Tupi pode ser a maior jazida da história do petróleo brasileiro

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


Teve início, no dia 1º de maio, a produção de óleo em Tupi - Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos -, que pode ser a maior jazida de petróleo já descoberta pela Petrobras no Brasil. A primeira amostra do petróleo da região foi retirada pelo navio-plataforma FPSO BW Cidade de São Vicente, que ficará ancorado no local por quinze meses para a realização do Teste de Longa Duração (TLD), recolhendo informações técnicas para o desenvolvimento dos reservatórios descobertos pela empresa na Bacia de Santos.

Os testes são fundamentais para a Petrobras, pois ajudam a definir o modelo de desenvolvimento da área de Tupi e de outras reservas do pré-sal daquela bacia sedimentar. Localizada a uma grande distância da costa e a cerca de cinco mil metros de profundidade, a partir do leito marinho e sob lâmina d’água de mais de dois mil metros, Tupi tem volume de óleo estimado, em petróleo e gás, entre 5 e 8 bilhões de barris. A Cidade de São Vicente tem capacidade para processar diariamente 30 mil barris de petróleo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em solenidade pelo início das atividades em Tupi, considerou a possibilidade de desenvolver gigantescas reservas de petróleo e gás, como uma nova independência do país e como um diferencial de respeitabilidade nas negociações bilaterais. O presidente ressaltou a importância das mudanças nas regras do setor petrolífero, com a concretização do novo Marco Regulatório que ainda não tem data prevista.

Em entrevista coletiva no dia anterior, na Petrobras, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, declarou que as pesquisas e estudos para a realização da nova regulação do setor chegaram ao final e que este deverá ser entregue para votação ainda no primeiro semestre de 2009. Também presente à coletiva, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o novo marco está em fase de redação final, mas reforçou que esse passo deve ser dado com cautela, para que não seja tomada apressadamente uma decisão que considera tão estratégica.

O presidente da Petrobras Sergio Gabrielli salientou as diferenças das condições exploratórias entre Tupi e Jubarte, primeiro poço da camada pré-sal a entrar em atividade (2008). Segundo Gabrielli, os desafios apresentados por Tupi são bem maiores que em Jubarte, que está a 77 km da costa e apresenta uma camada de sal menor que 300 metros. Enquanto Tupi está a 290 km da costa e tem uma cobertura de sal de mais de 2 mil metros. “Será mais um passo tecnológico. Em março, inauguramos a produção em reservatórios carbonáticos em águas profundas, no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos. Em Tupi esse feito terá de ser repetido, mas em águas ultraprofundas e em condições ainda mais complexas”, afirmou.

A conclusão do TLD está prevista para o final de 2010, quando entrará em operação o Projeto-Piloto de Tupi. Esse terá capacidade para produzir e processar diariamente 100 mil barris de óleo e 4 milhões de metros cúbicos de gás. De acordo com a Petrobras, o primeiro módulo definitivo do projeto de desenvolvimento da área poderá ser uma extensão do projeto-piloto.

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Comentário de joao carlos pompeu em 4 maio 2009 às 15:05
"tupi or not tupi
this is the question"

Oswald de Andrade

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