A crise que assola o governo Dilma é fruto de um Sistema recheado de corruptos que lesam há décadas o erário.

 

O PMDB se tornou um partido oportunista e sem escrúpulos. Antes da atual crise, sempre optou por trabalhar nos bastidores abdicando de candidaturas próprias a presidência da república em troca de poder e de loteamentos de ministérios e estatais.

 

A prova cabal disso é o seu espólio, agora revelada, com a saída covarde e interesseira da sigla, do governo Dilma. O "espólio" do PMDB corresponde a sete ministérios e mais de 700 cargos.

 

O PMDB de Michel Temer, não pode simplesmente deixar o governo e acreditar que a sociedade irá eximir o partido de suas conivências e alinhamentos que também deram causa a toda essa zorra política que se transformou nossa cambaleante República.

 

Desesperada, a nossa chefe do executivo deu início a conversas para a formação de um novo bloco na Câmara Federal, formado por PP, PR e PSD que, juntos, somam 129 votos – contra os 69 votos do PMDB. Para isso, a presidente está disposta entregar até as calças a esses partidos.

 

Dilma sabe que a queda de um presidente no Brasil, como aconteceu com o senador Fernando Collor, só acontece quando o governo não consegue convencer um terço dos parlamentares a ficar em casa comendo churrasco e tomando banho de piscina, em vez de ir votar para derrubá-la e isso secretária de Lula não está conseguindo fazer.

 

Com os possíveis novos brindes, que serão dados de graça e sem cerimônia ao PP, PR e PSD -agora melhores amigos- a presidente espera contar, de forma efetiva, com 172 votos, porcentagem necessária para impedir o prosseguimento do processo de impeachment em tramitação na Câmara liderada por um Eduardo Cunha mais ‘sujo do que pau de galinheiro’.

 

Caros leitores, na atual conjuntura nacional é insignificante saber se a peça jurídica motivadora do pedido de afastamento de Dilma esteja ou não bem fundamentada.

 

Desnecessário também perder tempo analisando a tipicidade criminal a ela imputada ou se o Contraditório e a Ampla Defesa estão sendo respeitados.

 

O processo de Impeachment é político e não jurídico, logo é no campo da negociação partidária e não processual que a fantoche de Lula poderá ou não se manter no cargo.

 

Dilma só cairá se não conseguir articular, barganhar cargos e entregar ministérios com ‘porteira fechada’ para os abutres famintos que agora estarão na pele do PR, PSD e PP.

 

Por isso que o impeachment é julgado por parlamentares e não pelo STF, afinal a saída de um presidente do cargo é culpa de sua incapacidade de articulação e não das sanguessugas que drenam o sangue do poder até secar a fonte, como é o caso do PMDB.

 

A política vil composta por pessoas inescrupulosas precisa ser varrida do mapa pelo bem de todos e a felicidade da nação.

 

Dia dois de Outubro haverá milhares de urnas abertas.

 

Que tal iniciarmos a faxina de baixo para cima?

 

Fica a dica.   

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Comentário de Donato Leal em 1 abril 2016 às 21:28

Gostei do artigo. Apenas não acho de bom gosto tratar a Presidente de "secretária da Lula" e de "fantoche do Lula". Para lidar e satisfazer essa corja, insaciável por ministérios e cargos,  liderada pelo pmdb (minúsculo mesmo, como partido que agora certamente não ruir), nem mesmo o Lula com toda sua inegável capacidade de articulação politica. O problema maior não está só em Dilma - ela até que vem tentando( o pmdb tinha sete ou seis ministérios) - está no sistema politico e de politicagem dominante no país.

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