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Preconceito sempre existiu e, certamente, jamais terá fim; mas é preciso que se criem mecanismo cada vez mais eficientes e eficazes para a sua diminuição máxima e, principalmente para evitar danos aos indivíduos e coletividades. No caso brasileiro a história do preconceito tem seu alicerce a partir do processo de colonização e, consequentemente, com as primeiras ações daqueles que foram tornados na primeira elite do país. Mais precisamente, os costumes desses supostos "donos " do Brasil foram fundamentados no preconceito, seja contra os índios, negros, ou mesmo, mais tarde, contra os mestiços nascidos nessas terras a partir do cruzamento entre as três etnias as quais constituem todo o nosso caldo cultural.
Como bem lembrou o saudoso professor Darcy Ribeiro, em sua obra O povo brasileiro, esses mestiços eram considerados os ninguém, ou seja, gente que não tinha de fato uma origem que pudesse dizer que era de uma classe considerável; foi essa gente que formou a camada popular, ou, melhor dizendo, os pobres, considerados ignorantes, indecentes e indisciplinados; daí a alcunha de preguiçosos, tendo em vista que em geral não se submetiam com facilidade ao processo de exploração e humilhação desencadeada pela empresa colonizadora e com o aval da Igreja.
A nossa elite conservadora foi formada inicialmente por proprietários de terras, que por sinal foram adquiridas da forma mais ignobel possível, quando das capitanias hereditárias e, em seguida pela burguesia industrial; pois bem essa elite toma conta do pais, estabelece suas leis e cria todas as condições possiveis para que permaneça ad eternum no poder. Para tanto, trouxeram uma educação cristã, adotaram uma pedagogia da exploração e da imbecilização em nome de Deus. E é essa a ideia que a nossa elite de hoje, a mais horrenda e conservadora possível procura manter. Como não conseguiram eleger o seu representante, aquele do bolinhagate, tentam a todo custo desqualificar a eleição da nossa primeira mulher presidente do País. Com isso não faltam demonstrações de preconceitos, racismo e discriminação contra os nordestinos em especial, como protagonizou a jovem estudante de direito de São Paulo ao afirmar "nordestino não é gente; por favor, afoguem um nordestino".
A mais recente demonstração de preconceito e truculência foi destilada por um jornalista da Globo de Santa Catarina, quando culpou os pobres que possuem carros pelos acidentes de trânsito.
Como não bastou toda a campanha sórdida e hedionda feita pelo candidato tucano derrotado à presidência e apoiado pelos setores mais conservadores da sociedade, essa elite agora estrebucha como cão raivoso. Estamos em outros tempos, felizmente e cada dia mais o povo se torna mais esclarecido e já não acredita mais nas mentiras da imprensa golpista; por isso tentam desqualificar o Enem, a Dilma, Lula e ignoram o crescimento do país e os fatos que comprovam o quanto estamos melhorando.

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Tags: elites, pobres, preconceito

Comentário de Nonato Pereira em 17 novembro 2010 às 16:09
O preconceito não existe desde sempre. O preconceito existe desde o momento em que uns passaram a explorar outros. O preconceito é um mecanismo de controle da classe dominante e se reproduziu em todas as direções e para todos os usos.
Comentário de Levy Luiz Souza Santos em 20 novembro 2010 às 0:56
Mente tacanha e pobreza de espírito é a definição exata dessa gente. Como dizia Jesus, "...o que contamina não é o que entra, mas o que sai da boca do homem". Mas como disse alguém, "Apiedemo-nos dos inabaláveis, pois eles, coitados, de boca tão seca de desapontamento ante à acachapante derrota, não dispõem do mínimo de saliva para lamber as feridas." hehehe

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