SENADO FEDERAL Conselho de Comunicação divulga nota de repúdio à violência contra jornalistas

O presidente do Senado, Renan Calheiros, recebeu das mãos do presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS), Dom Orani João Tempesta, a nota de repúdio pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes. Os presidentes do SATED/RJ, Jorge Coutinho, e do STIC, Luiz Antonio Gerace da Rocha e Silva, o Chakra, participaram da reunião na qual foi elaborada a nota.



NOTA DE REPÚDIO

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS) vem a público repudiar a violência contra jornalistas, radialistas e demais comunicadores, que surpreende e preocupa a sociedade brasileira.  Os casos de agressões aos profissionais são um evidente atentado às liberdades de expressão e de imprensa. O mais recente deles resultou na morte do repórter cinematográfico Santiago Andrade, que foi atingido por um artefato explosivo, no dia 6 de fevereiro e não sobreviveu aos ferimentos.

Lamentamos profundamente a morte do profissional e nos solidarizamos com seus familiares, amigos e companheiros de trabalho neste momento de dor e comoção.

A morte de mais um jornalista no Brasil e as frequentes agressões a profissionais da comunicação e demais comunicadores no exercício de seu trabalho revelam a gravidade da situação e exigem ações imediatas; a sociedade brasileira precisa dar um basta a essa violência que, em última instância, prejudica a democracia brasileira.

Em 2013, foram mais de cem agressões registradas somente durante o chamado Movimento de Junho. Neste início de 2014, já são três casos de jornalistas agredidos em coberturas de manifestações, com a morte de um deles.

As agressões revelam nitidamente comportamentos autoritários de pessoas ou grupos de pessoas que não conseguem conviver com o Estado de Direito e, principalmente, com a comunicação pública. Ou ainda a ação equivocada do Estado, por meio de suas polícias que, em vez de proteger os jornalistas e outros comunicadores, tentam impedir seu trabalho. E mais, empresas de comunicação têm sido frequentemente atacadas em atos de intolerância que são igualmente repudiáveis.

Por isso, o CCS solicita ao governo brasileiro e aos governos estaduais medidas urgentes, no âmbito de suas competências, para garantir a integridade física dos jornalistas, radialistas e demais comunicadores. O Conselho de Comunicação Social também sugere às entidades representantes dos trabalhadores da comunicação e representantes das empresas de comunicação que busquem, conjuntamente, ações para garantir aos jornalistas, radialistas e demais comunicadores condições de trabalho e de segurança.

Tramitam no Congresso Nacional vários projetos que tratam da segurança dos jornalistas e demais comunicadores e o CCS está se debruçando sobre todos eles, já tendo se manifestado a favor do PL que federaliza as investigações dos crimes contra jornalistas.

Trabalhadores e empresários da comunicação e sociedade civil, representados no CCS, vão cumprir o seu papel e dar sua contribuição para o fim da violência contra jornalistas, radialistas e demais comunicadores e pedem ao poder público que também aja com o mesmo objetivo.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

 

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