Saudade da saudade (José Miguel Wisnik - Paulo Neves) # Eveline Hecker

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Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 12 agosto 2010 às 13:09
Puxa, Cafu
Esse seu festival Wisnik é fogo e luz de cada dia. Com o mar de Ipanema, by bike, a voz doce de Eveline e esse moço de São Paulo aqui...
Só falta trazer Zé Miguel tocando Bach para o paraíso desabar sobre as nossas cabeças.
Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 12 agosto 2010 às 13:15
No livro "O som e o sentido" há um cd desse moço bacana que compara os sons da música tonal ao mar. Até num texto aparentemente "técnico " sobre música, Zé Miguel transpira poesia.
Vou dar um jeito pra você receber esse presente.
Bjs.
Comentário de Stella Maris em 12 agosto 2010 às 13:24
Cafú, que beleza de musica. abçs.
Comentário de Cafu em 12 agosto 2010 às 13:38
Simone e Stella,
Esse vídeo é um show, não é? Rio, sol, mar, voz de Eveline - e a beleza de sua presença - mais essa canção tão linda. Obra de arte em cada pequeno detalhe.

Quando saiu "O som e o sentido" eu comprei um exemplar para presentear meu amigo Neném, que é músico e poderia aproveitar melhor as licões.

Beijos.
Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 12 agosto 2010 às 13:40
Sons, sentidos, cores, cromatismos, poesia e música: e as nossas, Cafu:

Correspondências

A natureza é um templo em que vivas pilastras
deixam sair às vezes obscuras palavras;
o homem a percorre através de florestas de símbolos
que o observam com olhares familiares.
Como longos ecos que de longe se confundem
numa tenebrosa e profunda unidade,
vasta como a noite e como a claridade,
os perfumes, as cores e os sons se correspondem.
Há perfumes saudáveis como carnes de crianças,
doces como os oboés, verdes como as campinas,
e outros, corrompidos, ricos e triunfantes,

tendo a efusão das coisas infinitas,
como o âmbar, o almíscar, o benjoim e o incenso,
que cantam os êxtases do espírito e dos sentidos.
Comentário de Stella Maris em 12 agosto 2010 às 14:12
Simone e cafú foi isto que realmente eu senti.
"Sons, sentidos, cores, cromatismos, poesia e música: e as nossas, Cafu:
Comentário de Cafu em 12 agosto 2010 às 15:51


Foto: Chema Madoz



“Mas a caça dialética é uma caça mágica. Na floresta encantada da Linguagem, os poetas entram expressamente para se perder, se embriagar de extravio, buscando encruzilhadas de significação, os ecos imprevistos, os encontros estranhos; não temem os desvios, nem as surpresas, nem as trevas – mas o visitante que se afana em perseguir a ‘verdade’, em seguir uma via única e contínua, onde cada elemento é o único que deve tomar para não perder a pista nem anular a distância percorrida, está exposto a não capturar, afinal, senão sua própria sombra. Gigantesca, às vezes, mas sempre sombra”.

Paul Valéry, Discurso sobre Estética (1937).

Antônio Risério, Textos e Tribos (1993).
Comentário de Stella Maris em 12 agosto 2010 às 16:50
Xiiiiiiii, nem ia me demorar , mas falou em Valéry,
adoro esta:

'Em poesia, trata-se, antes de mais nada, de fazer música com a própria dor, a qual diretamente não importa."
Comentário de Cafu em 12 agosto 2010 às 23:28
Pimenta no olho de quem faz, tempero na língua de quem lê...
Comentário de Simone-Rosa Tupinambá em 14 agosto 2010 às 4:18
Cafu,

Esqueci da autoria de "Correspondências", apesar de ser um poema muito conhecido de Baudelaire.

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