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             " As Casadas Solteiras " de Martins Pena
            direção Maria Pompeu
            Elenco e personagens
 
            Alexandre Dantas – John
            Angelo de Mattos – Narciso
            Amajujry de Lima – Jeremias
            Beatriz Penna – Henriqueta
            Laura Prado – Virgínia
            Tamires Nascimento – Clarisse
            Bolingbrok – Thiago Picchi
 
           Data e horário – 22 de março de 2018 às 18 horas
        Local: Auditório do SATED/RJ tel 2220 8147
        R. Alcindo Guanabara, 17 /18 * andar Cinelândia 


Luís Carlos Martins Pena (Rio de Janeiro, 5 de novembro de 1815 — Lisboa, 7 de dezembro de 1848) foi dramaturgo, diplomata e introdutor da comédia de costumes no Brasil, tendo sido considerado o Molière brasileiro.

Sua obra caracterizou pioneiramente, com ironia e humor, as graças e desventuras da sociedade brasileira e de suas instituições. É patrono da cadeira 29 na Academia Brasileira de Letras.


A obra de Martins Pena reúne quase 30 peças, dentre comédias, sátiras, farsas e dramas. Destacou-se especialmente por suas comédias, nas quais imprimiu caráter brasileiro, fundando o gênero da comédia de costumes no Brasil, mas foi criticado pela baixa qualidade de seus dramas. No geral, produziu peças curtas e superficiais, contidas em um único ato, apenas esboçando a natureza das personagens e criando tramas, por vezes, com pouca verossimilhança e coerência. Ainda assim, construiu muitas passagens de grande vivacidade e situações surpreendentes e é constantemente elogiado pela espontaneidade dos diálogos e pela perspicácia no registro dos costumes brasileiros, mesmo que quase sempre satirizados.

Estes aspectos da obra de Martins Pena se devem às característica do teatro da época. Quase sempre, após a representação de um drama, era encenada uma farsa, cuja função era aliviar a plateia das emoções causadas pela primeira apresentação. Na maioria das vezes, essas peças eram de origem estrangeira (comumente portuguesa). Martins Pena, então, percebeu que poderia dar ao teatro uma natureza mais brasileira a partir de tipos, situações e costumes, tanto rurais quanto urbanos, facilmente identificáveis pelo público do Rio de Janeiro. Às cenas rurais, reservou a comicidade e o humor, explorados por meio dos hábitos rústicos e maneiras broncas da curiosa gente rural, quase sempre pessoas ingênuas e de boa índole. Já às cenas urbanas, reservou a sátira e a ironia, compondo tipos maliciosos e escolhendo temas que representavam muitos dos problemas da época, como o casamento por interesse, a carestia, a exploração do sentimento religioso, a desonestidade dos comerciantes, a corrupção das autoridades públicas, o contrabando de escravos, a exploração do país por estrangeiros e o autoritarismo patriarcal, manifesto tanto na escolha de profissão para os filhos quanto de marido para as filhas. Apesar disso, nada foi tratado do ponto de vista trágico e nunca um desfecho era funesto; pelo contrário, dada a finalidade destas comédias, que era a de opor-se aos dramas, a trama comum consiste na apresentação dos problemas, na resolução cômica dos empecilhos e no surgimento, muitas vezes com casamento ou namoro sério, de um final feliz.

 

Comédias 

  • O juiz de paz da roça, comédia em 5 ato (escrita em 1837, representada pela primeira vez em 04/10/1838 e publicada em 1842)
  • Um Sertanejo na Corte (incompleta, escrita entre 1836 e 1838)
  • A família e a festa da roça, comédia em 1 ato (escrito em 1837, em 01/09/1840 foi a primeira representação e a publicação foi em 1842)
  • O judas no sábado de aleluia, comédia em 1 ato (escrito em 1844, primeira representação em 07/04/1844 e publicada em 1846)
  • O namorador ou A noite de São João, comédia em 1 ato (escrita em 1844, representada em 13/03/1845)
  • Os três médicos (escrita em 1844, representada em 03/06/1845)
  • A barriga do meu tio (escrita em 1846 e representada em 17/12/1846)
  • Os ciúmes de um pedestre ou O terrível capitão do mato (escrita em 1845, representada em 05/07/1846)
  • O Diletante (escrita em 1844, representada em 25/02/1845 e publicada em 1846)
  • O Cigano (escrita em 1845, representada em 15/07/1845)
  • Os meirinhos (escrita em 1845, representada em 14/02/1846)
  • Um segredo de estado (escrita provavelmente em 1846 e representada em 29/07/1846)
  • O caixeiro da taverna (escrita em 1845, representada em 18/11/1845, publicada em 1847)
  • Os irmãos das almas (escrita em 1844, reresentada em 17/11/1844 e publicada em 1846)
  • As Casadas Solteiras (escrita em 1845, representada em 18/11/1845)
  • As Desgraças de uma Criança (escrita em 1845, representada em 10/05/1846)
  • Quem casa, quer casa, provérbio em 1 ato (escrita em 1845, representada em 05/12/1845, publicada em 1847)
  • O noviço, comédia em 3 atos (escrita em 1845, representada em 10/08/1845, publicada em 1853)
  • O Usurário (escrita em 1846)
  • Os dois ou O inglês maquinista (escrita provavelmente em 1842, representada pela primeira vez em 28/01/1845 e publicada em 187

Dramas 

  • D. João de Lira ou O Repto (escrita em 1838)
  • Itaminda ou O guerreiro de Tupã (escrita provavelmente em 1839)
  • D. Leonor Teles (escrita em 1839)
  • Vitiza ou O nero de Espanha (escrita em 1840/1841, representada em 21/09/1845)
  • Fernando ou O Cinto Acusador (escrita provavelmente em 1839)

Martins Pena


 

Decreto Nº 82.385, de 05 de outubro de 1978. Regulamenta a Lei Nº 6.533 de 24 de maio de 1978, que dispõe sobre as profissões de Artista e Técnico em Espetáculos de Diversões 

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