Talentos em Revista: Henriqueta Brieba nos bastidores com Simon Khoury (Parte IV)


Henriqueta Brieba em Paulista de Macaé, de Marques Porto. Rio 1927. Acervo Henriqueta Brieba/FUNARTE


Eu também, quando quero ser turrona, sou. E das brabas.” Nesta parte da entrevista - e finalizando a série sobre a grande atriz do teatro, rádio, cinema e televisão brasileiros, Henriqueta Brieba, - ela nos conta sua versão da briga com Luiz Peixoto, considerado por muitos o maior autor das revistas e, por todos, um dos grandes compositores da nossa música popular.
Briebinha, quando brabinha, era fogo! :)))


Vale ressaltar, até para que a justiça seja feita, o registro e a lembrança da admirável e extensa atividade de Simon Khoury em prol da memória das artes no Brasil. Seu acervo de 638 entrevistas gravadas (média de 6 horas cada uma) possui cerca de 150 com grandes atores de teatro, muitas delas publicadas em livros pela Editora Leviatã. Mais informações sobre o extraordinário trabalho de Khoury nesta entrevista à Eunice K. Pacelli.




Cafu



S.K. Só acho um pouco estranho que, em tanto tempo de carreira, você não tenha topado com nenhum problema sério com um colega, um diretor, autor ou empresário.
H.B. Você pode pensar que é mentira, pois hoje muitos atores se queixam uns dos outros. Mas o que é que eu posso fazer? Nunca briguei com empresário algum, só tive bons colegas, nunca vivi no meio de fofocas e, com autores, só tive desavença com um.

S.K. Quem foi?
H.B. O Luiz Peixoto.


S.K. Grande compositor! “Maria, o teu nome principia na palma da minha mão...”
H.B. É, ótimo compositor que fez uma boa ursada comigo! Quando percebeu que eu dei fé na maldade que ele tinha preparado deu um pulo para trás e quis tirar o corpo fora. Quando eu era solteira e trabalhava no Teatro São José, fui dirigida por ele. Eu contracenava com o Costinha português e fazia três papéis: o de uma menina serelepe, o de uma boneca e o da mulata, tinha que me pintar toda de negro...Espera aí, estou ficando biruta, eu fazia nesta revista quatro papéis. No final do espetáculo, eu fazia um travesti... E fazia o papel de um tenente também. E nessa coisa de tirar uma roupa e botar outra, tirar uma maquilagem e preparar outra, o tempo era muito curto e não pude cuidar direito de mim. Resultado: Peguei uma corrente de ar e fiquei gripada. Foi uma gripe braba e, pra me poupar um pouco, decidi não fazer mais um dos números, e pedi permissão ao Luiz Peixoto pra deixar de fazer a mulata por algum tempo, até sarar da gripe. Para maquiar o corpo todo, eu tinha que ficar nua, podia até pegar uma pneumonia. Ele não gostou e não permitiu, alegando que eu era paga pra trabalhar e não estava sendo profissional. Resolvi enfrentá-lo e disse que faria a mulata, mas que não ia mais me pintar de negro. Todo o pessoal ficou do meu lado e me deu força. Khoury, era um esforço tremendo o que eu tinha que fazer. Quando fazia a boneca pintava todo o meu rosto com bolinhas vermelhas, saía de cena, tirava a roupa, lavava o rosto, me pintava toda de preto, fazia o meu número da mulata, voltava pro camarim, tomava um banho frio correndo e tinha que botar a roupa do tenente, e tudo isso em 10 minutos. Era uma judiação! Eu já estava afônica e resolvi desobedecer ao diretor, e ele foi correndo se queixar aos empresários, que logo mandaram me chamar. O Sr Domingos falou: “Briebinha, o que está havendo com você?” E eu contei tudinho a ele:”Está ocorrendo isto assim, assim...” O Sr. Domingos viu que eu estava completamente sem voz e, muito compreensivo, pediu que eu procurasse o Luiz Peixoto e dissesse a ele que eu tinha sido autorizada a fazer a mulata sem maquilagem. Falei com o diretor. Ele não disse nada, mas ficou com muita raiva. Eu estava com a razão, meu Deus! Imagine você quando havia duas sessões! Eu saía do Teatro feito um trapo. Aí o Luiz Peixoto ficou sem falar comigo e, quando eu passava por ele, virava a cara, parecia uma criança. Passou-se o tempo, eu me casei e fui convidada pelo Marques Porto para trabalhar no Teatro Recreio. Eu adorava o Marques, que também gostava muito de mim e escrevia números originais para eu representar, muita coisa de parceria com o Luiz Peixoto. Fiz algumas revistas e até aí tudo bem. Só que o Luiz viajou para França e voltou entusiasmado, me chamou, me tratou muito bem e disse que tinha trazido dois números feitos sobre medida para mim e eu iria fazê-los contracenando com o grande Mesquitinha. Um número era
Foxtrote e outro era um cega-regra.

S.K. Cega o quê?
H.B. Ué! Você não sabe o que é cega-regra?

S.K. Eu não graças a Deus!
H.B. Minha Nossa Senhora, onde é que nós estamos! Cega-regra é o mesmo que as duplas caipiras fazem, um pergunta e o outro responde, falando ou cantando. Existe um tema como base, e os dois artistas vão desenvolvendo, improvisando, criando, em torno daquilo. Um prepara a piada e outro faz a graça , e vice-versa. Bem, mas como eu estava falando, eu ia trabalhar com o Mesquitinha, porque quem desejava isso era o meu amigo Marques Porto, e foi aí que se deu a melodia. Meu amigo faleceu, e o Luiz Peixoto, que só estava me tratando bem devido à minha amizade com seu parceiro, quando me viu sozinha botou as garras de fora, pois nunca tinha esquecido aquela discussão no Teatro São José, e resolveu me tirar da revista. Ele contratou outra atriz, e fiquei de fora. Aí fui falar com o Sr. Neves, que era dono da Cia., e como ele sabia que o Luiz Peixoto tinha pinimba comigo tentou contornar a situação, dizendo: “Briebinha, sei que você é uma atriz competente, que tem muita boa vontade, faz qualquer tipo de papel, mas estou achando você um pouco cansada e merece uma estação de águas com seu marido. Escolha o lugar, viaje, divirta-se e deixe tudo por minha conta”. Recusei o oferecimento e disse ao Sr. Neves, educadamente, que, quando eu quisesse fazer uma estação de águas, meu marido seria responsável pelos gastos, e, já que não ia participar da revista, de modo algum poderia aceitar o dinheiro dele e iria embora. O Sr. Neves exclamou: “O que é isso, Briebinha?” Respondi: “É isso mesmo, Sr. Neves, estou lhe avisando, não gosto de discussões, o senhor sabe muito bem que tenho pavor a baixarias. Vou embora!” Aí o Sr. Neves disse que eu iria tomar parte na revista de qualquer maneira, e, durante vários dias, enquanto se fazia a distribuição de papeis e se ensaiavam as primeiras cenas, eu ia ao teatro e ficava quietinha, sentadinha numa poltrona da platéia, aguardando ser chamada. Naquela época, eu só andava com uma boina na cabeça. Depois de uma semana o ensaiador João de Deus me chamou e disse que não tinha nenhum papel pra mim, e que eu estava perdendo meu tempo indo todos os dias ao teatro. Me levantei, peguei minha boina, fui até o Sr. Neves e disse a ele que estava me demitindo e que só iria fazer O Mártir do Calvário durante a Semana Santa, e mesmo assim porque tinha dado minha palavra a ele. Ele insistiu, mas fui dura:”Enquanto o Sr. Luiz Peixoto fizer parte de sua companhia, o senhor não conte comigo. Ele vive fazendo picuinha comigo, eu não estou disposta a aturar este tipo de coisa. Estou resolvida, e adeus. Passar bem”. Quando ia saindo do teatro, me encontrei com o Luiz Peixoto, que me disse cinicamente e com um sorriso de vitória:”Você está muito nervosa!” Aí, meu filho, disse a ele tudo o que eu tinha que dizer.

S.K. Soltou palavrões em cima do grande autor?
H.B. Não. Só passei a dizer palavrões de uns anos pra cá, e assim mesmo em cena.

S.K. Em que peça?
H.B. À Moda da Casa (Flávio Márcio), que fiz com Yara Amaral uns anos atrás no Teatro Gláucio Gil, e em Caixa de Sombras, que fiz com Lilian Lemmertz.

S.K. Que palavrão você falava?
H.B. Filho daquilo. (RISOS.) Fora do palco não sei dizer palavrões e não digo mesmo, nem que a vaca tussa! Todo mundo se admira. Não é puritanismo, não, é falta de hábito mesmo. Você não quer que eu continue a história?

S.K. Pensei que tinha acabado.
H.B. Bom, eu estava saindo do teatro quando me encontrei com o Luiz Peixoto. Eu estava com meu marido e pedi a ele que me esperasse na rua, porque queria falar a sós com o diretor. Meu marido sempre foi um pouco nervoso, e fiquei com medo de que estourasse um escândalo, uma briga, ali no meu local de trabalho. Quando fiquei a sós com o Luiz Peixoto, falei: “Não estou nervosa, não senhor, e não vou dizer mais nada, porque felizmente tenho um marido que é homem e está me aguardando lá fora. O senhor é tão sujo, mas tão imundo e sem-vergonha que, se eu botasse os cinco dedos da minha mão na sua cara, não ia ter água sanitária que limpasse a minha mão!” Ele tentou parlamentar, e eu alteei meu tom de voz: “E não fale nunca mais comigo. Se o senhor se encontrar comigo na rua, por favor, passe para o outro lado da calçada, caso contrário a coisa vai ferver!” Cá entre nós, eu sabia que ele não ia fazer nada, e aquilo que eu fiz foi mais uma encenação, foi bravura de mocinha. Só sei que ele ficou caladinho, e saí do teatro de cabeça erguida.

S.K. Nunca mais vocês se falaram?
H.B. Fizemos as pazes muitos anos depois - no fundo eu gostava dele e sabia que tinha valor - , mas foi ele quem veio falar comigo. Eu tinha ido até o Teatro Carlos Gomes encontrar meu marido, e ele estava no bar do teatro, onde todos os artistas se encontravam para matar o tempo. Quando me aproximei do meu marido, como sempre fui uma criatura bem-educada, dei um cumprimento geral: “Boa noite, pessoal!” E então ouvi uma voz atrás de mim:”Oh, Briebinha, já está na hora da gente acabar com isso. Vamos lá, fale comigo, diabo.” Eu tinha fingido que não o tinha visto. Eu também, quando quero ser turrona, sou. E das brabas. Virei simpaticamente pra ele e disse: “Você não tem vergonha mesmo. Está muito bem, acabou. Vamos voltar às boas.” (EMOCIONA-SE.) Essa foi a única coisa séria que me aconteceu em toda minha carreira.

S.K. Você brigou com um gênio da música popular brasileira, Briebinha. O homem deixou uma porção de clássicos. Quer ver alguns? “Ai Yoyô”, “Na Batucada da Vida”, “Maria”, “Tome Polca”, “Disseram Que Eu Voltei Americanizada”, “É Luxo Só”, “Por Causa Desta Cabloca” e uma porção de outras músicas importantes.
H.B. Eu sei.



Bastidores I (Tônia Carrero, Henriqueta Brieba, Cláudio Correa e Castro, Paulo Gracindo) - Entrevistas a Simon Khoury. Editora Leviatã. 1994.

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Comentário de Teatro de Revista em 18 junho 2009 às 15:31

Quem parte leva, saudades de alguém...
Bô Francineide e sua pornô-mamãe para alegrar a despedida e refrescar nossa memória afetiva!
Comentário de Helô em 18 junho 2009 às 16:47
Cafu
O que mais dizer da maravilhosa Briebinha? Talentosa, sensível, corajosa... uma mulher de fibra! Eu bem disse que começava a ficar triste porque a série estava terminando. E agora, além de triste, fiquei emocionada com o final da entrevista. Que achado o seu! e quanto a Henriqueta nos ensinou nessa entrevista.
Valeu, minha amiga! Palmas pra você, pro Simon e pra Grande Brieba!!!
Beijos.

Comentário de Cafu em 18 junho 2009 às 16:50
Helô,
Muito obrigada pela caricatura do Simon Khouri, de ladinho. O link para entrevista ficou bem melhor do jeito que você colocou. Viva nossa editora-chefe!
O Simon é outro gigante. Merece um post só pra ele.
Snif, snif. Saudades da Henriqueta.
Beijão.
Comentário de Oscar Peixoto em 18 junho 2009 às 18:02
A quem interessar possa: não sou descendente do Luiz :)))
Abraços
Comentário de Teatro de Revista em 18 junho 2009 às 18:57
Cafu, Helô e Laura,
Essa entrevista com a Brieba é com certeza o melhor material que postamos até aqui. A exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista caiu ontem. Enquanto ele caía -e caiu de podre mesmo- você provava aqui o quanto a imposição do canudo era inútil e contrariava o bom senso.
Essa matéria indica um bom caminho editorial a seguir. A cada mês podemos publicar uma entrevista. Se for longa publicamos em capítulos, como você fez. E vamos começar a pensar em produzir entrevistas originais. Isto é, nós (ou um de nós) entrevistarmos alguém. São poucos (acho que não tem mais ninguém por aí) os artistas vivos que atuaram nas revistas dos anos 20 e 30. Mas são muitos os que atuaram a partir dos anos 40 e todos estão atuantes e acessíveis. Bibi Ferreira é uma, embora menos acessível -ela é meio difícil. Vamos pensar em nomes e ver até onde vão nossas pernas e o que podemos fazer.
Essa briga da Brieba com Luiz Peixoto me fez lembrar de histórias que sempre ouvi, sobretudo contadas por meu pai. Ele conhecia o Luiz Peixoto, que também atuava na imprensa -foi grande caricaturista- e a cada vez que o encontrava era briga na certa. Espinafrava e descompunha geral o Peixoto, sem a educação e a elegância da Brieba. Era na base do palavrão mesmo. Tinha a ver com o tio Agostinho e outros autores dos anos 20 e 30. Luiz Peixoto, o único daquela geração de autores que viveu muito, não mencionava os demais -Carlos Bittencourt, Otávio e Álvaro Quintiliano, Ary Pavão, Luis Iglesias, Afonso de Carvalho, Paulo Orlando, Marques Porto etc.
Na entrevista, Brieba revela um outro traço desagradável da personalidade de quem foi um dos maiores autores da revista e letrista de vários clássicos da nossa música.
Mais adiante vou publicar a história de uma vaia célebre -o fracasso da revista "Vai dar o que falar", da parceria Marques Porto/Luiz Peixoto, música de Ary Barroso e com Carmem Miranda no elenco. Tudo para dar certo, mas não deu. Luiz ficou mal nessa história também.
beijão
Henrique Marques Porto
Comentário de Laura Macedo em 18 junho 2009 às 20:24
Gigante Henriqueta Brieba!! Que entrevista!!
Valeu Cafu!
Uma das minhas leituras prediletas são as biografias e entrevistas (com pessoas interessantes, é óbvio).
Henrique sua ideia de publicarmos uma entrevista por mês é ótima. Vamos nos organizar nesse sentido.
Colegas, quanto aprendizado em tão pouco tempo de vida da nossa página do Teatro de Revista. E olhe que acabamos de entrar em cena...UAU!
Beijos a todos.
Comentário de Helô em 18 junho 2009 às 20:47
Vou entrar na fila das entrevistas.
Descobri uma entrevista magnífica da Bibi Ferreira no "Sem Censura". Somente em um bloco ela fala um pouquinho sobre o Teatro de Revista, mas acho que vale a pena transcrever o que disse a Bibi. O que vocês acham? Ou então, quem se habilita a entrevistá-la? :))
Aproveito, e falo um pouco sobre o Procópio. Já garimpei algumas boas fotos e caricaturas dele.
Beijos a todos.
Comentário de Teatro de Revista em 18 junho 2009 às 23:44
Cafu, Helô e Laura
Ajudem num lance aqui com o qual encasquetei. Na entrevista Brieba conta:
"(...) Meu amigo [o Marques Porto] faleceu, e o Luiz Peixoto, que só estava me tratando bem devido à minha amizade com seu parceiro, quando me viu sozinha botou as garras de fora, pois nunca tinha esquecido aquela discussão no Teatro São José, e resolveu me tirar da revista. Ele contratou outra atriz, e fiquei de fora. (...)".
Que revista seria essa? Brieba não diz o título. Se já estavam ensaiando é porque a peça estava escrita e pronta. Mas, tio Agostinho faleceu em 12 de fevereiro de 1934, um domingo de carnaval. [Ary Barroso também morreu num domingo de carnaval, 30 anos depois. Que coisa, ein...] Estava em cartaz uma revista carnavalesca dele em parceria com Paulo Orlando, "Ri...de Palhaço", pegando a onda do sucesso da marchinha de Lamartine Babo, e que serviu de argumento para o filme "Está Tudo Aí", dirigido e estrelado por Mesquitinha. Seria essa a peça mencionada por Brieba? Ou seria outra, programada para entrar logo em seguida ou pouco depois do carnaval? Revistógrafo morto sai de cartaz! Certo? Certo...Só que Revistas eram escritas em parceria -dois, três e até quatro parceiros.
A informação que tenho é que "Ri...de Palhaço" é a última revista assinada por Marques Porto. O título faz blague com a ária famosa da ópera "I Pagliacci" ("Riddi, pagliaccio, sul tuo amor infranto..."). Blague de Lamartine com a frase inicial da ária e "plágio" intencional do tema central da música de Ruggiero Leoncavallo.
O que fez Luiz Peixoto? Manteve o nome do falecido parceiro? Reescreveu todo o texto? Convidou outro escritor? Mistério.
beijão
Henrique Marques Porto
Comentário de Cafu em 19 junho 2009 às 0:18
Amigos,
Como disse no primeiro post, a entrevista original é bem maior e mais completa. Eu selecionei as conversas relacionadas ao Teatro de Revista por causa do nosso interesse pelo assunto e por problemas de espaço.
Quando escolhi este título, Talentos em Revista, tinha justo em mente continuar a "série" com biografias ou entrevistas de pessoas que participaram das Revistas como atores, diretores, autores, músicos, compositores, técnicos, e que pudessem revelar a sua experiência "de dentro" do ofício.
Entrevistas são material riquíssimo, dependendo do talento do entrevistador em extrair boas estórias. Vejam quanta coisa aprendemos sobre o funcionamento do teatro com a Henriqueta: "festival", "ponto", "caco", "sobrete", "cantante", "cega-regra", os primeiros nus, o vestuário, a duração e dinâmica dos espetáculos, a relação com a música popular e o carnaval, etc.
Apóio com entusiasmo a publicação de entrevistas. Se forem produzidas por algum de nós, melhor ainda. Mas acho interessante deixar em aberto a quantidade e regularidade das mesmas. Como moramos cada um numa cidade diferente, pesquisamos ao sabor do acaso e das ondas da net ou garimpamos em livros antigos, convém mantermos a abertura para as surpresas do tempo e da história. Espero que sejam muitas.
Beijos.
Comentário de Teatro de Revista em 19 junho 2009 às 0:20
Henrique
O livro do Salvyano não ajuda muito, mas comenta a morte do tio Agostinho na estação de águas de Caxambu, em Minas Gerais, no capítulo "Eu vou cair no frevo - 1934" (página 393).
Pouco depois, fala sobre a revista "Há uma forte corrente" e entra em "Ri...de...Palhaço".
"De carreira bem mais curta foi Ri...de...Palhaço, lançada no Carlos Gomes a 26 de janeiro. Último libreto carnavalesco de Marques Porto, de parceria com Paulo Orlando, tinha todo um repertório musical de vários autores apropriado para excitar os foliões. O número principal era a marcha onomatopaica de Lamartine Babo "Ride palhaço", de retumbante sucesso, gravada por Mário Reis em disco Victor, 33.887-A".
Não vou me estender, porque ele não esclarece o fato, porém mais à frente, li que a revista seguinte no Carlos Gomes foi "Alô...Alô...Rio", que estreou em 6 de abril. Será que Luiz Peixoto entrou substituindo o Marques Porto em Ri de Palhaço? É uma possibilidade.
Acho que precisamos fazer uma relação dos mistérios do Teatro de Revista :))
Beijos. Helô.

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