No dia 8 de dezembro de 1994, o Brasil e o mundo foram surpreendidos com a triste noticia da partida do nosso querido Maestro Soberano...





Seu piano que já tinha subido pra Mangueira. Agora, subindo ao céu, simbolizado em mais de mil balões brancos e pretos lembrando as teclas de um piano.

"Chega de Saudades"? Pra que?

A saudade do Tom é uma saudade gostosa, que vale a pena ser acalentada, já que nos remete as transformações pelas quais passaram a música brasileira na virada dos anos 50/60 ("Chega de Saudade", "Teresa da Praia"...); seu amor escancarado pela cidade do Rio de Janeiro tornando-se recorrente na sua obra, traduzida nos exemplos de "Garota de Ipanema", "Ela é Carioca", "Samba do Avião", "Corcovado"...

No início dos anos 70 ele nos presenteia com "Chovendo na Roseira", "Matita Perê", "Águas de Março"..., quando a temática ambiental não era relevante.

Amigo de longa data, Edu Lobo exalta à preocupação ecológica do compositor.

"– Falava sobre a Floresta Amazônica, conhecia todos os pássaros que você possa imaginar. Isso tudo antes de as pessoas começarem a falar a palavra ecologia, e antes de ela virar moda. Era uma ligação rica e extremamente profunda".


A herança maior que ele nos deixou foram suas belíssimas canções e o despertar para a causa ecológica no Brasil e no mundo. Por tudo isso e muito mais, ele merece todas as homenagens hoje e sempre.




A fim de amenizar as saudade, em breve, chega às telas de cinema o projeto de um documentário idealizado por Marco Altberg, Paulo Jobim, Miúcha e com direção de Nelson Pereira dos Santos, repleto de entrevistas e imagens em vídeo, revela o homem por trás das inovações harmônicas que esculpiram a bossa nova e injetaram ânimo à MPB.

Dividido em duas partes, na primeira delas parentes e amigos derramam histórias, lembranças e lágrimas, enquanto a segunda navega pelas ondulações de suas sinuosas melodias, enfocando três temas recorrentes: o Rio, a natureza e o amor.

Segundo o Jornal do Brasil enquanto o documentário não chega aos cinemas, a Jobim Biscoito Fino brinda os fãs com o relançamento, até o fim do ano, de um álbum raro, "Minha Alma Canta" – lançado em 1997 pelo selo Lumiar. Nele, um repertório organizado pelo violonista e produtor Almir Chediak (1950-2003) reúne Tom Jobim interpretando canções para songbooks de Noel Rosa, Vinicius de Moraes, Edu Lobo, Carlos Lyra, Dorival Caymmi, Ary Barroso e Chico Buarque.


Vale a pena assistir o documentário da TV Cultura, "Mosaicos: A Arte de Tom Jobim", com as participações de Roberto Menescal, Paulo Jobim, Danilo Caymmi, Arthur Nestrovski, Paula Morelembaum, Maquinado, Dani Gurgel.

















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Fontes:
- MPB Compositores - Tom Jobim, nº 13, Ed Globo, 1997.
- Jornal de Brasil, edição do dia 05/12/09.
- Encartes da caixa de DVD "Maestro Soberano Tom Jobim".

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Exibições: 89

Comentário de Laura Macedo em 8 dezembro 2009 às 20:08
Teresa,
...Foi Tom Jobim que me motivou a pesquisar na área de música e, assim como você, ele continua a alimentar meus melhores sonhos...

Segue o link, para a página do site oficial do Tom, com informações do disco "Stone Flower".
http://www2.uol.com.br/tomjobim/dlm_stone_flower.htm
Beijos.

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