At noon in the garden on a throne of wood
of the kind that’s used for businesslike coffins.
Ceaselessly trotting towards nothingness.
In the late afternoon alone on an empty bridge.
The browns and yellows, unobserved, have entered
the foliage of trees on the island below.
At nightfall in the ermine of darkness
along the royal road up to the castle
captured in the last battle of all.
Under the clay’s surface the dampness of rain.
Street lamps retreating towards the past.
In the night’s gateway a dustbin with scraps of voices.
At dawn we trip over our own shadow,
unknown posthumous sons
of nameless kings.
Antonín Bartusek (b. 1921), Tcheco-Eslováquia (transl. Ewald Osers)
Ao meio dia no jardim em trono de madeira
daquela usada em ataúdes e que tais.
Incansável, apressado rumo ao nada.
Ao entardecer, só, na ponte deserta.
Marrons e amarelos, furtivos, tomam posse
da folhagem das árvores na ilha, abaixo.
Ao crepúsculo, arminho da escuridão
pela estrada real até o castelo
capturado na derradeira de todas as batalhas.
Sob a superfície da argila a umidade da chuva,
postes recuando rumo ao passado.
No umbral da noite lata de lixo com farrapos de vozes.
Ao alvorecer tropeçamos em nossas próprias sombras,
desconhecidos filhos póstumos
de anônimos reis.
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