É esse aí ao nosso redor. E pior que não é virado à toa, porque “à toa” é a própria sociedade, que se enche de brios com a corrupção dos políticos e utiliza esse mal para dar vazão aos seus instintos criminosos, de maneira justificada.

 

            E a bagunça já começa na hora de nomear os bandidos, que deveriam ser apontados, como em qualquer lugar civilizado no mundo, a partir das próprias vítimas e das autoridades policiais. Aqui a mãe é quem decide, diante das câmeras e microfones, se o filho presta ou não e, na boca de uma mãe, um filho jamais será culpado.

 

            Ocorre que as vítimas, inclusive policiais executados pelos filhos das outras mães, também tem as suas, que tomavam o partido das colegas até o dia que aconteceu a tragédia no âmbito familiar, e é exatamente aí que está o motivo pelo qual não aparece ninguém para defender o direito das vítimas ditas inocentes.

 

            Hoje em dia quando o bicho pega, o indivíduo chama primeiro por Deus e depois pela polícia e, passado o sufoco, a maioria recoloca a camisa de ateu e acusa o próprio policial que arriscou a vida para defender a sua, de ter cometido excessos contra o ex-inimigo.

 

            O cidadão pinta a edificação, fazendo o que é possível para tornar o visual urbano mais agradável e, na noite seguinte aparece um bandido e picha tudo, e a maioria das pessoas que passa pelo local defende aquela ação criminosa, primeiro porque o patrimônio não é seu e depois vem o sagrado direito de protestar que, nesse caso, não esbarra nos direitos da vítima. Bandidos em abundância, é o que temos por aqui.

 

            Mataram um colega, qualquer que seja o motivo, o cara, de cara, já queima um ônibus, ou mesmo trinta, dependendo do nível de indignação, como se o proprietário do veículo ou frota tivesse culpa no cartório. E, de quebra, ainda se interrompe o trânsito infernal nas principais avenidas, que aborrece quem fica momentaneamente privado da locomoção, porém quando chega em casa vibra com a baderna mostrada pela televisão, por razões políticas ou simplesmente por que se sente bem com os outros que ainda não se livraram da “manifestação”.

 

            Mesmo com todos esses desmandos legalizados, ainda tem gente que reclama de censura, enquanto pede ditadura, tudo em nome de uma liberdade que circula em via de mão única. O sujeito acha que pode praticar qualquer coisa contra as outras pessoas e seus interesses, mas considera um absurdo se houver qualquer reação, ainda que seja uma simples bala de borracha em represália a um molotov.

 

            Seria uma beleza se cada um fosse presidente da república, ministro do supremo e senador. O problema é que essa é uma aspiração de todos, pois cada qual exige que as coisas sejam exatamente como desejam, como se as cabeças fossem iguais.

 

            E, como não são, a sociedade foi transformada em um monstro, que reclama da violência, enquanto se volta contra a polícia que tenta combate-la. Assim não dá.

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