Nascido em São Luís do Maranhão em 07/03/1943, oriundo de uma família apaixonada por música e serestas, não esquenta lugar na 'Ilha do Amor" e logo migra para o Rio de Janeiro, três anos após seu nascimento (1946).

Em meados da década de 1950, após assistir, com seu pai, o filme sobre o espanhol Andrés Segóvia, na Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, conhece personalidades que marcariam sua trajetória pessoal e artística: Antônio Rebello (avô de Sérgio e Eduardo Abreu - Duo Abreu), que viria a ser seu professor de violão; Hermínio Bello de Carvalho (poeta, produtor e também aluno de Rebello) e Jodacil Damaceno (violonista e assistente do citado professor).

Com Rabello adquiriu uma sólida base. Jodacil abriu-lhe o universo do violão clássico e Hermínio o vasto mundo da música popular e com ele o convívio enriquecedor com Jacob do Bandolim, Ismael Silva, Paulinho da Viola, Clementina de Jesus, Aracy de Almeida, Dino 7 Cordas, César Farias, Nicanor Teixeira, Elizeth Cardoso, Radamés Gnattali e Pixinguinha.

Da esquerda para a direita: Ismael Silva, Jacob do Bandolim, Mozart de Araújo, Cristina Maristany, Arminda Villa-Lobos, Hermínio Bello e Carvalho, Mônica Távora, Jodacil Damaceno, Turíbio Santos e Mário Cabral - 1962.

Essa década foi um período frutífero para quem gostava de violão e a turma da Associação Brasileira de Violão (ABV) soube aproveitá-lo. Como a ABV não possuia auditório próprio, ela lançava mão de outros espaços para a realização dos concertos por ela organizados, como é o caso da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do Conservatório de Canto Orfeônico (atual Instituto Villa-Lobos).

Alguns mitos tornavam-se acessíveis, principalmente, para os jovens violonistas, como por exemplo assistir palestra sobre a obra de Villa-Lobos para violão ministrada pelo próprio compositor. Foi nessa ocasião que Turíbio Santos conheceu Villa-Lobos.

Em 1965 Turíbio Santos ganha o 1º Prêmio do Concurso Internacional da ORTF (Offia de Radiodiffusion et Television Française), em Paris, e começa a alicerçar sua carreira internacional.

Nos primeiros dez anos de sua estada em Paris, percorre inúmeros países gravando e produzindo bastante, com destaque para a criação de obras para violão, na editora Max Eschig, constando originais de Claúdio Santoro, Edino Krieger, Ricardo Tacuchian, Francisco Mignone, Almeida Prado, Radamés Gnattali e Nicanor Teixeira. Concomitantemente, editava coletânea das obras de João Pernambuco, Garoto e Dilermando Reis, abrindo espaços para a divulgação e preservação da música brasileira.

Em 1974, Turíbio fixa residência novamente no Rio de Janeiro, embora viaje permanentemente até 1980, e decide suspender as grandes turnês internacionais.

Em 1985 sua madrinha musical e grande amiga Arminda Villa-Lobos falece e o violonista é convidado para substituí-la na direção do Museu Villa-Lobos. O convite não foi aceito de imediato. Hoje como diretor do Museu vem empenhando-se para que o Museu tenha um desempenho social, além do institucional, de guardião da obra de Villa-Lobos.

Turíbio Santos é titular da cadeira 38 da Academia Brasileira de Música; vencedor de inúmeros concursos nacionais e internacionais; publicou várias obras ligadas ao violão; gravou inúmeros LPs e CDs; criador do curso de violão na Escola de Música da UFRJ e UNI-RIO, que frutificou coma criação da Orquestra de Violão do Rio de Janeiro.

É o grande incentivador e patrono do FENAVIPI (Festival Nacional de Violão do Paiuí), que já tem data marcada para acontecer, em sua quinta edição (12 a 15 de fevereiro de 2009), onde grandes nomes do violão internacional e nacional marcam presença

Tem recebido inúmeras condecorações no exterior e no Brasil. Recentemente foi contemplado pela Câmara Municipal de Teresina com o Título de Cidadão Teresinense, deixando a todos nós lisonjeados.

"São Turíbio", como é carinhosamente chamado aqui em Teresina, é realmente um grande cidadão do mundo.

 

 

 

 

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Comentário de Helô em 28 setembro 2008 às 14:50
Oi Laura
Gosto tanto do Turíbio. E tem tão pouca coisa dele no YouTube...
Já o vi tocando aqui em Juiz de Fora e tive uma amiga que fez parte da Orquestra de Violões do Turíbio. Além do excelente músico, ele me parece ser uma pessoa tranquila e discreta dentro daquele imenso talento!
Beijos.
Comentário de Laura Macedo em 28 setembro 2008 às 15:17
Oi, Helô.
A cada dia que passa, descubro como temos afinidades!!!
Na foto ao lado "euzinha", em momentos de pura tietagem, ao lado do talentoso Turíbio, no II FENAVIPI, em 2006.
Um mega beijo.
Comentário de Rafael Reges em 30 setembro 2008 às 19:32
Ele possui autoridade reconhecida quando o assunto é interpretação de Villa-Lobos, adquiri um cd com toda sua obra violonistica tocada por ele. Conheci seu som quando da primeira Fenavipi ele compareceu.

Ah, professora. Com essa foto maior agora não me confundo mais.

abraço

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