L´Elisir d´Amore - O Elixir do Amor – Gaetano Donizette (1797-1848))

O jovem Nemorino, camponês tímido e ingênuo, está perdidamente apaixonado por Adina, a bela da aldeia. Obviamente, Adina não lhe dá a menor bola, já que é assediada por todos os rapazes, com destaque para um guapo militar da guarnição local.
Pois Nemorino bebe um elixir, vendido por um charlatão que se aproveitava da ignorância dos pobres camponeses para lhes vender ilusões (qualquer semelhança com situações reais e atuais é mera coincidência). Nemorino é convencido pelo espertalhão que o milagroso elixir fará com que todas as meninas da aldeia se apaixonem por ele.
O efeito placebo é imediato, Nemorino adquire confiança em si próprio e, com isso, torna-se sedutor para as garotas locais. Adina passa a notá-lo, e sente-se incomodada com a perda da exclusividade da atenção de Nemorino. Este repara a mágoa de Adina, ao vê-lo cercado pelas alegres camponesas, e observa uma pequena lágrima sentida que escorre pela face da bela camponesa. Essa lágrima furtiva, lhe dá a certeza de que é amado por ela. Canta, então, a bela ária “Una furtiva lacrima”:

“Uma furtiva lágrima
Em seus olhos despontou
Aquelas alegres jovens
Pareceu invejar.
Que mais estou procurando?
Ama-me, vejo!
Por um só instante,
As palpitações do seu belo coração sentir!
Os meus suspiros confundir um pouco com seus suspiros
Céus, agora posso morrer!
Nada mais peço...
Posso morrer de amor!”


Para compartilhar com vocês essa obra prima da música lírica , escolhi a interpretação do tenor argentino Marcelo Alvarez, possuidor de belíssima voz e técnica perfeita. Curtam.

Exibições: 142

Comentário de Helô em 27 outubro 2008 às 22:58
Oscar
A voz do Marcelo é belíssima. Quanto à técnica, ainda falta muito chão para que eu reconheça se é perfeita ou não. Quem sabe um dia... Mas depois de ouvir "Una Furtiva Lacrima" com Villazon, que você mesmo me mostrou, ficou difícil gostar de outra interpretação. Você acha que pelo fato daquela gravação ser em outro contexto (na própria ópera) muda muito a forma de apreciação?
Beijos e parabéns pelo destaque.
Comentário de Oscar Peixoto em 28 outubro 2008 às 13:15
Helô, é difícil fazer essa comparação, são dois estilos diferentes. Villazón adota, como já disse, um estilo inovador, arrojado, passional quase em demasia - o que, certamente, desagrada a muita gente. Alvarez é do estilo clássico, sóbrio, contido, sem muita movimentação cênica, privilegiando o canto puro. Pode ser que no palco Villazón seja melhor, não duvido. Entretanto, o vídeo do Alvarez, por ser na forma de concerto, em que se pode observar melhor a execução do “instrumento” vocal, evidencia o que é o “bel canto”: domínio de respiração, “legattos” (a passagem de uma nota para outra sem que haja quebra entre elas) perfeitos, pianíssimos (o mais difícil de ser feito no canto) que passam a fortíssimos demonstrando domínio absoluto de diafragma... Enfim, pessoalmente, gosto igualmente dos dois, cada um no seu estilo. São dois jovens que conquistaram as melhores e mais exigentes platéias mundiais. Obrigado pelo estímulo, você tem a capacidade de instigar meu pensamento. Beijão.
Comentário de Jane Chiesse Zandonade em 1 novembro 2008 às 1:33
Parece-me que este tenor, Marcelo Alvarez, tem a voz mais aveludada que a do Villazon, o que confere uma conotação mais romântica à sua interpretação do que a do Villazon. Pode ser que a personalidade de um e de outro direcione a forma de interpretar. Seria acertado taxar o Marcelo de um ser humano mais romântico que o outro, baseada na sua interpretação?

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2019   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço