DORIVAL CAYMMI, JORGE AMADO E TOM JOBIM





Em meio à festa, Caymmi sentou-se ao canto com o inseparável violão e começou a compor sobre um tema do romance "Mar Morto", do amigo Jorge Amado. O escritor na mesma hora, acrescentou alguns versos aos publicados no livro, completando a letra. Nascia a composição “É Doce Morrer no Mar”, primeira parceria dos dois amigos.

Poesia e música. Uma mistura que sempre deu certo. Por que seria diferente com aqueles dois, que já tinham sido unidos pela matriz baiana? Em todos esses anos, escritor e compositor compartilharam uma amizade e uma parceria do tamanho do mar da Bahia.




Além de “É Doce Morrer no Mar”, a união de Caymmi e Jorge Amado gerou algumas outras composições, como “Canto de Obá”, “Beijos pela noite” (esta com a participação de Carlos Lacerda, que foi governador do Estado da Guanabara), “Retirantes”, “Modinha de Dorival Caymmi para Teresa Batista” e “Cantiga de cego”.

O balanço de tudo que passaram nesses anos foi feito por Jorge Amado: “ Juntos, andamos um bom bocado de caminho; juntos, criamos alguma coisa; juntos começamos a envelhecer. Juntos fizemos teatro, cinema, tratamos o livro e a partitura, tocamos a vida e o amor. Amizade de toda a vida”.



Fonte: MPB Compositores nº 14 (fascículos da Ed Globo, 1996).

Jorge Amado partiu em 2001. Dorival Caymmi junta-se a ele em 2008, para tristeza nossa e alegria no "céu", de Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Pixinguinha, Elizeth Cardoso, Radamés Gnattali, Ary Barroso e muitos outros.







O encontro de dois dos maiores criadores da música popular brasileira. O beijo de Tom em Dorival é mais que uma demonstração de carinho. É reconhecimento. Tom, um dos pais da bossa nova, sabia que o caminho aberto por ele a partir de 1958 já havia sido vislumbrado no trabalho de Dorival Caymmi, e as trilhas se encontrariam mais tarde, como prova, por exemplo, a gravação de "Maracangalha", feita em dupla no último disco de Tom Jobim, "Antônio Brasileiro".






Curtam '"Maracangalha", em clima de total descontração, na casa de Tom Jobim.




Agora, "É doce morrer no mar" (com Jorge Amado), interpretada por Caymmi.




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Comentário de Roberto Luis em 22 janeiro 2009 às 12:56
Evoé Dorival, Evoé Jorge, Evoé Tom!
................................

Pra Quem Quiser Me Visitar
(Guinga / Aldir Blanc)

Fiz o meu rancho lá nas nuvens
Onde se pode conversar
Onde os anjinhos são cor de chope
Tomo cuidado só ao debruçar
Vendo o mar, ai
Toco piano e a Virgem canta
Diz pro Menino : Tio Tom
Senta à vontade e a coxa santa
Me dá saudade do Leblon
Sei das manhãs
Que só nascem de tarde
Entre silêncios de alarde
Vi que o Sol sente inveja
Das asas do Urubu
Aos meus amigos que ficaram
Um portador há de levar
Um par de asas
E um pára-quedas
Pra quem quiser me visitar
................

Abraços, Laura!
Comentário de Helô em 22 janeiro 2009 às 16:35
Laurinha
Dois presentes do "Rio em Disco" pra você.
Caymmi canta Ary e Ary toca Caymmi.
Beijos.

Maracangalha | Dorival Caymmi

Risque | Ary Barroso
Comentário de Laura Macedo em 23 janeiro 2009 às 1:56
Oi, Roberto.
Conheço muita coisa da dupla Guinga e Aldir Blanc, mas confesso que essa não conhecia.
Ouvi a música instrumental na rádio Uol. Agora, a letra é simplesmente magnífica...emocionante mesmo....
O Guinga vem muito aqui em Teresina. Na próxima vinda dele vou pedir para tocá-la.
Obrigada por esse presente.
Um grande abraço.
Comentário de Laura Macedo em 23 janeiro 2009 às 2:01
Helô
Viu como estou com meu ganhador aberto para presentes? :)
E ainda faltam três meses para o meu aniversário...
Amei mesmo!
Um grande beijo.

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