Theatro Musical Brazileiro - Parte I (1860/1914) CCBB - Brasília (ÚLTIMA SEMANA)


THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO 1860 -1916 - Homenagem a Luiz Antônio Martinez Corrêa

De uma pesquisa minuciosa realizada pelo diretor Luis Antônio Martinez Corrêa (1950 - 1987), junto com a atriz e cantora Annabel Albernaz e com o músico pianista Marshall Netherland, nasceu o musical antológico Theatro Musical Brazileiro - Partes I (1860/1914) e II (1914/1945).

O primeiro espetáculo rendeu para Martinez – um precursor dos musicais brasileiros – o prêmio Mambembe de melhor diretor em 1985. Pelas mãos de Bibi Ferreira essa montagem retornou aos palcos do Rio de Janeiro em 2009 com grande sucesso e, no dia 8 de janeiro de 2010, chega a Brasília, abrindo uma nova temporada no Centro Cultural do Banco do Brasil.

Theatro Musical Brazileiro - Parte I (1860/1914) leva a assinatura de Marcelo Alonso Neves, na direção musical, e Fábio Pilar, na direção geral, o que garantiu fidelidade à remontagem. Este último trabalhou com Luis Martinez durante seis anos como ator e diretor artístico na primeira montagem. “É prazeroso dirigir um espetáculo que resgatou antológicos, mas ainda contemporâneos, números musicais dos gêneros que predominaram no teatro brasileiro na virada do século XIX”, afirma emocionado.

Os números musicais de revistas, burletas e comédias musicais revelam quase um século de teatro (1860-1945) e foram construídos a partir de libretos e partituras de revistas e comédias musicais desse período de ouro dos musicais

No palco, os atores-cantores Jorge Luís Cardoso, Édio Nunes, Luiz Niucolau, Renata Celidonio, Helga Nemeczyk e Mona Vilardo se alternam em meio a cenários da época, criados por Analu Prestes, e por intermédio de seus personagens e ricos figurinos, assinados Kalma Murtinho, apresentam diversos ritmos – quadrilhas, opereta, valsa, mazurca e tango – em números como: Os Caprichos do Diabo e Fandanguassu, de Carlos Bethencourt e Luiz Moreira, A Filha de Maria Angu (recriação brejeira de La Fille de Madame Angot, de Charles Lecocq) e Tango do Malandrismo, de Artur Azevedo.

O roteiro inclui sátira social - como uma cena em torno do jogo do bicho - e números românticos, com pitadas de ingenuidade e picardia. Mas o principal ingrediente da montagem é a brasilidade que se revela por trás do painel teatral.

“A contribuição de Luiz Antônio para o teatro musical brasileiro é exponencial. Se hoje temos esta qualidade de espetáculos, devemos ao olhar visionário dele. Esse espetáculo é uma forma de homenageá-lo e relembrar seu trabalho de forma prática e sem nos afastar do seu intento original”, afirma Claudia Vigonne, responsável pela produção.

Essa homenagem a Martinez, que marcou as comemorações pelos 20 anos do CCBB do Rio de Janeiro, emocionou familiares do diretor teatral “Essa homenagem fez a viagem de volta aos melhores momentos destacados pelo Prêmio Mambembe que muito bem entregou-o como “O dístico Oswaldiano: Amor e Humor”, daí o imenso sucesso. Meu irmão é imortal tal quais suas pesquisas que gravaram-se nos palcos e nas interpretações de tantos artistas”, diz Maria Helena Martinez Corrêa de Carmargo.

FICHA TÉCNICA:

THEATRO MUSICAL BRAZILEIRO I (1860 – 1914)

Roteiro e pesquisa: Luis Antonio Martinez Corrêa e Marshall Netherland

Surpevisão geral: Bibi Ferreira

Direção: Fábio Pilar

Direção musical e arranjos: Marcelo Alonso Neves

Treinador vocal: Jorge Luís Cardoso

Projeto de sonorização: Andréa Zeni

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurinos: Kalma Murtinho

Figurinista assistente: Lydia Quintaes

Costureiras: Madalena Albuquerque e Márcia Queiroz

Alfaiate: Deolino

Cenário: Analu Prestes

Coreografia: Suely Guerra

Fotos: Oséas Jarmouch Brito e Vicente Maués

Programação visual: Ana Lopes

Coordenação artística: Cláudia Vigonne

Cenotécnico: Beto de Almeida

Operador de som: Bernardo

Operador de luz: José Cosme

Operador de canhão: Roberto Kalpakian

Camareiras: Aracy Kalpakian e Madalena Albuquerque

Contra-regra: Gilberto Santos

Contador: Marcos Motta

Direção de produção: Júnior Figueiredo

Coordenação geral de produção: Teca Vianna

Produção executiva: Dani Carvalho e Aparecida Vianna

Realização: Vigonne Produções Artísticas e Culturais Ltda.


ELENCO:

Helga Nemeczyk
Jorge Luís Cardoso
Édio Nunes
Mona Vilardo
Luiz Nicolau
Renata Celidonio

Mímico: Carolina Nemetala

Atores substitutos: Nicolau e Cláudia Vigonne

MÚSICOS:

Pianista: Cristina Bhering

Contrabaixista: João Mário

Percursionista: Afonso Neves

ALGUMAS CANÇÕES:

I. Quadrilha de A Princesa dos Cajueiros – ópera-cômica;

II. A Corda Sensível;

III. Trunfo Às Avessas – ópera cômica;

IV. De A Filha de Maria Angu;

V. O Vampiro;

VI. Amor Tem Fogo Tem Fogo Amor;

VII. Tango do Malandrismo;

VIII. De a Capital Federal;

IX. De o Mambembe;

X. Da Opereta os Caprichos do Diabo;

XI. Da Revista Fandanguassu;


Serviço:

Theatro Musical Brazileiro - Partes I (1860/1914)

Local: Centro Cultural do Banco do Brasil de Brasília

Endereço: SCES, Trecho 02, lote 22

Pré-estréia: 07/01/2010 - às 21h (para convidados)

Data: 08 a 24 de janeiro de 2010

Horário: De quinta a sábado, às 21h, domingo às 19h e 30min

Recomendação etária: livre

Tempo de duração: 75 min.

Entrada: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

Tel: (61) 3310-7087



Fonte:


http://www.brasiliaweb.com.br/lazer.asp?id=6469&tipo_id=3&t...


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Exibições: 441

Comentário de Laura Macedo em 22 janeiro 2010 às 20:43
Cafu,
Delícia de espetáculo. Fiquei com água na boca.
Bela homenagem ao Luiz Antônio Martinez Corrêa. Se não estou enganada foi ele quem dirigiu "A Ópera do Malandro", de Chico Buarque.
Beijos.
Comentário de Cafu em 22 janeiro 2010 às 21:15
Laurinha,
É ótimo! Já vi 2 vezes e vou ver uma terceira. Lembrei muito de você, da Helô, da Marise, do Henrique e do Óscar quando assisti à peça. Seria maravilhoso se pudéssemos assistir juntos, em algum momento que a vida nos conecte numa conjunção iluminada. :)

A primeira vez foi estranha. Nossos ouvidos modernos não são acostumados a escutar os ritmos do final do século XIX e início do século XX (valsinhas, cançonetas, tanguinhos brasileiros, maxixes) nem estamos familiarizados com os temas, a linguagem da época, o modo de cantar (de forma operística). É meio esquisito e difícil de entender.

Já a segunda vez foi puro deleite. Tudo da maior qualidade: os atores, os músicos, o cenário, as interpretações, o vestuário, a escolha do repertório, as danças. Muita coisa de Artur de Azevedo, mas também Carlos Bittencourt, Nicolino Milano, Assis Pacheco etc.
Uma pesquisa honesta, rigorosa e muito bem realizada no palco. Aplausos calorosos que eles merecem: clap, clap, clap!
Beijos. ..
Comentário de Helô em 25 janeiro 2010 às 13:16
Que legal, Cafu!
Estou curtindo um pouco do espetáculo com os vídeos do YouTube.
Seria mesmo um barato a gente assistir, juntos, a um show musical. Aliás, o encontro da turma será bom de qualquer jeito, com ou sem musical. :))
Beijos.


Comentário de Helô em 25 janeiro 2010 às 13:21
Paulista de Macaé...
Conheço esse nome não sei de onde :)))
Comentário de Cafu em 25 janeiro 2010 às 13:52
Estou cruzando os dedinhos para eles reapresentarem também a parte II (1914/1945). Tomara!!!
A parte I foi uma delícia de espetáculo. Teve trechos da Maria Angu e de O mambembe do Artur Azevedo; um vampiro hilário que atacou o pescoço de uma moça da platéia e saiu gritando: Supimpa! Supimpa! KKKKKK ; um tango, de chorar de rir, da mulata e do guarda-civil da peça Fandanguassu do Carlos Bittencourt e Luiz Moreira; outro de um general assanhado que queria arrancar a todo custo um beijo da moça (de Batista Diniz e Nicolino Milano); e muitas coisas brejeiras, apaixonadas e delicadas. Amei, como diz a Laurinha.
Beijos.
Comentário de Cafu em 25 janeiro 2010 às 14:09
Helô,
Da segunda vez que fui, tinha uma criança na platéia que dava cada risada gostosa! Era um show à parte. A atriz fez até um "caco" com ela. Ontem, ao meu lado, estava uma menininha de uns 2 anos e maio, no colo do pai, absolutamente encantada: bateu palmas, mandou muitos beijos para o elenco, riu bastante. Bem à maneira do teatro de revista antigamente: uma diversão de toda a família (até o Juiz Melo meter sua colher conservadora onde não foi chamado).
Beijos.

Beijos.

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