Senador Aécio Neves: "Viagem de Dilma a Portugal foi uma ofensa aos brasileiros"

O senador Aécio Neves do PSDB criticou o comportamento da presidente Dilma e de sua comitiva na passagem por Lisboa, em Portugal, no último sábado (25). Segundo ele, novamente o PT confunde o público com o privado.
Provável candidato do PSDB à Presidência da República neste ano, o senador Aécio Neves(MG) reforçou nesta segunda-feira (27) o coro da oposição contra a viagem a Portugal realizada no final de semana pela presidente Dilma Rousseff.
Sem compromissos oficiais em Lisboa, onde parou no sábado (25) após decolar de Davos (Suiça) rumo à Cuba, Dilma jantou no restaurante Eleven, um dos três únicos da cidade a ter uma estrela no guia Michelin, e ficou hospedada no Ritz Four Seasons, um dos mais luxuosos da capital.
Para Aécio, a viagem foi feita "de forma dissimulada", porque, segundo ele, "tinha uma agenda que não era pública".
Infelizmente, é mais um péssimo exemplo. O PT sempre teve dificuldade de separar o que é público do que é pessoal e partidário. A história se repete. A presidente ter escolhido ficar numa suite cuja diária custa mais de 30 salários mínimos em uma viagem sem qualquer compromisso oficial, carregando um séquito de dezenas de pessoas, agride o país e ofende os brasileiros”, afirmou o senador.
Em nota, a Presidência da República afirmou que a parada técnica em Lisboa foi "adequada" porque o Airbus presidencial não tem autonomia para voar da Suíça a Cuba, onde Dilma cumpre agenda a partir desta segunda-feira.
Tratada como segredo de Estado pelo Palácio do Planalto, a passagem da presidente Dilma Rousseff por Portugal já estava confirmada e foi comunicada ao governo local na quinta-feira, o que contradiz o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, segundo quem a decisão de parar em Lisboa só foi tomada "no dia da partida" da Suíça, no sábado passado.
A última fase da viagem também rendeu críticas à presidente, que participou ontem da inauguração da primeira etapa do Porto de Mariel, a 45 quilômetros de Havana. O porto custou US$ 957 milhões, dos quais US$ 682 milhões foram financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Aécio disse que os contratos do governo federal com Cuba "não têm transparência", e que o PSDB irá solicitar informações sobre a aplicação desses recursos.
"Não são recursos privados do PT que estão sendo investidos, é verba pública, e elas precisam de transparência", acrescentou.

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