HERBERT DE SOUZA - BETINHO




O Brasil não assistiu à partida do irmão do cartunista Henfil. Naqueles tempos de censura e repressão, poucos ficaram sabendo que o sociólogo Herbert de Souza deixava o País para se livrar das perseguições políticas de que eram vítmas inúmeros intelectuais, jornalistas e artistas.

Apenas mais tarde, todos entenderam os versos de "O Bêbado e a Equilibrista", em que João Bosco e Aldir Blanc falam de tanta gente que sumiu, do exílio do irmão do Henfil.


No final da década de 70, quando os ares de anistia trouxeram várias dessas pessoas de volta, Herbert de Souza desembarcou no Brasil vindo do Canadá. Chegava para cumprir uma cruzada, como Betinho, como defensor das classes mais miseráveis, como visionário, sonhador de um país com direito à cidadania e a cidadãos.

Na foto acima, Betinho aparece em frente à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. Lugar de uma chacina de meninos de rua no final da década de 80 e que, durante algum tempo, se transformou em espaço de luta pelo direiro à esperança.


Fonte: MPB Compositores, nº 10 (fascículos da Ed Globo, 1997).


Curtam o vídeo com a música, "O Bêbado e a Equilibrista" na inesquecível interpretação de Elis Regina.


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Comentário de Cafu em 20 janeiro 2009 às 13:34
Esse é um dos meus heróis. Suas campanhas pelo Natal sem Fome mobilizaram o país, chacoararam as consciências entorpecidas pela omissão e indiferença e foram o embrião das políticas sociais de distribuição de renda que resultaram em programas como Fome Zero e Bolsa Família.
Betinho dedicou sua vida, saúde, tempo e energia a beneficiar os mais pobres, lutar pela liberdade e pela cidadania, tornar o mundo melhor, justo e humano.
Faz uma falta danada!

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