antiga Grécia e transmitido de geração a geração. O CIRCO teve sua época áurea no país durante as décadas de 30 e final da de 40. Pouco a pouco veio perdendo espaço, basicamente em função do desaparecimento dos médios e pequenos CIRCOS, devorados pelas grandes companhias Circenses - verdadeiras indústrias de diversões, montadas dentro de forte estrutura capitalista, que envolve vultosos investimentos. A concorrência da Televisão, principalmente em locais de baixa renda, a insensibilidade das autoridades, responsáveis pela ARTE e CULTURA que discriminam a atividade circense ( deve ser louvada a criação da Escola Nacional de Circo, em 1982 ) e até mesmo a INEXISTÊNCIA DE GRANDES ÁREAS URBANAS para abrigar uma LONA , tem transformado o CIRCO numa aparição bissexta no BRASIL . A falta de ESPAÇO de CIRCO também passa pela questão econômica . Manifestação Artística que sempre teve uma aliança muito grande com seu público, o CIRCO resolve, por si só, seu problema financeiro, quando INSTALADO EM LOCAL DE FÁCIL ACESSO à População . Com a especulação imobiliária, o CIRCO foi empurrado para regiões distantes, fato que interferiu diretamente em sua rentabilidade. A PRAÇA ONZE não é HOJE uma área destinada ao CIRCO ( como tradicionalmente o foi ), por essa razão e também por ser um espaço extremamente importante do ponto de vista político. Localizado em frente à CENTRAL DO BRASIL, é um terminal do Metrô e de ônibus de toda a zona norte do RIO . Cada vez menos há espaços nos centros das cidades para o CIRCO afixar sua lona. E, condenados a permanecerem somente nas periferias, onde o retorno financeiro é muito pequeno, não conseguem refazer suas bilheterias, o que prejudica a própria atividade Circense, enquanto atividade empresarial. O CIRCO QUER ESPAÇO para armar sua lona e desenvolver seu trabalho, ultimamente muito dificultado por questões burocráticas

---------- Mensagem encaminhada ----------

DELCIO MARINHO GONÇALVES

Prezado Amigo

Em recente encontro que tivemos, aí no Rio de Janeiro, quando do lançamento do meu novo livro “Astrojildo Pereira – in Memoriam”, ouvi do amigo a sua grande preocupação com o destino dos circos. Pois bem. Sabemos que os circos perambulam por aí, em busca de espaço e mormente conseguem à custa de inúmeras tentativas e esforços sobrenaturais. Contudo, nem sempre estes locais são apropriados para as suas instalações, gerando uma dificuldade enorme para apresentação de seus artistas e componentes. Sabemos, ainda, que o circo não pode acabar; o espetáculo precisa e deve estar presente em todos os lugares. É uma verdade incontestável, porque representa a grande história cultural do nosso país, sem levar em conta o número de profissionais que lutam pela causa. Ouvi do prezado amigo a sua idéia de buscar, junto às autoridades competentes a iniciativa de reservar espaços para apresentações de circos. Mas este espaço deveria ser de propriedade do poder público, para estas iniciativas. Endosso a idéia e acho que esta fantástica sugestão deveria estar na pauta de Secretários de Cultura, Prefeitos e Governadores, no sentido de viabilizar tal projeto e tornar tudo uma realidade.

Parabéns, meu amigo. Que a sua idéia encontre guarida, são os meus votos e sei que encontrará eco.

J. R. GUEDES DE OLIVEIRA

Ensaísta, biógrafo e historiador.

 

PALHAÇOS FAMOSOS DO BRASIL 

 

 

ABELARDO PINTO, mundialmente conhecido por seu nome artístico "Piolin" (Ribeirão Preto, 27 de Março de 1897  São Paulo, 4 de Setembro de 1973), foi um palhaço brasileiro. É considerado um grande representante do meio circense, onde destacava-se pela grande criatividade cômica, além da habilidade como ginasta e equilibrista.[1]

Abelardo Pinto "Piolin" nasceu no Circo Americano, em Ribeirão Preto. Filho de artistas circenses, conquistou o reconhecimento dos intelectuais da Semana da Arte Moderna, movimento artístico e literário realizado no Brasil em fevereiro de 1922, como exemplo de artista genuinamente brasileiro e popular. Seu apelido, que se refere a um tipo de barbante, é devido à sua estrutura física: magro e de pernas compridas.[2]

Manteve por mais de 30 anos, junto com filhos e sobrinhos, no Largo do Paissandu, em São Paulo, o Circo Piolin.[2] Foi considerado "o maior palhaço do mundo".[2] Washington Luis, presidente da república deposto pela Revolução de 1930, era um dos seus admiradores e costumava assisti-lo.[2]

O dia de seu nascimento foi escolhido para a data comemorativa do Dia do Circo no Brasil.[1] Foi pai da atriz Ana Ariel, falecida em 2004. 

BRASIL JOSÉ  CARLOS QUEIROLO - Torresmo nasceu no circo de seus pais e tios, o Circo Irmãos Queirolo, que excursionava pelo interior de São Paulo. Seu pai, José Carlos Queirolo (conhecido como palhaço Chicharrão — do espanhol Chicharrón, "torresmo") era uruguaio, e sua mãe, Graciana Cassano Queirolo, atriz, era argentina.

Na infância, era chamado de "Chicharrãozinho". Estudou no colégio Caetano de Campos e no colégio Ipiranga. Viajou com o circo por todo o Brasil e em alguns outros países. Foi também cantor de tangos e tocava saxofone e violino.

Em 1943, a família se mudou para o Rio de Janeiro, e Torresmo foi trabalhar no Teatro Recreio, a convite de Jardel Jercolis. No ano seguinte, voltou a São Paulo e, em Ibirarema, se casou com Otília Piedade, com quem viveria por toda a vida. Desse casamento, vieram os filhos Gladismary e Brasil José Carlos, o futuro palhaço Pururuca. Nesse período, até 1949, trabalhou em rádios de Adamantina e Lucélia.

Depois, foi trabalhar no Circo Alcebíades, do pai do amigo Fuzarca, com quem fez dupla cômica e se apresentava antes da dupla principal: os palhaços Piolim e Arrelia. A família Queirolo faria outros palhaços, como Chic-Chic, Otelo Queirolo e seus filhos

Em 1950, Torresmo passou a morar no bairro do Mandaqui, na cidade de São Paulo. Era a época do início da televisão no Brasil, e Torresmo acreditou em seu sucesso. Apresentou-se no programa de Luiz Gonzaga, no Cine-Teatro Odeon, e seu talento foi reconhecido por um produtor da TV Tupi: Humberto Simões, na época famoso como ventríloco, que o levou ao diretor Cassiano Gabus Mendes.

Sua estréia na televisão foi no Dia das Crianças (12 de outubro) de 1950. Desde então, não saiu mais da TV, e trabalhou em programas infantis de todos as emissoras da época, incluindo Zás Trás, na TV Paulista, apresentado por Márcia Cardeal. Outros programas: Calouros Mepacolan, Gurilândia, Recreio do Torresmo (este na TV Cultura), Torresmolândia, na TV ExcelsiorTic-Tac e Pururuca, na TV BandeirantesGincana Kibon, na TV Record e muitos outros, até 1964.

Em 1964, morreu seu parceiro, Albano (Fuzarca), e ele passou a se apresentar com seu filho Pururuca, então com apenas 15 anos.

O programa O Grande Circo, com Pururuca e mais os palhaços Chupeta, Chupetinha, Pimentinha e outros, ficou no ar de 1973 a 1982, na TV Bandeirantes, levando o mundo circense à televisão.

Em 1983, retirou-se para tratamento de saúde em Mairiporã, e Pururuca passou a cuidar de seu restaurante, na Serra da Cantareira.

Em 1987, Torresmo voltou à TV e passou a apresentar o Programa Bombril, ainda da TV Bandeirantes. Torresmo trabalhou na televisão durante 30 anos, período em que gravou 80 discos infantis. Seu bordão favorito era: — Assim eu não aguento! (e a criançada respondia: — Agueeeeeentaaaaa!)

O palhaço Arrelia tornou-se um mito das crianças paulistanas. As matinês do circo e posteriormente o "Cirquinho do Arrelia" da TV Record (de 1955 a 1966) fizeram parte do cotidiano da família paulistana. Ele deixou como marca registrada nessa cidade o popular refrão "COMO VAI, COMO VAI, COMO VAI? EU VOU BEM, MUITO BEM... BEM... BEM!". 

WALDEMAR SEYSSEL o famoso palhaço Arrelia, veio de uma família que se confunde com a história do circo no Brasil. Ele começou a atuar com seis meses de idade, no circo chileno de seu tio, irmão de sua mãe.

Sua família começou a se dedicar ao circo a partir do avô paterno – Julio Seyssel, que nasceu e vivia na França. Era professor da Sorbonne, quando conheceu uma jovem espanhola, artista de um circo que excursionava pelo o país. Fazia acrobacias em cima do cavalo e Júlio apaixonou-se por ela.

Sua família não queria o casamento, mas os dois resolveram se casar mesmo assim. Júlio deixou o cargo de professor e foi morar no circo. Tornou-se apresentador de números circenses. O casal acabou vindo para o Brasil com o Grande Circo inglês dos Irmãos Charles e ao invés de prosseguir com a excursão para outros paises, ficou por aqui mesmo, dando origem a uma linguagem circense: filhos e netos, dedicados a arte circense. Arrelia tem mais cinco irmãos que foram do circo. O palhaço Pimentinha, Walter Seyssel é filho de Paulo Seyssel, o palhaço Aleluia, irmão de Arrelia.

Depois de longos anos de trabalho dentro do circo, ele resolveu trocar o picadeiro pela televisão. Foi o primeiro da sua família a abandonar o circo pois falava que o circo não dava dinheiro suficiente para viver. Em 1958, foi a vez de seus irmãos entrarem na TV e foram trabalhar com ele na TV Record.

Waldemar Seyssel começou em circo, saltando, passando depois pelo trapézio, pela cama elástica e em outras acrobacias, com seus dois irmãos, Henrique e Paulo. Mas quando o pai cansado deixou o circo, substituiu o nome artístico, usando o apelido de família que seu tio Henrique lhe dera: Arrelia. Seu primeiro parceiro foi o ator Feliz Batista, que fazia o palhaço de cara branca, vindo depois o irmão Henrique Sobrinho e finalmente, quando deixou o circo, em 1953, pela televisão, outro parceiro foi o palhaço Pimentinha, seu sobrinho.

ROGER AVANZI - o Circo Nerino é onde Roger Avanzi vai nascer e onde irá aprender a ser um artista. Seu nascimento data de 7 de novembro de 1922 e, até o fim do circo, em 13 de setembro de 1964, Roger dedica-se a ele integralmente durante 52 anos.

Nerino Avanzi, pai do Roger Avanzi, representa a primeira geração circense da Família Avanzi. Era filho de italianos que vieram ao Brasil em uma companhia de ópera. A avó de Roger veio para o Brasil grávida e excursionou com a companhia pelas principais cidades do país. Na hora de partir de volta à Itália, a criança estava às vésperas do nascimento e o casal, receando os perigos de uma viagem tão longa, decidiram permanecer no Brasil, na cidade de São Paulo. A prefeitura da cidade deu estadia e empregou-os como zeladores do Teatro Polytheana, um teatro todo de zinco no Vale do Anhangabaú. Comenta emocionado, sobre seu pai:

“ eles ficaram morando debaixo do palco e foi ali que meu pai nasceu e ele falava que foi na Itália e nasceu no Brasil, por isso era ‘contrabando’. Ali ele foi crescendo e conhecia muitas óperas, pois as grandes óperas ficavam em cartaz no teatro, só que ele se assustava com os agudos dos grandes cantores”.*

Dez anos após a estréia do circo, nasce Roger Avanzi, na mesma cidade onde seus pais haviam se casado. Roger nasceu no ano da Semana da Arte Moderna, quando Piolim foi homenageado pelos modernistas, como artista popular. Ele concorda que a Semana da Arte Moderna foi importante devido a repercussão que teve, apesar de não estar lá ainda, pois nasceu pouco depois.

Roger estreou no circo em 1923 como bebê de colo, da comédia pastelão. Era uma comédia em que se ficava discutindo de quem era o bebê, e esse era o Roger.

Outro caso fez com que Roger que fazia pontas em dramas, fizesse um papel central; um dos artistas que fazia o papel principal, fugiu do circo. Era época de Natal e ele tinha mais ou menos 14 anos, quando passou a representar papéis de ator, protagonista dos dramas e das comédias de pastelão.

Roger diz que não tinha muito jeito para ser palhaço. Herdou do seu pai a técnica circense que tem hoje, o seu nome.

Nerino, pai de Roger, não gostava muito de teatro e quando criança, já fazia “cirquinho”, à luz de velas roubadas do cemitério. Essas apresentações eram nos grandes jardins das mansões no Anhangabaú. Nessa época tinham muitos circos estrangeiros pela cidade de São Paulo e Nerino terminou saindo com um circo e na sua primeira estréia como palhaço, na cidade de Limeira, ficou envergonhado e saiu correndo. Os estudantes foram atrás dele pelas ruas. Esta é mais uma parte que Roger comenta emocionado.

Iniciado no circo, Nerino começou a fazer muito sucesso como clown de seu irmão Felipe, o Palhaço Maluco que eram a melhor dupla do Brasil, comenta Roger. Nesse sucesso a dupla, mais ou menos em 1910 foi até a Argentina com o circo

A mãe de Roger era uma francesa da quinta geração circense: ‘Roger é da segunda geração por parte de pai e da sexta geração por parte de mãe’. O circo excursionava pela Europa, quando um acidente matou todos os cavalos; ‘uma época onde era chamado Circo de Cavalinhos’, pois os cavalos faziam parte do espetáculo e também transportavam o circo. Isso fez com que o circo parasse e Armandine, mãe de Roger, que tinha um número muito bom com sua irmã Nerris, começasse uma outra apresentação pelos cassinos de outros países europeus; ‘era um show em que Armandine fazia acrobacias, pendurada pelos cabelos de Nerris’. Vieram para a Argentina na mesma época que o Srº Nerino se encontrava neste país. Ele viu em um cartaz a foto de Armandine e falou que ia se casar com ela, mas nunca poderia ir ao espetáculo, pois trabalhava no mesmo horário do show.

Quando estava no Brasil, o circo excursionou pelo interior de São Paulo; nesta época Armandine estava contratada em um cassino de São Paulo, daí as francesas foram convidadas para participarem no mesmo circo que trabalhava o Srº Nerino. Eles se conhecem e mais tarde se casam em São José do Rio Preto, cidade interior paulista. Nascendo o Roger Avanzi – Palhaço Picolino, hoje ainda atuando como palhaço aos 85 anos de idade, morando na cidade de São Paulo.

JOSÉ  CARLOS QUEIROLO - Em 1900, um grupo de artistas argentinos, entre eles a Família Queirolo, de origem espanhola, foi convidado para uma temporada em Paris – França, mas chegando em Barcelona, o empresário sumiu com o capital dos artistas. Resolveram fixar-se na Europa. O circo na América do Sul estava engatinhando. Percorreram a Europa e fixaram um período em Paris. Ficaram famosos com seus números de acrobacias e pirâmides humanas, realizando apresentações nos melhores e mais destacados circos europeus. A trupe apresentou-se no Nouveau Cirque de Paris, no Moulin Rouge e Folis Bergeré, ficando 10 anos em Paris. Em suas viagens pelo  mundo, passaram em Moscou, no Salamonski e em Berlim, no Circo Albert Schuman, no Teatro Wintergarde.

No início da I Guerra, foram para os Estados Unidos e apresentaram-se no Hipódromo de Nova Iorque, no Circo Barnum And Bayle e Rigling Brothers e foram para São Francisco , depois voltaram para a Argentina. Em Buenos Aires, fundaram o Circo Irmãos Queirolo e viajaram para o Chile, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

A estirpe dos Queirolo chegou ao Brasil em 1910 em Sant’Ana do Livramento – RS. Seu líder foi José Queirolo, que aqui chegou precedido de fama internacional. Seu filho foi o famoso Palhaço Chicharrão e seu neto, o Palhaço Torresmo. Os irmãos Queirolo foram famosos acrobatas. A história deles e de José Carlos Queirolo – Palhaço Chicharrão, nascido em 1889 em Bagé – RS, começou em Gênova, na Itália. O avô era açougueiro e, diante de problemas com Garibaldi, que proclamava a República, emigrou com seus três filhos – Antonio, José e Júlio para a Argentina. Foi ali que um deles, José, começou a trabalhar no circo, fazendo papéis dramáticos ao lado de Petra, com quem se casou logo em seguida. Os dois faziam uma bela dupla: ele com uma voz de barítono e ela contralto, diálogo que fazia o público vibrar com as operetas. Tiveram sete filhos: Francisco, Alcides, Irmã, José Carlos, Ainda, Julião, Otelo e Ricardo. Alguns nasceram na Argentina, outros no Uruguai, só Chicharrão era brasileiro. Seus pais tinham um circo e se apresentavam na fronteira, naquela cidade em que um lado da rua é Brasil – a cidade de Livramento e do outro é Uruguai – a cidade de Rivera. O circo estava montado do lado Uruguaio e seus pais se hospedavam no lado do Brasil, por isso, ele é brasileiro. Batizado no Uruguai e viveu sua infância na Argentina.

O Circo “Irmãos Queirolo” caminhou todo o Brasil, passando pelas capitais e pelo interior. Sua história no Brasil teve momentos que marcaram milhões de brasileiros. O circo iniciou pela capital federal, que na época era a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro; na Praça Sanz Pena, na noite de 14 de janeiro de 1917, houve a primeira função do Circo Queirolo, que foi um marco na historia do circo no Brasil. A família Queirolo teve como membros de maior destaque, os seguintes artistas:

·   Palhaço Chic-Chic (Otelo Queirolo)

·   Palhaço Harrys (Julio Queirolo)

·   Palhaço Chicharrão (Jose Carlos Queirolo)

·   Palhaço Torresmo (Brasil Jose Carlos Queirolo).

O circo “Irmãos Queirolo” dividiu-se e cada um dos irmãos segui seu caminho. Ao seu modo, cada um preconizou a famosa tradição circense da Família Queirolo, que estes mestres apresentavam para o povo brasileiro.

Jose Carlos Queirolo – Palhaço Chicharrão – através de seus estudos, preconizou a figura do Palhaço Excêntrico no cenário circense nacional. Segundo registros do acervo histórico do Jornal Folha de São Paulo, o mestre Chicharrão foi o primeiro palhaço brasileiro a apresentar um estudo técnico deste personagem no mundo das artes, precisamente em São Paulo no ano de 1927. Tornou-se, pois, mestre e líder. Realizou durante longos anos suas pesquisas sobre o palhaço e o riso proveniente das fantasias do publico. Através de Jose Carlos Queirolo, os artistas circenses puderam idealizar suas pesquisas sobre este estilo de representação cômica, calcada no grotesco. Os Queirolo realizaram um árduo trabalho para colocarem em pratica os seus ensinamentos.

O Sr. José Carlos Queirolo – Palhaço Chicharrão – falece em 28 de janeiro de 1982, aos 93 anos de idade na cidade de São Paulo. 

GEORGE SAVALA GOMES nasceu numa família circense, na cidade de Rio Bonito, interior do estado do Rio de Janeiro. Seus pais eram os trapezistas Elisa Savalla e Lázaro Gomes (George literalmente nasceu no circo, pois sua mãe grávida estava fazendo performance de trapézio quando entrou em trabalho de parto em pleno picadeiro). Deu início à sua carreira como palhaço Carequinha aos cinco anos de idade, no circo de sua família, quando este estava em apresentação em Carangola, cidade do interior do estado de Minas Gerais. Aos doze era palhaço oficial do Circo Ocidental, pertencente ao seu padrasto.

Em 1938, estreou como cantor na Rádio Mayrink Veiga no Rio de Janeiro, no programa Picolino.

Já na televisão brasileira teve como marco o fato de ter sido o primeiro palhaço a ter um programa, o "Circo Bombril" (posteriormente rebatizado "Circo do Carequinha"), programa que comandou por 16 anos na TV Tupi nas décadas de 1950 e 1960.

Ainda nos anos 1960, num dia de domingo, Carequinha fez um programa na TV Piratini de Porto Alegre. O produtor do programa o abordou dizendo "os gaúchos conhecem o Carequinha devido ao programa do Rio de Janeiro transmitido em rede. Mas eles querem você ao vivo aqui no Rio Grande do Sul. Queremos fazer seus programas todos os domingos", afirmou. Carequinha, então, entrou em contato com um empresário chamado Nelson e depois do encerramento de cada programa dominical, às 16h, saía para as mais diversas cidades gaúchas, como Caxias do Sul, São Leopoldo, Uruguaiana e até Rivera, no Uruguai, para apresentar o seu circo até terça- feira, quando retornava para o Rio de Janeiro, a realizar o seu programa na TV Tupi, nas quintas-feiras. Aos sábados, apresentava o seu circo na TV Curitiba.

Assim, era comum no final do programa anúncios como "Alô garotada de Uruguaiana, Carequinha e o seu circo estarão aí…". O palhaço e a sua troupe (Fred, Zumbi, Meio Quilo e cia.) costumavam se hospedar em Porto Alegre no antigo Hotel Majestic, hoje a Casa de Cultura Mário Quintana. O vendedor e representante da Copacabana Discos (gravadora do Carequinha) em Porto Alegre, o Jajá (Jairo Juliano), foi convidado por Carequinha a ser o apresentador do seu programa nessa época.

Carequinha também apresentou o seu circo na TV Gaúcha, que foi o embrião da Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS) e finalmente, na TV Difusora (pioneira na transmissão ao vivo de um evento nacional em cores: A Festa da Uva, 1972) anunciando os desenhos animados da garotada, além de apresentar nas tardes de sábado o programa americano "O Circo".

Vale destacar que Carequinha, participante do início da TV Tupi – Rio, também estava no estágio final da citada televisão com o programa local, "O Circo do Carequinha".

Em 1976 o cineasta Roberto Machado Junior fez um documentário sobre Carequinha que teve o próprio palhaço como autor do roteiro.

Nos anos 1980, apresentou um programa infantil chamado Circo Alegre, na extinta TV Manchete. O Circo Alegre tinha a assistência da ajudante Paulinha e das professoras da Escola de Dança Sininho de Ouro, de Niterói (RJ). Na TV Manchete, ele gravava um programa de oito horas por dia para uma semana inteira e a empresária Marlene Mattos era a sua assessora. Após dois anos e meio de "Circo Alegre", com a saída de Carequinha, as características fundamentais do seu programa foram incorporados pelo de Xuxa, O "Clube da Criança". "Eu inventei essas brincadeiras com crianças, tão comuns hoje nos programas infantis. Eu as pegava para dar cambalhota, rodar bambolê, calçar sapatos, vestir paletó primeiro, brincadeiras com maçã e furar bolas", conta o palhaço.

Na Globo, participou do programa Escolinha do Professor Raimundo e da novela As Três Marias.

Seu último trabalho na televisão foi na Rede Globo, com uma participação na minissérie Hoje é dia de Maria em 2005.

Aos noventa anos, o artista morreu em sua casa em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro. Durante a madrugada, ele queixou-se de falta de ar e dores no peito, e morreu antes de receber atendimento médico. Foi enterrado no dia seguinte, no cemitério de São Miguel, na mesma cidade. Seu terno colorido, com o qual sempre se apresentava em seus espetáculos, foi também posto no caixão e assim enterrado juntamente com o corpo do artista. O local tem grande valor simbólico, neste cemitério estão a maior parte das 400 vítimas de um incidente de um circo ocorrido em 1961, na cidade de Niterói - o incêndio no Gran Circus Norte Americano.

Durante anos, o artista expressou publicamente (em entrevistas para jornais e para a televisão) sua intenção de ser enterrado com a cara pintada - segundo ele, para "alegrar os mortos". Seu desejo não foi atendido pela família, que exigiu que ele fosse enterrado com a cara limpa. No entanto, permitiram que ele fosse sepultado vestindo uma roupa de palhaço.

Carequinha agitava a criançada com seu bordão "Tá certo ou não tá?". Por várias gerações levou alegria a milhões de espectadores. Ainda ativo, no alto dos seus noventa anos, continuava alegrando e educando com suas músicas. Natural da cidade de Rio Bonito, Rio de Janeiro, residia na cidade de São Gonçalo, também no estado do Rio. Iniciou sua carreira com cinco anos de idade e atuou em diversos circos nacionais e internacionais.

Carequinha foi o primeiro artista circense a fazer sucesso na televisão, sendo pioneiro (no Brasil) no formato de programas infantis de auditório que até hoje fazem sucesso.

Gravou 26 discos, fez filmes e colocou sua marca em diversos produtos infantis.

Seu vasto repertório musical, quase integralmente formado por cantigas de roda, constitui hoje, clássicos da música infanto-juvenil, folclórica e carnavalesca. Dentre elas, destacam-se "Sapo Cururu", "Marcha Soldado", "Escravos de Jó", "Samba Lelê", e dezenas de outros.


Gosto daqui. E, além do mais, moro perto do cemitério. Quando eu morrer não vou dar trabalho a ninguém. Vou a pé para lá

—Carequinha

O palhaço Carequinha é considerado por muitos como um patrimônio da cultura brasileira. Suas músicas estiveram sempre entre os maiores sucessos muito no carnaval, como "Garota Travessa", "Carnaval JK", "O bom menino" (aquele que "não faz xixi na cama"), e tantas outras.

Carequinha atravessou várias gerações como ídolo infantil. Apresentou-se para vários presidentes, como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, passando pelos generais do regime militar e recebendo condecoração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 

Fonte de Referência:

Todos os dados aqui apresentados foram compilados pelo pesquisador Luiz Rodrigues Monteiro Júnior e reunido na sua obra “Memória da Atividade Circense no Brasil”.

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