Uma agenda futura para a política dos biocombustíveis no Brasil

Por Renato Queiroz, do Blog Infopetro

A Associação Brasileira de Estudos em Energia - AB3E - promoveu em 14 de dezembro de 2010 no Rio de Janeiro um seminário para discutir a agenda da política energética brasileira para o próximo governo. No painel específico em que se discutiu a agenda para os bicombustíveis observaram-se duas abordagens: a do representante da Petrobrás, Eduardo Correia, da área de Estratégia Competitiva que identificou uma série de incertezas críticas que influenciam fortemente o mercado de biocombustíveis, desenvolvendo inicialmente, a partir dessas incertezas, quatro cenários exploratórios e selecionando dois cenários para um horizonte nos próximos 20 anos; e a do professor José Vitor Bomtempo do Grupo de Economia da Energia que avaliou o futuro da indústria de biocombustíveis sob um enfoque estratégico com premissas que quebram os atuais paradigmas.

A presente postagem apresenta as reflexões desses especialistas e coloca questões sobre o tema que certamente estarão na mesa de discussões dos formuladores da agenda de política energética para os anos futuros.

 

Incertezas críticas que influenciam o mercado de biocombustíveis. A visão da Petrobras.

Segundo o executivo da Petrobras, o Brasil tem uma vasta experiência no campo dos biocombustíveis, pois o etanol tem sido usado como combustível no Brasil há quase um século. O país permanece com a maior participação dos biocombustíveis na composição da demanda do segmento de transportes rodoviário. Esses fatos são relevantes para uma avaliação estratégica do futuro dessa indústria. A Petrobras, em seu planejamento energético, utilizou a técnica de cenários, listando uma série de incertezas críticas que são interligadas, a saber:

  • Crescimento econômico que influi no tamanho da frota e na demanda de combustíveis .
  • Taxa de câmbio que tem forte relação com a competitividade com combustíveis fósseis no mercado interno e com biocombustíveis no mercado externo.
  • Preço do petróleo que influencia os preços dos combustíveis fósseis ao consumidor.
  • Abertura do mercado internacional que rebate no protecionismo e liberação do comércio.
  • Tributação que reflete nos preços finais ao consumidor.
  • Sustentabilidade sócio-ambiental que relaciona geração de empregos, ciclo de vida do produto, custos, mandatos.
  • Custos de produção e custos logísticos que têm forte relação com tecnologia e uso de recursos, e atendimento aos mercados interno e externo.
  • Competição por recursos: solo, água, insumos
  • Tecnologias na produção de biocombustíveis, na captura e armazenamento de carbono – CCS e para a promoção de  eficiência energética.
Com essa fotografia foram elaborados quatro Cenários para o horizonte de 2030 e selecionados dois: Desenvolvimento Sustentável e Força do Hábito. (...) continua no Blog Infopetro

Exibições: 53

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço