foto do site:novohamburgo.org

Estamos na semana que muitos comemoram o Dia do índio, mas comemorar o que? Estamos vendo e lendo através da imprensa os descasos para com o nosso povo.  No entanto o mais revoltante é o desconhecimento pela maioria dos brasileiros que talvez não queiram confessar sua etnicidade por vergonha do chamado bulling.


Temos falado muito sobre extinção indígena que possui diversas formas de ser executada, mas existe aquela na qual algumas falsas lideranças se deixam envolver por sentimentos pequenos como a ganância e querendo provar que tudo lhes é permitido, acabam caindo nas armadilhas políticas, religiosas e passam a ser conduzidos por caminhos que colaboram com os problemas existentes em suas comunidades.

Não sou contra políticos ou religiosos, pois estamos no Sec. XXI, mas penso que determinados assuntos ou decisões devem ser tomadas pelo próprio povo indígena, de acordo com as suas necessidades e não de quem  tenta de todas as formas, usar o poder para comandá-los.

Da forma que a situação está sendo conduzida a cultura indígena está sendo esquecida. Já chegamos ao ponto em que o índio não pode mais comer determinados animais ou peixes porque é pecado. Não existe mais controle por parte de seus caciques, pois o descaso do problema social lhe impede, pois ele não tem condições de suprir as necessidades ás vezes nem de sua família.

Quando resolvem cria através de suas Organizações Legais projetos voltados para as necessidades reais dos índios não encontra apoio porque?   Não participam do grupo de acesso ao Poder e são considerados: rebeldes, desumanos, traidores e outros adjetivos.

O exemplo está aqui mesmo, o nosso movimento indígena criou um projeto denominado ‘’ Projeto Complexo Comunitário Indígena Manaós’’, que teria importância não só para os índios, mas também  seria a criação de um projeto de ecoturismo que seria muito importante durante a Copa de 2014, relacionado ao turismo da capital, no entanto após ter sido apresentado a políticos, (um vereador e um deputado estadual) e solicitado pela Casa civil do governo do Estado, parece que vai seguir no caminho de tantos outros já esquecidos. Só para lembrar um dos outros, foi para construir uma escola dentro da comunidade indígena São Salvador no município de Santo Antonio do Içá, que estão esperando até hoje a tal escola, que ninguém sabe ninguém viu.

Isso não só demonstra falta de interesse, mas sim uma forma de continuar mantendo o índio sob o escravismo com a chibata da humilhação, das doenças e de qualquer outra necessidade básica ao ser humano.  Estamos cientes que o passado não volta, mas a história de um povo que era dono de tudo e que agora passou a ser apenas o hóspede em suas terras precisa ser respeitada e que estamos tentando preservar um pouco para o futuro, já que o presente está incerto.

A única certeza é a de que no dia 19 de abril, todos aqueles que fazem questão de colocar uma pena na cabeça para ter seu momento indígena, deveriam olhar a sua volta e perceber que a história indígena não é só de um dia, mas sim de uma eternidade.

 

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