Serviço Secreto dos EUA muda regras de conduta após escândalo




28/4/2012

Serviço Secreto dos EUA muda regras de conduta após escândalo


Por Redação, com Reuters - de Washington

O Serviço Secreto dos Estados Unidos proibiu que seus agentes consumam bebidas alcoólicas em exagero e levem estrangeiros para seus quartos de hotel durante viagens ao exterior, após o escândalo sobre o suposto relacionamento com prostitutas na Colômbia neste mês.

As novas regras de conduta divulgadas nesta sexta-feira também proíbem visitas a “estabelecimentos não conceituados”, presumivelmente clubes de striptease, e dizem que agentes devem obedecer as leis norte-americanas mesmo quando no exterior.

Uma cópia foi fornecida à agência inglesa de notícias Reuters pelo Serviço Secreto e um porta-voz disse que as regras estavam em vigor imediatamente.

O anúncio das novas regras acontece duas semanas depois do escândalo de que agentes secretos e militares teriam levado prostitutas para seus quartos de hotel durante uma noite de bebedeira e farra na cidade colombiana de Cartagena, pouco antes da chegada do presidente norte-americano, Barack Obama, para uma reunião da Cúpula das Américas.

Nesta semana, o Serviço Secreto começou a investigar as alegações de um caso semelhante de mau comportamento antes de uma viagem presidencial a El Salvador em 2011, o que parece contradizer os argumentos oficiais do governo de que o episódio colombiano deve ter sido uma anomalia.

Com o anúncio dessa sexta-feira, a agência tenta encerrar um capítulo de seu pior caso de suposto mau comportamento em décadas, que constrangeu os Estados Unidos e ofuscou a participação de Obama na cúpula.

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UOL, 15/04/2012

Cúpula das Américas termina com fracasso por impasse sobre Cuba

Reuters Andrew Cawthorne e Brian Ellsworth
De Cartagena, Colômbia

A forte oposição de países da América Latina contra as sanções impostas a Cuba pelos Estados Unidos deixou o presidente norte-americano Barack Obama isolado na Cúpula das Américas. O encontro terminou neste domingo sem produzir uma declaração final e com presidentes retornando aos seus países antecipadamente.

"Não houve declaração porque não houve consenso", afirmou anfitrião da Cúpula, o presidente colombiano Juan Manuel Santos. Ele buscou minimizar críticas de que a reunião foi um fracasso, dizendo que as diferentes visões são um sinal de saúde democrática da região.

A presidente Dilma Rousseff decidiu antecipar o regresso para Brasília e, em comum acordo com o presidente colombiano, cancelou a reunião bilateral que ambos teriam após a cúpula. Oficialmente o Palácio do Planalto informou que o retorno antecipado deveu-se a uma decisão da presidente de chegar mais cedo em Brasília e evitar cansaço extra.

Apesar da tentativa de minimizar o fracasso, o final do encontro de dois dias mostrou que o ambiente da Cúpula de Cartagena contrastou com o evento de 2009, em Trinidad e Tobago, quando Obama, lobo após ter sido eleito, foi recebido como uma estrela de rock.

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Dessa vez, o presidente norte-americano foi alvo de diversas insatisfações e saias justas. O principal problema da delegação dos EUA foi quando 16 integrantes da segurança pessoal de Obama foram pegos em um embaraçoso escândalo de prostituição.

A saga da prostituição foi um duro golpe para o prestígio dos guarda-costas do serviço secreto norte-americano e acabou se tornando o inesperado assunto do evento, realizado na cidade histórica de Cartagena. "Pessoas responsáveis por fazer a segurança do presidente mais importante do mundo não podem cometer o erro de se envolver com uma prostituta", afirmou o guia turístico de Cartagena, Rodolfo Galvis, 60.

Onze agentes foram enviados de volta aos EUA e cinco militares foram afastados de suas funções depois de tentarem levar pelo menos uma prostituta para o hotel onde estavam hospedados, um dia antes da chegada de Obama.

Um policial local disse à Reuters que o caso atingiu o ápice quando funcionários do hotel tentaram registrar a prostituta na recepção, mas agentes recusaram e mostraram seus documentos de identidade.

"Alguém encarregado de cuidar da segurança do homem mais importante do presidente do mundo não pode cometer o erro de se envolver com uma prostituta", disse o guia turístico Rodolfo Galvis, 60 anos, de Cartagena. "Isso prejudicou a imagem do Serviço Secreto (dos EUA), não a Colômbia."

Para ler outras matérias bem porretas, visite o 'Carcará' - http://carcara-ivab.blogspot.com

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