"Se não há solução, haverá revolução", dizem estudantes espanhóis

"Se não há solução, haverá revolução", dizem estudantes espanhóis

Publicado no Vermelho

Estudantes, professores, pais e mães ocuparam esta quinta-feira (19) as ruas de várias cidades espanholas em protesto contra as medidas de austeridade impostas no setor da educação. Em Madrid, cerca de 100 mil pessoas reivindicaram uma “Educação pública de todos”.

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Prtotesto levou uma multidão às ruas / Foto: Euronews

Após uma greve de três dias inserida numa semana de luta estudantil, que também foi marcada por manifestações e assembleias, milhares de estudantes, professores, pais e mães concentraram-se, em Madrid, contra os cortes de 4 bilhões de euros na Educação, o aumento das propinas universitárias, o aumento do horário letivo dos professores e a demissão de 50 mil docentes, que foram impostos pelo governo espanhol.

Os cerca de 100 mil madrilenos que participaram no protesto, convocado pelo Sindicato de Estudantes e pela Confederação de Associações de Pais e Mães de Alunos, contestaram ainda as medidas de austeridade implementadas na Comunidade de Madrid na área da Educação, como por exemplo, o corte de 10 milhões de euros em refeições escolares e a substituição dos apoios para compras de livros por um sistema de empréstimo.

Ao som de palavras de ordem como “Por uma Educação pública de todos” e “Se não há solução, haverá Revolução!”, a marcha, que começou na Praça Netuno e passou pelo Ministério da Educação, juntou-se, na Praça do Sol, ao protesto dos trabalhadores do Metrô de Madrid e da Empresa Municipal de Transportes. No local, um grupo de estudantes da Real Escola Superior de Arte Dramática realizou uma performance para ilustrar as consequências da austeridade no setor e assinalar a sua intenção de continuar a luta contra as medidas impostas pelo executivo de Mariano Rajoy.

“Vivam os radicais e abaixo os ultras”

Francisco García, secretário geral da Federação de Ensino das CCOO de Madrid, sublinhou, durante o protesto, que os estudantes não se importam que lhes chamem “radicais”. “Sim somos radicais e extremistas em defesa do ensino e dos direitos dos cidadãos, já o ministro é um ‘ultra espanholista’, um ultra liberal e um ultra conservador”, avançou García. “Então, sim, vivam os radicais e abaixo os ultras”, salientou, respondendo às afirmações do ministro da Educação espanhol, que afirmou que a convocatória da iniciativa “estava inspirada em supostos da extrema esquerda radical e anti-sistema”.

O protesto, durante o qual foi feito um apelo à mobilização para a Greve Geral de 14 de novembro, contou com a presença dos sindicatos UGT, CCOO e STES, bem como de Cayo Lara, representante da Izquierda Unida.

Manifestações em várias cidades espanholas


Realizaram-se ainda protestos contra os cortes na Educação em várias outras cidades do estado Espanhol, tais como Barcelona, Valência e Granada.

Conforme avança a Confederação Intersindical Galega, tiveram lugar, esta quinta feira, 23 manifestações contra os cortes na Educação nas principais cidades e vilas da Galiza.

Na Corunha, os alunos de Arquitetura da Universidade da Corunha encerraram a faculdade.

Fonte: Esquerda.net

 

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